O Dom de cada Pessoa
Pressinto o nosso amor nos versos românticos que selaram nossas vidas. Cada palavra escrita carrega o eco dos nossos sorrisos, e cada rima desenha o contorno dos nossos abraços. Somos poesia viva, entrelaçados nas estrofes do destino, onde o tempo apenas confirma o que o coração já sabia.
Riem do guerreiro que treina com espada de madeira, sem notar que cada golpe errado é um ensaio para a vitória.
Quem não entende o peso da preparação, sempre vai confundir disciplina com delírio.
Mas o tempo é paciente — e um dia o aprendiz se torna lenda.
De você, há traços em cada canto
das terras por onde vivi.
Mas saiba — igual a ti,
nunca vi: radiante, esplêndida, marcante.
A vida é um constante aprendizado, cada erro nos mostra a direção correta, a cada erro estamos mais perto da Verdade, do Caminho Correto. Não se julgue por errar, mesmo que venha o arrependimento. Este nos ensina que a Vida sempre nos dá novas chances ou oportunidades de aprender.
“Por muito tempo achei que tudo havia sido esquecido, como se o tempo tivesse apagado cada detalhe. Mas basta um instante, um sinal mínimo, e aquilo que parecia morto desperta.
Como um fósforo que acende em silêncio e pode incendiar uma floresta. Existem verdades que não se escondem para sempre, e quando surgem, não há como contê-las. Universos inteiros, erguidos sobre ilusões, desmoronam em segundos. A mentira até anda por um tempo, mas nunca chega longe.
E quando a segunda versão da história aparece, os olhos se abrem, e o mundo de alguém… simplesmente cai.”
A lo largo.
Mirando o campo ao largo,
Mateia o rude peão.
Cada puxada do amargo,
Campeando com a solidão.
O tirador pendurado,
Mango, pelongo, xergão,
Freio, buçal e cabresto,
E o velho fogo de chão.
Nesses fins de invernada,
Onde até Deus esqueceu,
Mangueira, potro, a cuscada,
E a vida que lhe escolheu.
Pra esses tombos da lida
De tropa, doma, caseiro,
Peão, destino e ofício
Pra quem nasceu campeiro.
Mirou o tempo passado,
Mocidade se perdeu.
Ficou cuidando cavalos,
Campos que não eram seus.
Nesses lados de fronteira...
Versos, payada, acalantos,
Céu, estrelas e a lua,
Amadrinham pirilampos.
Donde o gaúcho mesmeia
Sonhos no seu velho catre,
Potros e quadras de campo
A cada virada de mate.
Quem nasceu ao largo,
Tal existência paisano,
Sem sobrenome, legenda,
Potro se fez orelhano.
E a descendência se finda,
Nem fez questão de passar.
Essa pobreza reinuna,
Nem freio faz sujeitar.
E assim, no mais solito,
Segue a taura vivência,
Por vezes qual um monarca
Que nasceu sem procedência.
Tendo a pampa por morada
E as cochilhas por sossego,
As encilhas como trono,
Enfurquilhado em pelego.
Nesses lados de fronteira...
Versos, payada, acalantos,
Céu, estrelas e a lua,
Amadrinham pirilampos.
Donde o gaúcho mesmeia
Sonhos no seu velho catre,
Potros e quadras de campo
A cada virada de mate.
Renato Jaguarão.
Mãe Gaúcha
Em cada rancho do pago
Um belo amor floresceu:
Mulher guerreira, gaúcha,
Presente que Deus nos deu.
Sempre com mate cevado
E o carinho no olhar,
Depois dos filhos criados
A saudade lhe faz chorar.
Nos braços do seu carinho
Ela ensina com saber,
Mostrando rumo e caminho
Pro filho não se perder.
Minha mãe querida,
Onde estiver,
A bênção de Deus,
Gaúcha mulher!
Que criou seus filhos
No rancho, no galpão,
Te levo pra sempre
Em meu coração.
De poncho, alma erguida,
Feita de campo e ternura,
Mãe gaúcha é luz da vida,
Bondade e formosura.
Não tem nada no mundo
Maior que seu valor:
Um abraço de mãe
É verdadeiro amor.
E quando ela nos deixa
A vida perde a razão,
Mas seu mate nunca esfria
Em nosso coração.
Minha mãe querida,
Onde estiver,
A bênção de Deus,
Gaúcha mulher!
Que criou seus filhos
No rancho, no galpão,
Te guardo, minha mãe,
Dentro do coração.
Renato Jaguarão.
O ATABAQUE
O toque do atabaque ensina,
e cada batida é memória que pulsa.
Educação quilombola é voz que não cala,
é roda que fortalece identidades,
ancestralidade que caminha viva
nos passos de quem aprende e de quem ensina.
Não é ensino que apaga,
mas fogo que resiste.
É legado que ecoa na terra,
na palavra, no gesto, no som.
Educar aqui é sobreviver,
é florescer no ontem e no amanhã.
Isso é Ubuntu.”
“A verdadeira grandeza não está em nunca cair, mas em levantar-se cada vez mais inteiro, cada vez mais consciente, e transformar a própria dor em ponte para iluminar outros caminhos.”
Roberto Ikeda
Olhe para tudo que parece acontecer com você, cada pequeno detelhe e pergunte-se: Qual é a lição nisso? O que tenho para aprender?
Cada mesa tem de respira segredos de quem domina o jogo da alta performance.
Os fracassos? São cirurgiões impiedosos da tua competência — mas só se tiveres coluna para aceitar que ainda não és quem pensavas ser. Existe uma linha invisível entre quem cura as próprias feridas e quem vive maquilhando-as. Essa linha chama-se rotina da excelência.
Alta performance não é hashtag para o Instagram — é código de vida que respiras em silêncio. E escuta bem: não falo apenas de escritórios e reuniões.
Para seres congruente com as exigências daqueles que te rodeiam, tens de dominar a arte da qualidade afetiva.
Relacionamentos exigem a mesma disciplina férrea que negócios. Disciplina constrói impérios.
Motivação? Evapora-se na primeira segunda-feira difícil.
A pergunta que importa: Qual é a rotina que defende a tua vida mesmo quando tudo desmorona?
Cada degrau da vida, é um convite para que o homem construa em si, o templo que jamais será destruído.
Valorize cada palavra de afeto que você recebe, pois a perda faz com que você perceba que ela era importante.
"Neste mundo cada vez mais acelerado, os relacionamentos se tornam efêmeros como roupas trocadas sem pensar, amizades se limitam à superfície apesar da profundidade de cada ser, e a instabilidade junto à valorização extrema da individualidade nos isola, tornando-nos a geração mais solitária que já existiu."
Cada escolha é uma renúncia, e em cada renúncia nasce um vazio que, paradoxalmente, alimenta o desejo. É naquilo que me falta que encontro a intensidade do que quero; é no que deixo para trás que descubro o peso do que realmente importa. Afinal, amar é também aceitar que não se pode ter tudo... e ainda assim seguir escolhendo, mesmo quando a ausência grita mais alto que a presença.
