O Homem que Nao se Contenta com pouco

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Transbordo

Transbordo em sonhos
em loucos sentimentos
não sei fingir...
não consigo não sentir
se eles existem, eu sinto
intensamente...!

Tão real e legítimo
como devem ser...!
não, não gosto de sofrer
apenas não sei fingir...
Por isso transbordo
transbordo em letras,
rimas e versos...!

Sentimentos e sonhos
rimas e versos...
assim eu transbordo.

O AMOR QUE NÃO DÓI, MAS ESCLARECE.
Há uma concepção amplamente difundida de que amar é, inevitavelmente, sofrer. Tal ideia, reiterada por tradições literárias e por experiências humanas mal compreendidas, cristalizou-se como uma espécie de dogma emocional. Contudo, sob uma análise mais rigorosa, percebe-se que aquilo que fere não é o amor em si, mas as projeções, os apegos e as ilusões que o indivíduo deposita sobre o outro.
O amor autêntico não obscurece a razão, tampouco aprisiona a consciência. Ao contrário, ele a amplia. Trata-se de uma força que ilumina zonas antes ignoradas da própria interioridade, promovendo um processo de esclarecimento que, embora por vezes exigente, não é destrutivo. O que há de desconforto nesse percurso não advém do amor, mas do confronto com as próprias imperfeições.
Sob a ótica da filosofia moral, o amor elevado não se confunde com posse, dependência ou carência afetiva. Ele se estabelece como reconhecimento da dignidade do outro enquanto ser autônomo. Amar, nesse sentido, é desejar o bem do outro sem subjugá-lo às próprias necessidades emocionais. É um exercício de liberdade compartilhada.
Na tradição espiritualista, especialmente à luz da O Evangelho segundo o Espiritismo, o amor é compreendido como a mais alta expressão da lei divina. Não se trata de um sentimento passivo, mas de uma prática ativa de benevolência, indulgência e caridade. Quando vivenciado dessa forma, ele não dilacera, pois não nasce do ego, mas da consciência expandida.
Do ponto de vista psicológico, relações que geram sofrimento constante costumam estar ancoradas em vínculos de dependência emocional. Nesses casos, o indivíduo não ama o outro, mas aquilo que o outro supostamente preenche em si. O amor esclarecedor, por sua vez, não busca preencher lacunas, mas compartilhar plenitudes. Ele não exige completude do outro, pois já parte de um estado interno mais equilibrado.
Esse tipo de amor tem uma característica singular. Ele revela. Ao invés de cegar, como frequentemente se afirma, ele permite ver com maior nitidez. Mostra virtudes e limitações, tanto do outro quanto de si mesmo, sem que isso gere desespero ou negação. Há aceitação lúcida, não idealização.
Além disso, o amor que esclarece educa. Ele conduz ao aperfeiçoamento moral não por imposição, mas por inspiração. A convivência com alguém que ama de forma elevada desperta no outro o desejo de também elevar-se. Não há coerção, há exemplo.
Importa destacar que esse amor não é frio nem distante. Ele é profundamente sensível, porém não se deixa governar por impulsos desordenados. Há nele uma harmonia entre sentimento e razão, o que impede que se converta em fonte de sofrimento contínuo.
Em termos antropológicos, sociedades que valorizam vínculos mais conscientes tendem a produzir relações mais estáveis e menos conflituosas. Isso não elimina desafios, mas modifica a forma como são enfrentados. O amor deixa de ser campo de batalha emocional e passa a ser espaço de construção mútua.
Assim, ao contrário do que muitas narrativas sugerem, o amor não precisa ser sinônimo de dor. Quando alinhado à lucidez, à ética e à maturidade espiritual, ele se torna um instrumento de esclarecimento profundo.
Amar, então, não é perder-se no outro, mas encontrar-se com mais verdade dentro de si mesmo, à medida que se aprende a ver, compreender e respeitar o outro em sua essência. E é nesse encontro lúcido que o amor deixa de ferir e passa a revelar, com serenidade, aquilo que o espírito sempre esteve destinado a compreender.

ENTRE DOIS AMORES, O RASGO INVISÍVEL DA ALMA.
Há uma dor que não nasce da ausência, mas do excesso. Não é a falta que dilacera, mas a coexistência de dois afetos que se recusam a morrer dentro do mesmo coração. Amar dois seres é habitar uma encruzilhada onde cada passo é uma perda irreparável.
O rompimento, nesse cenário, não é apenas uma decisão. É uma amputação íntima. Ao escolher, não se abandona apenas alguém. Abandona-se uma possibilidade de si mesmo. Uma versão da própria existência que jamais se cumprirá. E isso pesa. Pesa como aquilo que poderia ter sido e não foi.
Entre dois amores, não há inocência. Há consciência aguda. Cada gesto torna-se cálculo moral. Cada silêncio, uma confissão. A alma divide-se entre o dever e o desejo, entre o que acalenta e o que incendeia. E, no instante da ruptura, nenhum dos lados vence. Ambos deixam marcas.
A dor que surge não é simples saudade. É uma espécie de eco contínuo. O amor que permanece não desaparece. Ele se recolhe, torna-se subterrâneo, mas continua a existir como uma presença velada, insistente, quase espectral. E aquele que parte carrega consigo duas ausências. A de quem deixou e a de quem nunca poderá ser plenamente.
Há, porém, um rigor inevitável nesse processo. A vida não sustenta indefinidamente duas verdades afetivas em conflito. Em algum momento, a realidade exige unidade. E essa unidade cobra um preço. Romper é aceitar esse preço sem garantias de alívio imediato.
Com o tempo, a dor não desaparece. Ela se reorganiza. Deixa de ser ferida aberta e torna-se memória estruturante. Ensina sobre limites, sobre responsabilidade emocional, sobre a gravidade de envolver destinos alheios em nossas próprias indecisões.
E talvez a compreensão mais difícil seja esta. Amar, em sua forma mais elevada, também exige renúncia. Não apenas do outro, mas de si mesmo enquanto centro absoluto do desejo.
Porque entre dois amores, não se escolhe apenas quem fica.
Escolhe-se quem se terá coragem de perder para sempre.

QUANDO O SILÊNCIO APRENDE A RESPIRAR.
Há um instante oculto entre o que fomos e o que ainda não ousamos ser.
Um intervalo quase imperceptível onde o mundo silencia.
E é ali, precisamente ali, que a alma se revela sem máscaras.
Tu carregas universos não explorados sob a pele.
Catedrais invisíveis erguidas com lágrimas que ninguém viu.
E mesmo assim, caminhas, como se fosses apenas mais um corpo na multidão.
Mas não és.
Há dentro de ti uma centelha que não aceita o esquecimento.
Uma força antiga, anterior ao medo, anterior à própria dor.
Ela sussurra, mesmo quando tudo em volta grita desistência.
Escuta.
Não é o fracasso que te define.
É a insistência silenciosa de continuar mesmo sem aplausos.
É o gesto invisível de reerguer-se quando ninguém está olhando.
Porque a verdadeira grandeza não nasce do êxito.
Nasce do abismo atravessado em silêncio.
E cada noite que te visitou não foi abandono.
Foi lapidação.
Cada perda não foi ausência.
Foi espaço aberto para algo maior que a própria ausência ainda que não compreendas.
Há uma arquitetura divina no caos que te molda.
Uma ordem que teus olhos ainda não decifraram.
Mas que teu espírito já reconhece.
Por isso, não te apresses em fugir da dor.
Há ensinamentos que só florescem no escuro.
E quando finalmente compreenderes,
não serás mais o mesmo que buscava respostas.
Serás a própria resposta.
Ergue-te, mesmo que em fragmentos.
Avança, mesmo que em silêncio.
E confia, ainda que tudo em ti vacile.
Porque existe um momento, inevitável e sagrado,
em que aquilo que te quebrou
será exatamente aquilo que te fez inteiro.
E nesse dia, sem alarde, sem testemunhas,
tu olharás para trás e entenderás:
Nunca foste fraco.
Apenas estavas aprendendo a tornar-te vasto.

“Não deixe que os outros façam com você aquilo que você não faria aos outros.”
Popular

O tempo não foge da vida; é a vida que se distrai no raso.

O DUPLO MANDAMENTO DA CONSCIÊNCIA E DA FRATERNIDADE.
Estes dois mandamentos não representam princípios isolados, mas duas faces indissociáveis da mesma moeda espiritual. Cada um completa o outro, assim como o pensamento completa o sentimento e a consciência complementa a caridade. Aquele que mergulha sinceramente na própria interioridade descobre, pouco a pouco, que conhecer a si mesmo é também aprender a compreender o próximo. Não existe verdadeira fraternidade sem introspecção, assim como não existe autoconhecimento legítimo sem amor ao semelhante.
O ser introspectivo constitui o fundamento silencioso de toda virtude autêntica. Somente aquele que se examina consegue perceber as próprias inclinações, as sombras ocultas do orgulho, os mecanismos do egoísmo e as fragilidades que ainda aprisionam a alma às ilusões transitórias da existência material. O exame interior não é um exercício de vaidade intelectual, mas um ato de coragem moral. É a descida voluntária aos abismos da própria consciência para encontrar, entre dores e imperfeições, a centelha divina que jamais se extingue.
Ao compreender as próprias motivações, os medos ocultos e os potenciais ainda adormecidos, o espírito passa a agir com maior coerência, dignidade e autenticidade. A consciência desperta deixa de viver mecanicamente sob os impulsos exteriores e começa a orientar-se pelos valores eternos da verdade e do amor. Nesse processo, o ser humano percebe que não está separado da Criação, mas profundamente ligado a toda a existência por leis universais de afinidade, reciprocidade e evolução espiritual.
É precisamente nesse ponto que nasce a compreensão do “irmão”. O outro deixa de ser percebido como estranho, adversário ou ameaça. Reconhece-se nele a mesma humanidade ferida, os mesmos conflitos silenciosos, as mesmas buscas ocultas por sentido e paz. Cada criatura torna-se um espelho moral no qual enxergamos nossas próprias virtudes ainda frágeis e nossas imperfeições ainda não superadas.
A consciência desse vínculo invisível constitui a única ponte verdadeiramente sólida para o amor real. Não o amor condicionado pelas conveniências humanas, mas o amor espiritual que compreende sem humilhar, corrige sem ferir e acolhe sem exigir recompensas. Tal sentimento dissolve julgamentos precipitados e substitui a dureza moral pela fraternidade consciente. Somente quem se conhece profundamente aprende a exercer misericórdia legítima para com os outros.
O Espiritismo ensina que o progresso da alma não ocorre apenas pelo acúmulo de conhecimento intelectual, mas principalmente pela transformação moral. O autoconhecimento conduz à reforma íntima, e esta conduz inevitavelmente ao amor fraterno. Por isso, a máxima “Conhece-te a ti mesmo” permanece inseparável do ensinamento maior do Cristo sobre amar ao próximo. Ambas as verdades convergem para a mesma finalidade: a elevação espiritual da criatura humana.
No silêncio da introspecção sincera, o homem encontra não apenas a si mesmo, mas também a presença viva da humanidade inteira pulsando dentro de sua consciência. E quando esse despertar acontece, o amor deixa de ser mero sentimento passageiro para transformar-se em lei viva da alma.
“AMAR É RECONHECER NO OUTRO A CONTINUIDADE DE NOSSA PRÓPRIA EXISTÊNCIA ESPIRITUAL.”
Fontes fidedignas utilizadas: “Conhece-te a ti mesmo” presente na tradição socrática e comentado em O Livro dos Espíritos. O Evangelho Segundo o Espiritismo, especialmente os capítulos sobre o amor ao próximo e a caridade moral. Obras filosóficas e espiritualistas de Joaquín Trincado. Traduções e comentários doutrinários de José Herculano Pires sobre introspecção e consciência espiritual.
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A PRESENÇA DIVINA NA CONSCIÊNCIA HUMANA.
A relação entre o ser humano e Deus não se estabelece na superfície da vida exterior, mas no recolhimento silencioso da consciência, onde o pensamento ganha força de ação e o sentimento se converte em diretriz íntima. Não se trata de uma distância a ser vencida, mas de uma realidade a ser reconhecida. Deus não se encontra como figura distante, mas manifesta-se no interior da própria existência.
Segundo a tradição espiritualista, conforme sistematizada por Allan Kardec, Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Esta afirmação não se limita ao campo da teoria, pois impõe ao indivíduo uma responsabilidade profunda. Se Deus é a causa, o ser humano é resultado consciente em processo de aperfeiçoamento, portador de leis inscritas em sua própria consciência.
Nesse sentido, a consciência não é apenas um fenômeno da mente, mas um tribunal moral constante. Cada pensamento cultivado, cada intenção sustentada, estabelece uma afinidade que aproxima ou afasta o espírito da harmonia divina. A lei de Deus não se impõe de fora para dentro, mas revela-se internamente como verdade reconhecida pelo próprio ser.
Léon Denis amplia essa compreensão ao ensinar que Deus se revela por meio das leis naturais, acessíveis à razão e ao aprimoramento moral. Não há arbitrariedade no divino, mas ordem. Não há privilégios, mas justiça. A dor, muitas vezes interpretada como castigo, revela-se como instrumento educativo, mecanismo de reajuste e despertar da consciência.
Sob o olhar da psicologia, a ideia de Deus relaciona-se diretamente com o sentido da existência. A ausência de transcendência conduz ao vazio interior, enquanto a percepção de uma ordem superior reorganiza a vida psíquica, oferecendo direção, significado e estabilidade. A espiritualidade, portanto, não representa fuga, mas aprofundamento da própria realidade.
No ensinamento evangélico, a expressão "o Reino de Deus está dentro de vós" sintetiza essa verdade com clareza. Deus não é encontrado como algo externo, mas reconhecido à medida que o indivíduo se transforma. A renovação íntima não é um ato isolado, mas um processo contínuo de elevação moral.
A história das civilizações demonstra que a ideia de Deus sempre acompanhou a humanidade na busca por compreender sua origem e destino. Com o amadurecimento do pensamento, essa compreensão evolui, deixando de lado o temor cego para dar lugar a uma percepção mais elevada, onde Deus é entendido como princípio presente e ativo na vida.
Assim, a relação entre você e Deus não se mede por palavras ou rituais, mas pela retidão dos pensamentos, pela dignidade das ações e pela sinceridade das intenções. Deus não exige aparência. Exige verdade.
E no silêncio onde não há testemunhas, onde nenhuma aparência se sustenta, é ali que essa relação se manifesta em sua forma mais autêntica e inquestionável.
"Quem se transforma descobre que jamais esteve distante da Fonte, apenas se afastou da própria consciência."
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“Tu perceberás, um dia, que as maiores grandezas da existência não fazem ruído. Elas apenas permanecem.”

“O coração reconhece aquilo que os olhos ainda não aprenderam a contemplar.”

"Quem não consegue ver o que é precioso na vida nunca será feliz."

Inserida por biancavasconcelos

Não tenho para pessoas indecisas.

Inserida por aleynem

- Saber o que me irrita?
- Não. O que?
- Gente acomodada!

Inserida por aleynem

O importante não é ser. É tentar!

Inserida por aleynem

A gente luta pra alcançar um objetivo e quando alcançamos não podemos parar de lutar por ele.

Inserida por gusmazza

Não acho que a política seja cruel. Acredito que pessoas cruéis se utilizam da política para justificar seus atos.

Inserida por mariastar

Na minha Vida,não busco atraso, busco adianto;
Busco Paz pra todos do começo ao fim do ano.''

Inserida por RastaelShivaya

Todo mundo merece uma segunda chance, mas não para os mesmos erros.

Inserida por julianarocha20

Ninguém ama se nao for tentado a odiar...

Inserida por julianarocha20

Sou simples para quem não me conhece. Sou forte como ninguém imagina. Sou louco como só meus amigos sabem

Inserida por MattMaaXD