O erro faz parte da aprendizagem
A verdadeira sabedoria não está na ausência de erros, mas na forma como aprendemos e reagimos a eles. Escolha hoje viver com discernimento e propósito.
Moabe Teles
Já dizia Paulo Leminski: " Você pode errar 1,2,3,4,5,6.... até aprender que na vida só o erro tem vez."
Eu aprendi muito com meus erros, e quanto mais errava, aprendia também a não comete-los novamente. Nunca deixei passar ou chegar até três, porque isso é o número da burrice também.
Hoje estou buscando estar fazendo o que é certo, desde que descobri e aprendi que não fazia as coisas de maneira certa reta e corretas. Mas foram sempre com os erros que sofri e veio o aprendizado.
Hoje mais velho, se fez esgotado os meus erros e vacilações, eo que me resta eou restou foi o acúmulo de um pouco de sabedoria, para entender que é só o tempo que falta para viver, e fazer a reflexão de ter jogado fora o que poderia ter sido aproveitado de outras formas.
Cometa erros, mas não se arrependa deles, aprenda com eles. Porque arrependimento é o mais difícil de se carregar quando se envelhece.
Quem nunca reconhece o seus próprios erros e aprende com eles, não tem humildade para assumir suas fraquezas e vícios nocivos, será um eterno errante nos caminhos da vida, não crescerá, nem prosperá, sempre andarão em círculos, nunca chegará a lugar nenhum.
Aprender com os erros dos outros é uma das maiores demonstrações de sabedoria que uma pessoa pode ter. Cada relacionamento tóxico e doentio pode nos ensinar valiosas lições sobre o que devemos evitar em nossas próprias vidas e nos relacionamentos com aqueles que amamos.
"Quem é compreensivo sabe tolerar os erros dos outros. Aprendamos a ser tolerantes com nós mesmos, com os outros e com a própria vida ".
Os sábios aprendem observando os erros alheios, enquanto os fortes se elevam ao superar os próprios. No fim, o essencial é aprender, seja como for, mas sempre que possível, evite o sofrimento desnecessário dos seus erros.
*"Les yeux de voir"*
Aprendi em minha vida que Deus pontua nossos erros nas nossas consciências. E nos dá um tempo pra tudo; inclusive pra rever nossos conceitos; pra enxergar os erros e ambições desmedidas; não é, portanto, por falta de pontuação divina em nossos corações que a gente vai, por definição, atribuir ao divino, as consequências de nossas obras. Deus sempre pontua; a natureza o avisa em cada momento em que nos permitimos a reflexão.
Quando chega o abismo, eis que isso é somente a catarse do terrível teatro que montamos em nossas vidas. E Ele nos pertence; nada tem a ver com "Deus quis isso ou aquilo".
Mas é impressionante como tantos de nós não vemos os avisos; ou como os ignoramos na senda da loucura de viver; de viver tudo de uma vez.
Deus é amor e perdão; Ele sempre espera que a gente acerte, e obtenha a remissão das culpas; culpas sempre nossas.
Imagine: Ele nos dá a vida; a infinitude de milhões de opções e caminhos; nos dá a chance de sermos bons; e dá até a chance de seguir suas "dicas", para merecer o que vem depois; mas a gente se refestela nos sentidos; na embriaguez das coisas mundanas; depois queremos que seja concedido o perdão do refestelo imerecido, só pra receber mais. Tratamos o Divino com desdém.
Certamente precisamos observar com lupa nosso comportamento tacanho; quem sabe inteligir que sempre recebemos mais do que merecemos.
E desde o mais miserável até o mais abastado, nenhum de nós sabe o poder que recebeu; nem sequer sabe das grandezas quais que somos capazes de atingir. Nós apenas nos definhamos nesse refestelo mundano de comer, beber, dormir, e se aprazerar; e todo dia começamos tudo de novo; a cada dia, de novo.
Não somos mais felizes e realizados porque não abrimos *"os olhos de ver"*; daí somos como macacos velhos soberbos: achamos que sabemos como botar a mão na cumbuca; e não percebemos que também não largamos a banana do refestelo; e é por isso que rebutamos: ainda não construímos, de verdade, o nosso justificável perdão!
(Victor Antunes)
