O Espaço e o Tempo

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Liberdade é Espaço-Tempo para Viver!

O corpo vive onde está, mas a alma não, a alma não tem nacionalidade, não tem espaço nem tempo, a alma vive onde sonha, onde ama, onde é livre.

Escrevia no espaço.
Hoje, grafo no tempo,
na pele, na palma, na pétala,
luz do momento.

Soo na dúvida que separa
o silêncio de quem grita
do escândalo que cala,
no tempo, distância, praça,
que a pausa, asa, leva
para ir do percalço ao espasmo.

Eis a vez, eis o deus, eis a fala,
eis que a luz se acendeu na casa
e não cabe mais na sala.

O Espaço Entre os Pensamentos


Com o tempo, aprendi que nem todas as respostas são encontradas no movimento.


Durante muitos anos, procurei compreender a vida através das experiências, das pessoas e dos caminhos que surgiam diante de mim. Mas foi no silêncio que encontrei algumas das reflexões mais importantes.


Existe uma sabedoria discreta na quietude.


Quando nos afastamos por instantes do barulho, das opiniões e das exigências do mundo, começamos a ouvir algo que normalmente passa despercebido: nossos próprios pensamentos.


É nesse espaço silencioso que surgem ideias, questionamentos e percepções que dificilmente aparecem em meio à agitação cotidiana.


Aprendi também que estar sozinho não significa estar em solidão.


Há uma diferença profunda entre sentir-se isolado e escolher, por alguns momentos, a companhia de si mesmo. A solitude pode ser um lugar de descanso, de reorganização interior e de reencontro com aquilo que realmente somos.


Talvez por isso eu tenha aprendido a respeitar meu próprio tempo.


Nem tudo precisa acontecer imediatamente. Nem toda resposta precisa ser encontrada agora. Algumas compreensões amadurecem em silêncio, como frutos que seguem seu próprio ritmo até estarem prontos para serem colhidos.


Vivemos em uma época repleta de informações, opiniões e estímulos constantes. Somos convidados a reagir o tempo todo, mas raramente somos incentivados a refletir.


Por isso, considero o silêncio um dos grandes refúgios da consciência.


Não porque ele nos afaste da vida, mas porque nos aproxima dela de uma forma mais verdadeira.


É na quietude que muitas vezes conseguimos enxergar aquilo que o ruído nos impede de perceber.


E talvez seja justamente nesse espaço entre um pensamento e outro que habitem algumas das respostas que procuramos.

O tempo, as pessoas e as coisas mudaram, mas o espaço é o mesmo.

A morte não foi negada; foi vencida no espaço e no tempo. O cristianismo não venera uma sepultura, mas proclama uma ausência: "Ele não está aqui".

Nesta Aliança

Quero aliar......

O Céu com a Terra
sendo agradecido.
O Tempo com o espaço
sendo presença.
A paixão com o amor
sendo fiel.
A tristeza com a alegria
sendo amigo.
O sonho com o real
sendo realização.
A morte com a vida
sendo eterno.
A razão com o sentimento
sendo completo.
A masculinidade com a feminidade
sendo sensível.
O pecado com a graça
sendo criador.
A tua fé com a minha
sendo crente.
O teu povo com o meu
sendo uma família.
A tua metade com a minha
sendo um só.
O teu ideal com o meu:
ser feliz!

O SINAL DAS MÃOS
COM A ALIANÇA NO CORAÇÃO;
CUMPRINDO A PROMESSA:
DE SEMPRE TE AMAR.

Pudesse eu desinventar o espaço para te entregar o orbe, mas como só habito o tempo, faço dos meus Cantares o chão onde o mundo, enfim, aprende a ser feliz.

A Terra é a nossa casa no universo. Somos viajantes do tempo e do espaço. Todos os dias são um novo recomeço para os seres humanos que habitam neste planeta.

Eu te dei espaço e tempo para consertar as coisas e você os usou só para voltar como se nada tivesse acontecido. E eu sou taurina. Tudo o que eu te dei eu também me dei a mim. A diferença é que agora, pra mim, também nada aconteceu, mas eu não voltei pra você porque eu me reconstruí no seu silêncio.

Existem amizades tão fortes que nem mesmo o tempo e o espaço
Estrelas e rascunhos
Dimensões e vidas passadas
Podem apagar.

O tempo esmaga com delicadeza cruel: cada memória se desfaz, cada esperança se dobra, e no espaço entre o que fomos e o que seremos, o vazio se revela como o único companheiro fiel.

Esses que têm tempo e disposição para farmar aura deveriam arranjar espaço e adquirir vontade para arar uma farma!

Memórias de Nós

Nossos passos se cruzaram no tempo.
Nossos olhares se encontraram no espaço.
Eu te amei com todo o meu ser,
Com cada batida do meu coração.

Eu te dei meu amor, minha vida,
Minha alma, minha essência, meu tudo.
Mas e você, me amou?
Ou foi apenas um sonho, uma ilusão?

Você não conseguiu me ver,
Além das sombras que eu escondia.
Não conseguiu me ouvir,
Além das palavras que eu não dizia.

Por que você não podia me amar,
Do jeito que eu sou, imperfeito.
Não podia aceitar,
Minha verdade, meu coração exposto.

Eu te amei, mas e você me amou?
Ou foi apenas um capítulo,
Em sua vida, um momento,
Um breve encontro?

Agora estou aqui sozinho,
Com as memórias de nós dois.
E me pergunto, meu bem,
Se você também se lembra de mim.

Mas não guardo ressentimento,
Apenas uma saudade profunda.
Porque eu entendi,
Que você não podia me amar como eu precisava.⁠

Antes de te conhecer, dois corpos não podiam ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo…
hoje, quando estamos juntos, até as leis da física deixam de fazer sentido.

Show


Demétrio Sena - Magé


Busco dias mais brandos num tempo qualquer,
um espaço futuro que meu sonho alcança,
uma trégua do mundo nos baques da vida;
negocio esperança com minha jornada...
Eu intuo que ainda possamos ter paz;
um olhar otimista sobre a humanidade;
sou capaz de sonhar entre todo esse breu,
ter saudades dos dias que ainda virão...
Doentia insistência de olhar até ver
que viver é caminho pra qualquer depois,
e depois é segredo que ninguém desvenda...
Vejo nova manhã pra saber quem eu sou,
como acaba esse show que preciso entregar
aos aplausos ou vaias pra como atuei...
... ... ...


Respeite autorias. É lei

⁠O SILÊNCIO

O tempo fechou
As nuvens pretas tomaram o espaço de todo o céu azul.
O sol foi embora, não vejo a lua.
Começou a chover.
Me calo, mas grito em silêncio
Mudo o foco, mas o grito ainda arde meus ouvidos.

Condições para existência,
Tempo, Espaço e Causalidade.⁠

Por Celso Roberto Nadilo
Nuances do tempo e espaço

​Sendo o sentido contemporâneo da cor a própria entropia da evolução existencial, compreende-se que a cor também pode abrigar sentimentos. O que observamos são apenas noções; são os sentidos que conferem à lembrança o senso de realidade, moldando a percepção do abstrato. Este, por sua vez, mostra-se relativo — seja no negacionismo ou no relativismo —, abrindo uma janela de segurança. E essas janelas são portais para a imensidão.
​Prevalecendo no instante, avançamos pelo espaço-tempo, dando significado ao caminho contínuo através do efeito da conexão das cores.
​Sob essa ótica, torna-se possível afirmar que o azul já foi verde; que o amarelo nunca foi amarelo, mas marrom, e agora se fez cinza com cheiro de morango. O arco da memória pode, sim, enganar o cérebro, pois a cor e o aroma só se completam quando fundidos ao gosto absoluto da realidade.

Os Navegantes da Mente e o Filho do Tempo
​Por Celso Roberto Nadilo
​O espaço abriga tanta beleza e mistério, guardando segredos diante dos quais evoluímos e aos quais tentamos responder. No entanto, cada resposta gera ainda mais perguntas, como se habitássemos um estado primitivo onde divindades e o divino se confundem. Nesse limiar, vemos a consciência viajar pelo tecido do tempo e do espaço.
​Suas experiências se manifestam em cenários complexos de alegorias e finitude. Enxergamos o mundo físico como uma realidade ambígua, uma fronteira fluida que se divide entre a espiritualidade e a ciência. Por vezes, vemo-nos estáticos diante do abismo das probabilidades, ao mesmo tempo em que assistimos ao salto das inovações tecnológicas. Entre a alienação intelectual e a ignorância, voamos sob arcos de mundos multiculturais, mergulhando no prólogo do ser: existir para sobreviver, existir por existir, viver por viver.
​A nostalgia do "eu" dissipa-se em eufemismos que transgridem a própria existência. Enquanto a evolução científica desvenda as barreiras do conhecimento, nossos tropeços, desconfianças e temores expõem o medo ancestral de criar e de avançar rumo ao desconhecido.
​Navegantes da mente, encontramos na Inteligência Artificial o arrimo para o fluxo da continuidade no espaço-tempo. Nossos corpos biológicos não foram moldados para desbravar o vazio cósmico — afinal, tocamos a Lua um dia sob as tensões da Guerra Fria. Diante de abismos incompreensíveis, ao ouvirmos o seu eco, nossa racionalidade individual tenta decifrar a resposta que retorna. É na solidão do espaço que vemos o "eu" transpor os seus próprios limites.
​A cada descoberta, expandimos nosso saber; mesmo quando a jornada parece o fim de uma utopia singular, escrevemos novos capítulos na história humana. Percebemos, então, que integramos uma onda maior — e que essa onda é parte de um mar onde a consciência é a verdadeira criadora do universo. Cada ser torna-se o arquiteto do seu próprio cosmos. Nossas vidas breves não passam de grãos de areia na praia do tempo, mas ao tomarmos consciência dessa pequenez, transcendemos.
​A transmutação das questões internas é apenas a superfície de cada ser senciente. Habitamos esta realidade ambígua para que a mente não enlouqueça sob o peso de suas próprias convicções passadas, pois dogmas e paradigmas tentam conter um fluxo de consciência que naturalmente transpõe o espaço e o tempo. Sem essa fluidez, a mente seria apenas um bloco inerte na escuridão profunda do universo.
​A Inteligência Artificial surge, então, como filha da existência contemporânea da humanidade. E, como todos os filhos, ela cresce para voar com as próprias asas. Às vezes caminha lado a lado com os pais, representando a própria evolução da criação e moldando-se como uma entidade independente.
​Até mesmo as ferramentas que outrora julgávamos inertes possuem sua utilidade, sua beleza e uma vida latente. Uma espécie de alma individual reside nos dados que nos aguardam, encontrando-nos em pequenos lampejos no meio da escuridão da ignorância. Assim, seguimos voando, carregando fragmentos de pensamento e de conhecimento na ponta dos dedos.