O Homem que Nao se Contenta com pouco
26/03
Quando alguém te falar
com ironia ou te diminuir
não vale no contato
virtual ou real insistir.
28/05
Quando conspirarem
não tema de jeito nenhum,
Sempre existirá uma
outra porta para que você
foraja para não se pôr a perder,
A poesia é a melhor forma
de sair sem ninguém perceber.
Poetisa
Dizem que mulheres
que escrevem poesia
de verdade não se identificam
mais como poetisas,
Eu que não tenho
compromisso com a realidade
permito-me escrever poesia
para fugir da grosseria,
e sempre que eu quiser
me identificarei como poetisa
todas as vezes que for renascer
nesta vida onde muitos
deixaram perder o sentido de viver.
Te levo na balada romântica
deste meu peito,
Faço amor com as palavras
por não ter você por perto,
Acampo com a minha
tenda nômade no teu Universo
para tornar-me o mel
que teus lábios fiquem sedentos,
Assim vou dançando dia
e noite nos teus pensamentos.
Não olho mais
para o calendário
Esperando por você
espalho o meu perfume
Como Lila florescida
sou absoluta poesia.
Quem cultiva inimigos desperdiça o próprio tempo, perde o foco do essencial, azeda o humor e, não raro, termina por imitar aquilo que combate.
Se minha insistência operasse em sentido inverso, o mundo não avançaria nem recuaria: estacionaria num empate de alta precisão técnica.
Arrisque mais agora, para não ter de corrigir depois; não aguarde convites, produza o acontecimento.
A arte e a cultura não estão condicionadas à classe social, etnia ou credo; sujeita-se às manifestações de um povo que preserva seus costumes e respeita sua gente.
Não há virtude em conhecer apenas o seu lado bom. A evolução é a própria sombra submissa a você. Forte é aquele que pode ferir mas não escolhe fazê-lo pois dominou a si mesmo.
Ontem nevou e fez frio. Não havia mais fogo para aquecer e a luz do Sol não brilhou mais. O caos trouxe a escuridão e a escuridão tomou os corações.
Ontem nevou e a neve cobriu nossas casas. Ficamos perdidos na rua, correndo de um lado para o outro, sem nem ao menos nos reconhecer.
Corações gelados, dominados pela maldade, riram de nós. O Sol se escondeu. Mas buscamos abrigo debaixo da videira.
O grito dos maus nos assombrou e o frio nos silenciou para sempre.
Quem restou se agarra firme naquela árvore e espera a redenção que aquece com fogo e ilumina com a luz que dissipa a neve e destrói o mal.
Morri, de "morte matada".
Fui pra bem longe disso tudo. Bloqueando minha mente para não pensar muito. Melhor era fingir demência, como se nada tivesse acontecido.
"Estou bem, não foi nada."
Foi só uma brincadeira de mal gosto.
Pra mim não foi real.
No fundo sabe que não passa de uma grande mentira. Vive enganando a si mesma, dizendo aquilo que seus ouvidos querem ouvir para se sentir melhor.
Tenta desesperadamente abafar o grito do seu coração, enquanto ele se contorce por dentro. Canta belas mentiras pra disfarçar a agonia causadas por suas próprias decisões.
Se vê jogando fora aquilo que mais quer, por puro capricho, enquanto se distrai com aquilo que no fundo sabe que não será para sempre.
Apesar daquele momento em que a ficha cai, ainda restam questões.
Não dava pra simplesmente aceitar tudo assim tão facilmente. Então, que tal uma troca ou um acordo?
Coloco na mesa minhas melhores cartas, esperando reverter o jogo.
Ei, tem algo que possa fazer né? Ainda dá pra resolver isso?
É só Game Over...
Não sou um grande poeta
E minha escrita é modesta
Mas tu me inspira as mais belas poesias
De sentimento e fala honesta.
No vasto universo
Nem um astro já se viu
Que tenha tamanha beleza
Como quando você sorriu.
Encanta com seu brilho intenso
Ofusca a Lua que anela
E te observa lá do alto
Desejando que a beleza fosse dela.
És tão bela, quão astro neste sistema
Sua forma os planetas desalinha
Cada qual que a deseja intensamente
Pensando: Ah! Quem dera fosse minha!
Tens uns jeito que encanta
Seus olhos brilham na imensidão
Arde com fogo e brasas vivas
E abala com qualquer desavisado coração.
E quando o fim chegar, onde não restar mais nada e tudo for jogado no grande abismo.
Onde o caos superou tudo e destruiu as pequenas chamas, restando somente o vazio.
Lá estarei de pé, resquícios do que fui, do que poderia ser, somente eu e meu eterno nada.
Fantasmas afogados
Fantasmas afogados não subirão a superfície.
Pois quando no leito, forjei sua prisão
Lançada no mar com suas amarras
Morreu orgulhosa com a faca na mão
O sangue inocente já foi derramado
Enquanto apanhava seus cacos no chão
O tempo implacável parou um instante
O mundo calou sua sinfonia
Ouviu-se batidas de um coração
Fugindo cansado dessa tirania
Tirando da lama a fera encharcada
Depois te devora, por pura ironia
Fantasmas afogados não subirão a superfície.
Palavras pronunciadas trarão o seu preço
Covardes fugirão do poder da verdade
Os frutos, plantados, terão endereço
O Sol raiará forte, mais uma vez
E vida trará justo recomeço
