O Dom de cada Pessoa
"Projeto de Constituição Brasileira:
Art. 1º - Todo brasileiro é obrigado a ter vergonha na cara.
Art. 2º - Revogam-se as disposições em contrário."
Quando tu quereres duas coisas com a mesma intensidade, e não as ter comitantemente;
Delibere a que tu mais necessita.
Janeiro de 2000
Entendendo a lição do célebre entendimento de Heráclito a respeito dos 100 soldados na guerra, é correta a noção para a vida de que o fraco ou falso combatente não dá valor ao guerreiro. O que não milita de verdade, não dá valor ao que milita. O guerreiro luta pela sua pátria, mantendo o seu propósito, independente do resultado e do reconhecimento.
"A gratidão só existe em corações que foram lapidados pelo amor. Quando amamos, podemos sentir gratidão, mas não esperamos a gratidão do outro. Neste caminho, desejamos o amor do outro, mas não precisamos dele, porque nos amamos e somos gratos em qualquer circunstância. Será feliz e terá uma jornada longa na Terra aquele que se ama, que aprendeu a viver de uma forma que o torna feliz, que não depende de realizações para sentir efêmeros prazeres que não suprem o desejo da alma humana. O único caminho para o amor está dentro de cada ser humano; a felicidade se constrói a todo instante, a cada segundo. Ela é o segredo contido na prática, e não no conhecimento."
Quem lidera a si mesmo, pode ter Deus como líder. Quem não age, coloca a culpa em Deus. Escravo não tem líder, só mentes livres o tem. A liderança de si produz determinação e resiliência!
No passo que vai e vem,
carrega-se a vontade — viva, inquieta.
Que passos são esses,
que a areia reteve como lembrança?
São vestígios de quem busca o sentido,
de quem caminha sem saber,
mas deixa, mesmo assim,
marcas fundas no tempo.
Pegadas que narram silêncios,
segredos que o vento não levou.
São mapas ocultos no chão,
histórias que sussurram nas entrelinhas.
Memórias ancoradas num instante,
revivem quando o tempo nos alcança.
O tempo — esse não apaga tudo.
Há passos que nos guiam de volta,
e neles, talvez,
o nosso destino esteja escrito.
Quando observamos a prudência como uma análise crítica do inconsciente humano e da relação estabelecida com o outro, percebemos uma íntima ligação dela como um elemento regulador que, de certa forma, regula a dor. A prudência pode ser considerada uma virtude prática.
A prudência, nesse sentido, apresenta uma faceta de introspecção, na qual o indivíduo, ao olhar para as profundezas de si mesmo, percebe como sua posição em relação ao problema é determinante para o estabelecimento da dor. Nesse sentido, sua análise começa quando ele se implica na sua dor, deixando de ser mero agente passivo e tornando-se protagonista na construção de uma nova realidade psíquica.
No caminho da prudência, o indivíduo busca novos conhecimentos que lhe trarão uma nova perspectiva de vida sob outro ângulo. Esse conhecimento sobre o que é humano lhe permitirá atuar de maneira mais eficaz consigo mesmo, retirando a ignorância que o impede de entender sua complexidade como um ser espiritual.
Dessa forma, ao trazer para o consciente o seu inconsciente, ele se torna capaz de mudar sua posição frente ao problema. E, ao fazer isso, encontra a função reguladora que ameniza a dor por meio da prudência. Ao agir assim, muda sua concepção sobre o outro, pois também mudou sua concepção de si mesmo. Nesse novo caminho, já não é refém de emoções provocadas por situações externas, mas consegue nutrir boas emoções internamente, mantendo-se em equilíbrio e resgatando a noção de humanidade.
Afinal de contas, o amor é prudente!
Não, não foi por causa da busca de uma volúpia culpada e preguiçosa que ele começou a usar o ópio, mas simplesmente para abrandar as torturas do estômago nascidas do cruel hábito da fome.
Quem pode calcular a força reflexa da repercussão de um incidente qualquer na vida de um sonhador? Quem pode pensar sem tremer na ampliação infinita dos círculos das ondas espirituais agitadas por uma pedra do acaso?
É tão relativo e contraditório o amor. Quando meus pensamentos perdidos se encontram em teu ser, meu coração não se contenta apenas em bater freneticamente e me fazer perder todos os meus, nao muito bons, sentidos. Faz o sangue esquentar e passar rápido pelas minhas frias e rigidas veias, borbulhando como agua fervente, fazendo meu rosto ficar avermelhado e quente. A insanidade consome completamente a minha mente, fazendo-me querer mergulhar em qualquer uma das minhas inesqueciveis lembranças em que você me roubou ao ar, comprimiu todo o seu amor em meus labios em que me fez prometer que essa maravilhosa utopia sera para sempre. à sua frente, meus orgãos se comportam de uma maneira diferente, inconstante. é até vergonhoso admitir que isto aqui parece ser o inferno, é tão puro e sublime o que sinto, que foge da lei da realidade.
Descendo a rua das dores, ela não conseguia frear mais seus sentimentos agonizantes que teimavam em transbordar pelos seus olhos. Ela podia se fazer de forte e indestrutível, porém por dentro só ela sabia o que habitava há muito tempo seu velho coração. Não era algo que ela pudesse fugir – ela já tentara. Não era algo que ela pudesse enfrentar no momento, era algo que ela empurrava com os dias monótonos. Vivia como se fosse extremamente terrível, era como se ela apenas esperasse o dia seguinte e o outro e o outro... Num ciclo vicioso de manias estranhas que ela criara para passar o tempo. Seu sorriso já não chegavam aos seus olhos, as cores já não pareciam-lhe vibrantes, as pessoas não eram mais interessantes. Viver doía intensamente. Era até engraçado, como viver podia doer? A vida não lhe implicara nenhuma dor diretamente, e sim, suas próprias escolhas. Será que ela era a culpada de tudo aquilo que estava sentindo? Será que era ela a única culpada? As perguntas a faziam querer de alguma forma parar com tudo naquele exato momento, se não conseguia fazer algo certo, que pelo menos parasse de fazer errado. Era simples, e indolor. Porém, ela não entendia bem o porquê, mas o aroma das flores a entorpeciam, o barulho dos carros a faziam sentir-se viva, o céu estrelado a fazia sorrir verdadeiramente. Havia coisas, que não a deixavam partir por completo. Uma parte sua podia estar morta, mas a outra continuava pulsando. Pulsando por vida. Talvez seja por isso que ela nunca desistira de tentar, mesmo errando e sofrendo depois, as tentativas já não eram tão frustradas como antes, ela estava aprendendo a viver lentamente. Aprendendo a dar um paço do tamanho que sua perna permitia, um de cada vez.
Você está bem, agora?
Continua assim.
Pensar, antes de falar.
Buscar sabedoria,
que é a melhor coisa.
Ter, o bom comportamento.
Fortalecer agora;
não esperar a fraqueza,
para fortificar.
Não há ninguém na face do planeta Terra que não tenha mentido, mas fazer disso uma prática é difícil aceitar.
