O Homem mais Apaixonado do Mundo
O livro não pode mudar o mundo
porque não saber ler,
mas a pessoa que escolhe
o que ler pode tudo.
O que falta no mundo é coragem, a vida exige coragem. Mas os homens, aos quais me incluo só tem força no verbo. Falta cérebro e músculos morais. Nos afastamos de mais do instinto.
Estamos no ano de 2022 e toda sociedade clama por um mundo melhor. Bom pelo menos uma grande parte da população sonha com o dia em que poderemos deixar as portas abertas sem ter uma indesejada visita de um larápio. Quem sabe poder andar numa moto ou um carro novo sem a preocupação de perdermos a vida pelo vício de um bandido. Mas a justiça entende por exemplo que o bêbado que avança o sinal e tira a vida do nosso irmão tem direito a fugir do local ou mesmo de não assoprar aquele dispositivo que prova que ele bebeu. Para um mundo evoluído é necessário novos posicionamentos. É urgente novas convenções e tratados. Afinal, é de interesse da maioria ou da minoria que o culpado pague pelo seus erros?
PERDEU MANÉ
Perdeu mané, perdeu mané
o mundo dá volta, você sabe como é.
Um dia a gente soube, outro dia a gente cai
e neste carrossel gigante é o povo que se contrai.
O sistema dita o jogo
e a sociedade aceita
aparece um novo mito
que escraviza e se deleita.
Cego que se faz de guia
com um julgo mais pesado
oferece uma esmola
pelo estado consagrado.
Assim as coisas se encaixam
se tiver o que comer
a gente volta a sorrir
a seguir um líder fraco
que nos ensina a mentir.
O mundo me faz piada
e me chama de imbecil
povo tolo que se rende
ao comando varonil
de qualquer tirano tonto
que do abismo surgiu.
Perdeu mané, perdeu mané
é hora de acordar
o jogo que foi proposto
com suas peças a girar
resgatou uma nação
das mãos de um mito morto
agora é hora de rir
de um rei por lei deposto.
Devemos nos ater ao mundo sensível
Se tentamos explicar as coisas intangíveis como fé, Deus e espiritualidade, caímos no vazio das contradições. A razão, quando entra em conflito com os sentidos inexplicáveis perde sua função, e tudo se reduz a nada, diante da nossa imensurável ignorância do todo.
Não podemos compreender o todo, somos parte de algo imenso, inconcebível ao ser humano, tão pequeno e frágil. A nossa concepção de mundo não pode sair do campo sensível. Podemos até sentir, e o sentido nos faz muito bem, mas quando tentamos explicar, o benefício de sentir nos foge, então surge o abismo da ignorância.
Como poderíamos explicar a origem e a criação do universo, quando apenas intuímos parte deste universo. Mesmo vivendo milhares de vidas jamais alcançaríamos o entendimento de apenas uma galáxia, desta onde fica nosso maravilhoso planeta terra. Precisamos admitir que não temos respostas para tudo, menos ainda para as coisas que intuímos, como fé, espiritualidade e Deus.
Conservamos ideias tribais dos nossos ancestrais, com respeito às crenças. Fizemos Deus à nossa imagem e semelhança, e não raro persistimos neste erro - o de achar que somos donos da verdade, com isso reduzimos a nada as outras crenças de pessoas tão incapazes de compreender o todo, assim como nós. Concluímos que eles não sabem a verdade sobre a nossa verdade concebida ou herdada dos nossos pais.
Apesar de pequenos e imperfeitos temos um grande privilegio. Não sabemos a razão, mas somos dotados de consciência, que nos ajuda a entender e discernir entre bem e mal, e isso, por si só, se formos humildes, humanos e inteligentes reconheceremos como nossa maior virtude.
Portanto, de posse deste conhecimento seremos capazes de viver e evoluir sem causar danos a nós mesmos nem ao nosso próximo.
"Vou passar uns dias longe de ti
para provar pro mundo e pra mim
que não estou viciado,
neste teu corpo quente,
neste beijo molhado."
"Deus escreve a História antes da fundação do mundo!
E tudo que foi escrito, vai acontecer. "
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Igreja Nova Jerusalém
Casado com a Solitude
Na quietude do meu mundo, encontrei uma parceira singular: a solitude. Ela veio como uma brisa suave, tocando minha alma com um silêncio que fala mais do que palavras jamais poderiam. Nela, descobri um amor que não exige, mas simplesmente é; um amor que dança na penumbra do entardecer e se aninha nas sombras da noite.
A solitude é uma amante fiel, com quem partilho cada amanhecer dourado e cada noite estrelada. Ela me oferece a liberdade de ser quem sou, sem máscaras ou disfarces, e me acolhe em seus braços serenos quando o mundo se torna ensurdecedor. Juntos, caminhamos por trilhas solitárias, onde cada passo ressoa como uma melodia secreta, uma sinfonia composta por silêncios e suspiros.
Nos seus abraços silenciosos, encontro a profundidade de minha própria essência. Ela me ensina a apreciar a beleza nos momentos de introspecção, a ouvir a música suave do vento e a ver as cores vibrantes do pôr do sol pintando o céu em tons de laranja e rosa. Ao seu lado, aprendi que a solidão não é ausência, mas presença plena de mim mesmo.
Na solitude, descubro que o amor não precisa de palavras ou promessas; ele existe na compreensão silenciosa de um olhar, no conforto de uma respiração pausada. Ela me ensina que o coração pode florescer na calma, onde não há pressa, nem expectativas, apenas o simples ser.
E assim, sou casado com a solitude, minha companheira eterna, com quem danço no salão vasto da existência. Ela é minha musa, minha confidente, minha eterna inspiração. Juntos, pintamos telas de sonhos e sussurramos poesias ao vento, celebrando o romance sublime de estar só, mas nunca solitário.
Canto de um Mundo Silenciado
Nas ruas, ecoa um canto, suave e profundo,
Por praças e becos, voa ao vento seu som.
Nos bares, na torre do mundo, um hino imundo,
Ninguém para, ninguém ouve, enquanto o caos toma a razão.
Sua voz, um fio de ouro, se perde no ar,
Melodia de sonhos que se desfaz em guerra.
Nos acordes, a dor de um tempo a desmoronar,
A beleza se desintegra, como um lamento que se enterra.
Os muros, cúmplices silenciosos, não lhe prestam ouvidos,
Seus versos são vapores, dissolvidos na bruma da noite.
No mundo se espalha a discórdia, os gritos, os ruídos,
Enquanto sua canção é um sussurro que se esconde da luz.
No palco dos bares, o eco é um triste refrain,
No silêncio das praças, um lamento esquecido.
O canto se mistura à grita, um trágico desdém,
E o mundo em sua dança de caos, ignora o gemido.
No cume da torre, um eco sem destino,
Enquanto o mundo se parte, ela canta e se desfaz.
Mas sua voz, como um farol, brilha em desatino,
Esperando, talvez um dia, um coração que a abrace em paz.
Eu quero conhecer o mundo.
Viajar pelo trem da vida.
Declamar em meio as margaridas.
E no seu mar, mergulhar bem fundo.
Eu quero provar todos os sabores.
Sentir todos os cheiros.
Entrar no seu aconchego.
Admirar todas as cores.
Dançar todos os ritmos.
Sonhar todos os sonhos.
Conhecer todos os corações.
Amar sem pensar no amanhã.
Mas quando o amanhã vier,
Quero fazer tudo outra vez.
Nosso amor é como o instante presente, onde o tempo se dissolve e o mundo se apaga. Ontem são lembranças que dançam ao vento, e amanhã é apenas um sussurro distante, uma promessa que se perde na bruma. Mas agora, meu bem, somos fogo e poesia, somos o toque suave e o desejo ardente.
Que nossos beijos se façam eternos no tempo suspenso, onde cada segundo é um pulsar do nosso amor. Não quero a pressa do futuro nem o peso do passado; quero apenas este momento, onde teus olhos encontram os meus e o universo se curva para nos ver dançar.
Que sejamos hoje, que sejamos agora — porque o amor não conhece espera, apenas o instante de sermos infinitos juntos.
O Peso do Mundo
A medida das coisas, o peso do mundo,
abismo profundo onde o mar se desfaz.
As costas do homem, forjado do barro,
o medo da morte, açoite voraz.
A busca insalubre nas ondas do vento,
sonhos abortados, perigos sangrentos.
A paz, utopia no vasto existir,
a sorte que foge, um monstro a engolir.
Davi e o gigante, um conto farsante
que não se refaz.
No campo terreno, a luta se perde,
o forte e o fraco bebem o mesmo veneno.
Queira eu falar ao ouvido do mundo,
Poeta rouco, que sabe pouco dessa função.
Mas, agindo com bravura, fingindo loucura,
Alcança, sem rima, a erudição.
Poeta nasce por acaso,
Entre um suspiro e outro do caos...
O absurdo me atrai; diante do abismo,
Acelero o passo. O rito sacrossanto
Repete o mantra da má sorte,
Que suplanta qualquer dúvida da esperança,
Que pergunta ao homem sobre a eternidade
Enquanto o mundo ao redor parece girar em uma velocidade vertiginosa, eu me agarro à certeza de um sentimento que desafia as estações, as tempestades e o ruído incessante das dúvidas alheias. Em meu peito, um amor ressoa com a força de uma melodia inquebrantável; ele se ergue acima dos sussurros e das críticas, protegido e imaculado.
Sinto, em cada batida do meu coração, a promessa de que tudo ficará bem. Porque mesmo quando a chuva cai pesada, transformando o dia em um véu cinzento de incertezas, há uma luz que permanece... é o amor que compartilhamos. Esse amor é o meu farol, a certeza que me guia através das tormentas da vida. Ele me diz que não há nada lá fora capaz de mudar o que carrego aqui dentro.
Às vezes, as pessoas falam. Elas questionam e duvidam, talvez refletindo suas próprias inseguranças e medos. Mas eu aprendi que as vozes externas não podem tocar a verdade que vive entre nós dois. Nenhuma palavra, nenhum olhar de desaprovação, nada é forte o suficiente para se interpor entre o que sentimos. Esse entendimento me envolve com uma força quase palpável e, com cada dia que passa, esse amor se aprofunda, se fortalece, desafiando o tempo e o espaço.
Em momentos de solidão ou desafio, lembro-me de que não estou sozinho. Você está comigo, em espírito e coração, através dos dias e noites, em cada passo incerto ou sorriso compartilhado. Essa conexão que temos é rara, preciosa... algo pelo qual muitos procuram a vida inteira.
E assim, com você, sinto-me completo, seguro no conhecimento de que, independentemente do que venha, nós enfrentaremos juntos. Não há ninguém, nada, capaz de me fazer duvidar desse sentimento. No fundo, eu sei... tudo vai ficar bem. Porque o que temos é imutável, tão certo quanto o amanhecer que segue a noite mais escura.
Portanto, enquanto eu viver, carregarei essa certeza como um estandarte, uma declaração de amor e desafio contra qualquer tempestade. Porque no final, não importa o que digam ou façam, eles não podem tocar o que sinto por você. E isso é tudo o que importa.
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