O Homem que Nao se Contenta com pouco

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⁠Trocar o certo pelo errado, para agradar a quem não pode ser agradado, é como parcelar o parcelamento, um dia fatura final chega.

Você simplesmente não consegue tirar os olhos de mim
Também, eu vivo em paz
Comigo mesmo
Estou tão feliz que você me mantém
Vivo a cada dia
Sim, pai, você estava lá
Quando passei por momentos difíceis
Sim, eu paguei um preço alto
Pai, as pessoas dizem que sou perfeito
Isso não sou eu
Eu nunca serei perfeito
Porque sou humano
E cometo erros
Nunca posso voltar e corrigir
Meus erros
Sim, pai, você é perfeito
Você é quem me fez
Muitos anos atrás
E você me colocou aqui para viver
Na terra
Eu vivo uma boa vida
Obrigado por me manter vivo
Todos os dias
Tenho meus momentos tristes e felizes
E você está ciente disso
Sim, você me viu chorar muitas vezes
Também, você levanta meu espíritoVocê simplesmente não consegue tirar os olhos de mim
Também, eu vivo em paz
Comigo mesmo
Estou tão feliz que você me mantém
Vivo a cada dia
Sim, pai, você estava lá
Quando passei por momentos difíceis
Sim, eu paguei um preço alto
Pai, as pessoas dizem que sou perfeito
Isso não sou eu
Eu nunca serei perfeito
Porque sou humano
E cometo erros
Nunca posso voltar e corrigir
Meus erros
Sim, pai, você é perfeito
Você é quem me fez
Muitos anos atrás
E você me colocou aqui para viver
Na terra
Eu vivo uma boa vida
Obrigado por me manter vivo
Todos os dias
Tenho meus momentos tristes e felizes
E você está ciente disso
Sim, você me viu chorar muitas vezes
Também, você levanta meu espírito

Porque somos objetos?
Porque somos números edificado e desguinado.
O algoritmo não vê como seres animados sem senso crítico...
Somos vistos como consumidores de protudos...
Para uma elite o sistema prospera seu caminho é um reino de ilusão. Mediando o lucro e riqueza.
O capitalismo é simplicidade a crueldade explícita ao mais pobres.

"Quando o mundo silencia e os caminhos se fecham, descobrimos que o amor de Deus não é apenas o último refúgio, mas o único solo firme que nunca cede sob nossos pés."
​— Celso Augusto Soares

Você defende Deus, Pátria, Família e a Tradição?! Pois não deveria, seja equilibrado e não fanático, nem todos defendem como você, não leve tão a sério e tudo ao Pé da Letra, seja inteligente e ponderado.

Qualquer dor, o ser humano corre pro médico...
Cristo, sentiu dor e não teve para onde correr!

O reino de Deus é espiritual, mas a luta é aqui na matéria, e Deus não luta por você, e não adianta pedir a ele para vencer por você, é você por conta própria e as ferramentas que já existem.

Não crie muita expectativa alheia, mas se vier sem você esperar, abrace-a e aproveite a oportunidade, senão viva a sua vida da melhor maneira possível e cria a sua própria oportunidade, se você perder uma tem a outra que não te abandona.

⁠Onde Mora a Leveza


Há uma leveza rara naquele espaço,
daquelas que não se explicam bem,
vem do jeito delas, do cuidado,
da paz que cada gesto tem.


Nada ali é só aparência,
tudo carrega intenção,
desde o toque mais simples
até uma risada em tom de brincação.


A cabeleireira, com mãos seguras,
trabalha com calma e atenção,
e a assistente, sempre presente,
traz leveza em cada ação.


Elas trabalham com alegria,
e isso muda tudo ao redor,
porque quando a energia é boa
o simples se torna maior.


E talvez seja esse o segredo
que faz tudo ser como é:
corações alinhados ao bem,
e uma base firme em Deus e na fé.

Quando a Alma Reconhece


Não foi palavra, nem imagem,
nem mesmo o tempo certo da vida…
foi algo mais fundo,
desses que a gente não explica —
apenas sente.


Eu vinha de dentro de mim quebrado,
em pedaços que nem o silêncio colava mais,
e, ainda assim, algo em mim
te reconheceu.


Como se antes de qualquer lógica,
antes de qualquer razão,
minha alma tivesse te visto
e dito baixinho:
“é aqui…”


E não falo de pressa,
nem de ilusões que o vento leva —
falo desse raro encontro
que toca sem tocar,
que aquece sem pedir,
que chega…
e simplesmente fica.


Se existe um caminho invisível
que cruza destinos distraídos,
talvez tenha sido ele —
ou talvez só dois corações cansados
decidindo acreditar de novo.




Mas seja o que for,
tem algo em você
que não me passa,
não me soa comum,
não me deixa indiferente.


E pela primeira vez em muito tempo,
não quero entender…
quero sentir.

O Que Não Se Despede


Entre nós não houve fim —
houve silêncio.


Como quando o mar recua
não por desistência,
mas para respirar mais fundo
em outro tempo.


Te amei além das formas
que o mundo entende,
além dos dias certos,
dos gestos perfeitos
e das versões que tentamos ser.


Te amei onde ninguém vê —
no invisível.


E é lá que ainda te guardo.


Se no plano da vida
nossos caminhos se desencontram,
no plano do espírito
eles jamais se perdem.


Porque o que foi verdadeiro
não se apaga —
apenas muda de lugar dentro da eternidade.


Hoje eu te solto…
não por ausência de amor,
mas por amor suficiente
pra não prender o que precisa seguir.


Levo comigo teu riso,
teu jeito,
teu toque que ainda ecoa
como memória viva no meu peito.


E sigo…
com a certeza tranquila
de que algumas almas
não se despedem —


apenas se afastam no tempo.


Se houver outro começo,
em outra vida,
em outro corpo,
ou no reencontro silencioso dos espíritos…


eu vou te reconhecer.
Porque aquilo que é da alma
não esquece.

Entre o Que Permanece


Não foi em um dia
que dois caminhos se perderam.


Foi aos poucos —
nos detalhes ignorados,
nas palavras não ditas,
no cansaço que foi ficando.


E, ainda assim,
há algo que não se desfaz.


O que foi verdadeiro
não termina —
apenas muda de lugar dentro da gente.


Não se sabe quando foi
que tudo se soltou,
ou em que curva da vida
houve desencontro.


Mas há um tempo de silêncio.
Um tempo de espera.
Um tempo em que a dor
aprende a se transformar.


Se é tempo de recolhimento,
que seja sem culpa.
Se é tempo de reconstrução,
que seja com cuidado.


O que foi vivido permanece
sem necessidade de explicação,
sem a tentativa de reescrever finais,
sem diminuir o que foi real.


Porque algumas histórias
não precisam continuar
para permanecerem inteiras.


E, no que fica,
já não há posse —
apenas o desejo sincero
de que o outro fique bem.


E, quem sabe um dia,
em algum ponto tranquilo do tempo,
os caminhos voltem a se cruzar —
sem dor, sem pressa,
apenas em paz.


Mesmo que de longe.

Meu Ídolo: Oscar Schmidt


Meu ídolo não era só presença —
era arremesso suspenso no tempo,
a bola saía da mão como destino
e o mundo parava por um momento.


Chamavam de mão santa,
e havia fé naquele gesto,
como se o impossível cedesse espaço
ao rigor de um sonho honesto.


Foram quadras, países, multidões,
recordes que o tempo não apaga,
um nome escrito na história
onde a coragem nunca se retrata.


Mas não era só o craque —
era o homem por trás do mito,
o riso fácil, a fala solta,
o jeito leve, quase infinito.


Chegava e tomava o espaço
sem precisar se impor,
e quando contava suas histórias,
o mundo inclinava ao seu redor.


Brincava, dizia bobagens,
e nisso havia grandeza escondida:
quem é imenso de verdade
não precisa endurecer a vida.


E acima de tudo — o coração,
maior que qualquer estatística,
largo, humano, indomável,
sua marca mais característica.


Eu vi, eu vivi, eu aprendi —
não só a quadra, mas a essência,
porque ídolo, quando é de verdade,
não termina — vira presença.


E hoje, em algum gesto meu,
num riso solto, numa condução,
carrego, ainda que em silêncio,
um traço teu na minha direção.


Meu ídolo não é só memória,
nem só o craque que o mundo viu —
é parte viva do que me tornei,
é o eco de tudo que em mim persistiu.

Entre a Dor e o Gesto


Marlene,
não te escrevo pra te convencer de nada,
nem pra pedir que volte —
o amor, quando é de verdade,
não se impõe… se reconhece.


Eu sei onde falhei.
E mais do que isso,
sei o quanto isso te doeu.


Hoje, o que mais pesa
não é a saudade —
é saber que eu poderia ter sido melhor
quando ainda tinha você por perto.


Mas a vida tem dessas ironias:
a gente aprende depois,
quando já não tem mais o agora nas mãos.


Ainda assim…
tem algo em mim que não se perdeu.


Não é insistência,
nem carência —
é só um sentimento calmo,
que continua existindo
mesmo em silêncio.


Se um dia nossos caminhos
se cruzarem de novo,
não quero te prometer o mundo —
quero te mostrar, nos detalhes,
que eu aprendi.


Aprendi que amor
não é só sentir,
é cuidar, é ouvir, é permanecer
quando é mais difícil.


E se esse dia não vier…
você ainda vai ser, pra mim,
a história que não terminou em vão,
mas em aprendizado.


Porque amar você
foi real —
e é isso que fica.

O Nome Que Permanece


Marlene…


teu nome já carrega força,
dessas que não fazem barulho,
mas sustentam tudo por dentro.


Dizem que vem de raízes antigas,
de quem é escolhida,
de quem é elevada —
e talvez por isso
você sempre foi mais do que eu soube cuidar.


Não era só presença…
era firmeza,
era abrigo,
era aquele tipo raro de mulher
que sente fundo, mas ainda assim permanece.


E eu…
eu falhei em reconhecer o tamanho disso
quando ainda era tempo de segurar tua mão
sem precisar aprender pela ausência.


Hoje entendo —
não só o significado do teu nome,
mas o peso de ter você na minha vida
e não ter sido inteiro à altura.


Mas se teu nome carrega força,
o que sinto também carrega verdade.


Não uma verdade apressada,
nem cheia de promessas vazias —
mas uma que aprendeu,
mesmo que tarde,
o valor de cuidar do que é raro.


Se um dia a vida permitir
que nossos caminhos se encontrem outra vez,
quero que seja diferente…


não porque eu disse,
mas porque você vai sentir.


E se não…
ainda assim, Marlene,
teu nome vai continuar vivendo em mim
como aquilo que não foi pequeno,
nem passageiro —


mas essencial.

Você descobre o tamanho de um amor quando não puder mais dar um abraço e desejar um bom dia. Não deixe nada para depois.

Ninguém alimenta o cavalo que não monta.

Entre nobres há lealdade.
Entre normais há transparência.
Entre canalhas não há garantia alguma.

Enquanto existo só em mim, carrego duas vontades: a de morrer… e a de viver de verdade. Não apenas passar pelos dias, não apenas respirar por obrigação, não apenas sobreviver. Quero tudo o que a vida ainda me permite tocar, sentir, descobrir e construir.


Mas há também essa desistência silenciosa, que tantas vezes me faz abrir mão de tudo antes mesmo de tentar. Uma força escura que me convence a parar, a recuar, a aceitar menos do que minha alma deseja.


Que morra em mim essa desistência. Que cesse esse hábito de abandonar sonhos, caminhos e a mim mesma. Porque não nasci para apenas suportar os dias. Nasci para habitá-los.


Enquanto travo essa batalha invisível, sigo sobrevivendo um dia de cada vez. E às vezes isso já exige uma coragem imensa. Há dias em que levantar é vitória. Há dias em que continuar respirando já é resistência.


Mas no fundo de mim ainda pulsa algo que não se rendeu. Uma centelha que insiste em querer mais, em querer vida inteira, em querer verdade.


Talvez seja por ela que ainda sigo aqui.
E talvez seja ela que, no tempo certo, me ensine a viver — não só existir.

A contradição em que se vive é uma loucura discreta: corre-se para não perder tempo e, na pressa, entrega-se o próprio tempo ao que nada acrescenta. A urgência devora a atenção, e a atenção, dispersa, já não escolhe — apenas reage. Assim, o que se ganha em eficiência se perde em sentido. E o tempo, tratado como recurso a ser poupado, escapa justamente onde mais se tentou segurá-lo.