O Dom de cada Pessoa
Onde se esconde bendita ataraxia?
Teus inimigos parecem me seguir até você, dias e noites, a fio.
Serei eu o pole position dos estoicistas?
"A sua sinceridade pode instilar temor naqueles que gostaria de ter em sua proximidade, contudo, nenhuma perspectiva logrará alterar quem foste, quiçá quem és."
Comemore quando ela chegar; se ela te causar cegueira, agradeça. Isso é a prova de que você já viu muita coisa. Vida longa à velhice.
Experimenta...
... Buscar dentro de si mesmo a paz interior que é capaz de produzir uma grande liberação de oxitocina, com ausência de divindades narcisistas.
Contemplar a vastidão do universo, com suas galáxias, quasares, nebulosas, e outros fenômenos cósmicos, nos leva a abandonar o egoísmo, ciúmes, maldades e todas as crenças limitantes.
Cabe-nos ressaltar que lograr de uma alegria solitária causa um deleite módico, decerto, mas se limita apenas à metade de uma plenitude prazerosa. Ousaria, então, aventurar-se em experimentar ser contagiado e, quiçá, ser o próprio responsável por transmitir um sorriso contagiante. Hodiernamente, tem-se a ciência de que a bem-aventurança é meramente efêmera, um pico efêmero e volátil, uma variável passível de flutuações momentâneas. Aliás, a possibilidade inexorável de uma alegria perene transformar-se-ia em uma existência tediosa e perpétua, meramente angariando um estado de sobrelevação constante.
A natureza, em sua essência, ostenta uma brutalidade implacável,
Porém, a ignorância humana, de modo impetuoso e desprovido de sutileza, a sobreleva.
Nos presentes tempos de efervescência social, torna-se imprescindível o exercício do silêncio introspectivo, pois somente assim será possível alcançar uma ínfima porção de serenidade, e manter a última gota de sanidade.
Os simples atos de sonhar são reservados aos iniciantes, enquanto os especialistas dedicam-se à elaboração e projeção de um porvir promissor.
A quantidade de hélio que o nosso sol queima durante um ciclo de vida humana é ridícula de tão efêmera.
O tempo, esse conceito intangível que permeia todas as dimensões de nossas vidas, é muitas vezes subestimado e mal compreendido. De maneira sutil, porém incessante, ele tece sua teia ao nosso redor, moldando nossas experiências e definindo nossas jornadas. No entanto, é frequente observarmos o mau uso do tempo por parte da humanidade, desperdiçando preciosos instantes em atividades fúteis e sem propósito.
As consequências desse descuido para com o tempo são inúmeras e profundas. As oportunidades perdidas, as relações negligenciadas, os sonhos adiados - tudo é fruto de uma gestão inadequada desse recurso precioso. O tempo, uma vez perdido, não pode ser recuperado, e suas marcas se inscrevem indelevelmente em nossas trajetórias.
Por outro lado, quando utilizamos o tempo com sabedoria e discernimento, somos capazes de colher frutos inestimáveis. O tempo bem empregado nos permite alcançar nossos objetivos, cultivar relacionamentos significativos e nutrir nossa alma com experiências enriquecedoras. Cada instante bem vivido se torna uma semente de crescimento e aprendizado, ampliando nossos horizontes e enriquecendo nossa existência.
Assim, é imperativo que aprendamos a valorizar o tempo e a investi-lo com cuidado e propósito. Cada momento é uma dádiva única, uma oportunidade preciosa que não deve ser desperdiçada. Que possamos, portanto, cultivar a consciência da fugacidade do tempo e aprender a usá-lo com diligência, apreciando a efemeridade da vida e valorizando cada instante como uma oportunidade de crescimento e realização.
No inevitável limiar em que a balança da existência começa a pender, mais significativamente para o passado vivido, do que para o futuro a ser vivenciado.
Sim, não espere o próximo equinócio
para celebrar sua essência
Ante os desígnios do destino, em cujas mãos repousa o timão que dirige o curso de nossas vidas, nenhuma força mundana detém o poder de alterar a essência que nos define. Não obstante, os ventos da adversidade e os redemoinhos da provação, ao nos fustigarem, podem revelar com clareza a têmpera de nossa alma, desvelando aos olhos do mundo a própria substância de nosso ser.
Pois assim como o fogo tempera o aço, purificando-o de toda impureza, também os percalços da existência têm o condão de expor a nobre fibra que jaz oculta em nosso íntimo, elevando-nos acima da condição comum e fazendo resplandecer a singularidade que nos distingue.
Dessa forma, recebamos, pois, com serenidade os desafios que se nos apresentam, cientes de que, se não possuem o poder de nos transformar, detêm o dom de nos revelar em toda a plenitude de nossa autêntica natureza.
