O Homem que Nao se Contenta com pouco
Tenho medo, sim.
Mas não do mundo —
tenho medo do que o mundo tenta fazer de mim.
Porque percebo tudo.
O excesso, o ruído,
a grosseria que se esconde em gestos pequenos,
o silêncio que fere mais que palavras,
a indiferença que se apresenta como neutralidade.
Vejo como cada interação tenta moldar,
corrigir, reduzir,
empurrar o outro para papéis que não escolheu.
E sei que absorver demais
é o primeiro passo para a descaracterização do ser.
Por isso, resisto.
Não por fragilidade,
mas por consciência.
Recuso o jogo,
o labirinto de estímulos previsíveis,
as investidas que buscam reação, não diálogo.
Não respondo ao obscuro,
não espelho a violência,
não negocio minha essência por aceitação.
Isso não é personalidade.
É disciplina interior.
É inteligência aplicada à sobrevivência do eu.
Permanecer inteiro
num mundo que recompensa a deformação
é, talvez,
a forma mais elevada de lucidez.
A passagem de um ano não é apenas um marco cronológico, mas um exercício de consciência. O tempo avança de forma implacável, e cada ciclo encerrado nos confronta com aquilo que fomos capazes — ou não — de compreender, construir e transformar.
Ao nos aproximarmos de 2026, o verdadeiro convite não é apenas ao otimismo, mas à responsabilidade pelo próprio crescimento. Recomeçar não significa ignorar o passado, e sim integrá-lo com lucidez, extraindo dele aprendizado, discernimento e maturidade.
Que 2026 seja um ano orientado por decisões mais conscientes do que impulsivas, por propósito mais do que por urgência, e por valores sólidos em vez de expectativas frágeis. Que haja ambição, mas acompanhada de ética; esperança, sustentada por ação; e fé, aliada à razão.
Que avancemos não apenas em conquistas externas, mas em consistência interior, tornando o tempo vivido digno do tempo que nos é concedido.
Que 2026 seja um ano de clareza, progresso e sentido.
A negação da existência de um Criador, senhores, não nasce — como muitos pretendem fazer crer — de um rigor científico absoluto, de uma demonstração irrefutável. Não! Ela emerge, frequentemente, de um processo interno, psicológico, quase íntimo, em que o indivíduo, confrontado com a dureza da realidade, tenta reorganizar o seu próprio entendimento do mundo.
E quando essa realidade não corresponde às suas expectativas — quando a dor, a frustração e o infortúnio se impõem —, o que faz esse indivíduo? Em vez de questionar suas próprias limitações, opta por descartar a hipótese de Deus. Não por tê-la refutado, mas por não encontrar nela utilidade imediata.
Ora, isso revela um equívoco fundamental!
Pressupõe-se, de maneira absolutamente distorcida, que Deus deva funcionar como um servo das vontades humanas — um agente corretor de erros, um solucionador automático de problemas. E quando essa expectativa infantil não se concretiza, instala-se não apenas a descrença, mas, muitas vezes, uma postura agressiva contra aqueles que creem.
Mas vejamos com clareza lógica: a ausência de prova não é prova de ausência! Esse é um princípio elementar, que qualquer raciocínio minimamente estruturado deve respeitar. Da mesma forma que a fé não se sustenta exclusivamente em evidências materiais, a negação também não pode se arrogar o monopólio da verdade.
O que se observa, portanto, não é uma superioridade intelectual da descrença, mas, em muitos casos, uma projeção de conflitos internos — uma tentativa de transformar frustrações pessoais em posição ideológica.
E aqui está o ponto central: a fé, para milhões, não é ingenuidade. É estrutura. É força. É reorganização da própria existência.
Por isso, o que se exige — não como favor, mas como princípio de civilidade — é a simetria intelectual: que ninguém imponha sua crença, mas que também ninguém desqualifique a fé alheia como se detivesse uma verdade absoluta.
Porque, no fim, senhores, tanto a crença quanto a descrença caminham sobre o mesmo terreno: o da limitação humana diante do infinito.
Dizem os antigos — e não sem razão — que a palavra, uma vez emitida, não possui destino próprio; ela é mera possibilidade em trânsito.
Somente encontra existência real quando aceita pelo espírito que a recebe.
A fofoca, nesse sentido, não é intrinsecamente nociva.
Ela assemelha-se a uma substância inerte até o momento da ingestão:
um veneno potencial que depende menos de quem o oferece
e inteiramente de quem consente em absorvê-lo.
Ao ouvi-la, não a retive de imediato.
Percorri o caminho até sua origem, confrontei sua natureza,
submeti-a ao crivo da verificação — e, diante da verdade, desfiz sua força.
Assim, neutralizada pela razão, seguiu sem efeito.
Há, portanto, uma lei silenciosa operando nas relações humanas:
nenhuma palavra possui poder absoluto;
seu impacto é proporcional ao grau de adesão que lhe concedemos.
Antes de incorporar qualquer discurso alheio, impõe-se um exame interno rigoroso:
essa ideia contribui para minha integridade
ou atua, de forma sutil, como agente de corrosão?
Pois, em última instância, não é o que se diz que define o homem,
mas aquilo que ele escolhe permitir que permaneça dentro de si.
A Páscoa não é — e nunca foi — um fenômeno comercial!
Reduzi-la ao chocolate, ao consumo, à superficialidade das vitrines, é um sintoma claro de uma sociedade que perdeu a capacidade de compreender o essencial.
Não se trata de condenar tradições.
Trata-se de hierarquia de valores!
O que está no centro?
O que é fundamental?
O que é inegociável?
A Páscoa é, antes de tudo, a afirmação de um evento que desafia a própria lógica humana:
a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.
E aqui é preciso rigor intelectual!
A cruz não é ornamento, não é símbolo decorativo!
Ela representa um ponto exato onde duas forças aparentemente incompatíveis se encontram:
— a justiça, que exige consequência
— e a misericórdia, que oferece redenção
Isso não é sentimentalismo.
Isso é estrutura lógica!
Agora eu pergunto — e é uma pergunta que exige resposta:
Se o amor verdadeiro implica sacrifício,
por que insistimos em tratá-lo como algo leve, descartável, conveniente?
A ressurreição, por sua vez, não pode ser diluída em metáfora!
Se ela ocorreu, então todas as premissas da existência humana são alteradas!
Repito:
todas!
— a morte deixa de ser definitiva
— o sofrimento ganha contexto
— e a vida passa a ter um sentido que não é arbitrário
Ignorar isso não é neutralidade.
É uma escolha!
Uma escolha filosófica, existencial — e muitas vezes, uma fuga.
Portanto, não basta celebrar.
É preciso compreender!
E compreender implica responsabilidade!
Porque, se isso for verdadeiro — e essa é a questão central — então não estamos diante de uma tradição…
Estamos diante de um chamado!
Um chamado à coerência, à reflexão, à tomada de posição.
A Páscoa não é um dia.
É uma interrogação permanente:
o que você fará com essa verdade?
Feliz Páscoa.
Aquele que tem a oportunidade de agir bem e não o faz por uma resistência interna não falha apenas externamente — ele peca, antes de tudo, contra si mesmo.
A consciência, mesmo que calada, guarda o conhecimento pleno da verdade.
Não existe mecanismo psicológico que consiga abafar essa evidência interna por tempo indeterminado.
Todo desvio tem um limite.
Após dez anos de resistência, está a chegar ao fim.
Passam-se quinze anos, mas não se torna definitivo — apenas se aproxima de sua revelação.
A verdade não precisa de autorização para vir à tona; ela se afirma por sua própria coerência.
Assim, a postergação não é uma tática — é apenas uma ampliação do que é inevitável.
Portanto, a ação deve ser rápida.
Se você encontrar alguma discrepância, por favor, ajuste-a agora.
Se for preciso confrontar, faça isso agora.
Se houver ocultação, irregularidade, relação imprópria ou qualquer arranjo mantido por dissimulação — interrompa isso imediatamente.
Torne a comunicação mais formal.
Realize a conexão.
Decida sem postergar.
Porque o tempo não corrige desvios — apenas os revela a um custo maior.
Toda alegria e toda tristeza que você sente não são mais do que reflexos — claros, inequívocos — do que se passa dentro de você! Não há acaso nisso. Há estrutura. Há causa. Há consequência.
A vida, meus senhores, não é algo estático! A vida não tem forma definida! Ela pode ser simples como um verso ou complexa como um poema — depende exclusivamente da forma como você a enxerga, da consciência que você desenvolve!
E escolher… escolher não é um detalhe! Escolher é um ato contínuo, permanente! É o que projeta o homem no tempo! É o que constrói — tijolo por tijolo — aquilo que você é, mesmo que você não perceba!
Essa cadência que nos conduz — ora suave, ora dura — não é aleatória! Ela organiza a sua existência! Ela determina o caminho que você percorre! E o presente que você vive agora… é resultado direto das decisões que você tomou!
Portanto, cada passo que você dá não é apenas um movimento qualquer! É uma prova! Uma evidência concreta daquilo que você decidiu ser!
Meus amigos!
Prestem atenção!
Não estamos diante de uma reflexão comum,
não estamos diante de um exercício retórico vazio—
estamos diante de uma realidade moral inescapável!
Os tempos mudam? Mudam!
As sociedades evoluem? Evoluem!
Os sistemas se sofisticam? Sem dúvida!
Mas há um elemento— um elemento central, absoluto, irrefutável—
que não se altera!
O juízo sobre as ações humanas!
E não se trata de opinião!
Não se trata de interpretação subjetiva!
Trata-se de consequência!
Está escrito— e quando está escrito, meus amigos, exige compreensão:
“Pesado foste na balança, e foste achado em falta!”
Ora, vejam bem!
Não foi por ignorância!
Não foi por ausência de recursos!
Não foi por falta de oportunidade!
Foi por escolha!
Escolha consciente!
Escolha deliberada!
Escolha reiterada ao longo do tempo!
E aqui reside o ponto central— prestem atenção!
Vivemos na era da informação!
Há conhecimento disponível!
Há normas estabelecidas!
Há sistemas estruturados!
Há mecanismos de controle!
E, ainda assim—
o que se observa?
A erosão da integridade!
A flexibilização da ética!
A normalização do desvio!
E não me venham— não me venham!—
com justificativas frágeis!
Não me venham com determinismo social!
Não me venham com a tese de que o meio define o indivíduo!
O homem íntegro—
é íntegro em qualquer ambiente!
Coloquem-no entre corruptos— ele não se corrompe!
Submetam-no à pressão— ele não se dobra!
Ofereçam vantagens— ele não se vende!
Porque integridade—
não é circunstancial!
É decisão!
Agora, eu lhes faço uma pergunta—
e respondam, não a mim— mas à própria consciência:
Quando foram colocados à prova—
o que fizeram?
Escolheram a conveniência?
Ou escolheram a verdade?
Optaram pelo silêncio confortável?
Ou assumiram a responsabilidade do que é justo?
Porque, ao final— e isso é inevitável!—
Não será o sistema que os julgará!
Não será o contexto que os absolverá!
Será algo muito mais rigoroso—
a coerência!
Coerência entre o que sabiam—
e o que efetivamente praticaram!
E contra isso—
não há argumento!
Não há defesa!
Não há fuga!
Portanto—
Se ainda há entendimento— utilizem-no!
Se ainda há tempo— corrijam o rumo!
Se ainda há consciência— alinhem-na com o que é justo!
Porque o futuro— não é previsão!
O futuro é consequência!
E a consequência começa onde?
No presente!
Na decisão correta!
Na postura firme!
Na integridade inegociável!
Reflitam! Ainda há tempo— mas não haverá desculpas!
Poema não é só falar, é pensar, guardar,
amar, sonhar.
Poema no sangue, nas noites de luar,
com versos que eu nem sei explicar,
e pra que explicar? sendo que é só ler, e
pensar
''Oque esse poema tem pra me falar?''
Um pássaro no fio pousou, com seu coração repleto de dor.
Suas asas que já não eram mais suas,
foram frutos de ameaça,
Que agora vive em sua gaiola, uma linda e bela pássara.
Solitária, tadinha, não tinha nenhuma ave pra fazer companhia.
Sem hesitar cantou a sabiá
que atraiu outros pássaros para lhe admirar.
A capoeira é libertária na proporção em que não possui um engessamento em sua configuração, sendo seu foco a construção coletiva da liberdade.
A cidade respira em mim como uma ausência iluminada — janelas acesas que não aquecem, prédios que se erguem como lembranças que não voltam — e no meio desse concreto, há um silêncio que grita teu nome, como se Hilda Hilst sussurrasse ao pé do ouvido que amar também é perder-se em si, enquanto Caio Fernando Abreu me ensinaria que a dor tem um jeito bonito de permanecer, quase digna, quase fé, e ainda assim, caminho — meio quebrado, meio inteiro — porque existe algo maior que essa penumbra que insiste em ficar, algo que pulsa mesmo depois da despedida, algo que H. G. Wellington talvez chamasse de força invisível: essa estranha coragem de continuar, mesmo quando tudo dentro de mim ainda está indo embora.
Hoje eu entendo que a maior dor não é a morte.
É o que a gente deixou de dizer enquanto havia tempo.
A partida de um pai não leva só um homem.
Leva conselhos que ainda seriam dados, abraços que ainda seriam necessários, olhares que diziam mais do que palavras.
A gente cresce achando que nossos pais são eternos.
Que sempre haverá um amanhã para conversar, para perdoar, para agradecer.
Mas a vida não espera nossos acertos emocionais.
E quando parte…
fica o silêncio.
Fica a lembrança.
Fica o “se eu tivesse dito”.
Hoje eu aprendi algo que dói, mas ensina. Eita pesado !!
Valorize enquanto respira.
Abrace enquanto está quente.
Perdoe enquanto a voz ainda responde.
Família não é perfeita.
Amigos falham.
Nós falhamos.
Mas a ausência é definitiva.
Não espere um velório para reconhecer valor.
Não espere um leito de hospital para dizer “eu te amo”.
Não espere a perda para entender a importância.
A vida é frágil demais para orgulho.
Curta demais para indiferença.
Imprevisível demais para deixar amor guardado.
Se você ainda pode ligar para seu pai, sua mãe, seu amigo…
Ligue.
Se pode resolver algo…
Resolva.
Porque depois da partida, o que fica não é o dinheiro, não é o status, não é a razão.
O que fica é o amor ou a falta dele.
E isso ecoa para sempre.
By Evans Araújo.
Em memória de Raimundo Edmundo leite
Uma escada e uma luz que formam estrelas para caminhar em meio a essa escuridão...não se limite apenas á escuridão; se agarre às estrelas, vale a pena brilhar!
Sempre me colocaram no topo e eu quis descer de lá; quero viver a minha vida e não às expectativas dos outros.
Quando escolho fechar os olhos, a escuridão floresce espinhos em meu coração que não consigo ver, apenas sinto e a escuridão de não ver vai se transformando em alívio...um vazio inexplicável pois esse vazio parece doce e, no fim ainda é um vazio abissal.
“Sua realidade não vai mudar enquanto seus comportamentos e escolhas continuarem os mesmos. Não espere apoio de quem é incapaz de enxergar o que há de bom em você.”
