O Copo Nao esta meio Cheio

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⁠A donzela
Elorza está
desprotegida
e por outras
mãos vem
sendo levada,
Estão deixando
que dela não
sobre sonhos
e mais nada.

Não consigo
fingir que
não estou
vendo nada,
A gente anda
oprimida
e castigada.

O major e pastor
que havia convocado
uma marcha
espiritual foi preso,
Ele acreditou
que o tempo
de liberdade
havia chegado.

A luta popular
em união com
as Nações Indígenas
no Equador recebeu
o seu triunfo
num decreto revogado,
Neste continente há
tantos fatos ocorrendo,
E nenhuma notícia
de libertação para
o General que
segue injustamente preso.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No Atlântico
está a mancha
do autêntico
pecado da ambição
dos homens que
sempre disseram
que iriam construir
Nações por causa dele.

Do Amazônico
desastre está
a prova do apego
circunstancial
e da falta de memória
da nossa Humanidade.

A marcha do continente
está aí para você ver,
e da febre em ardência
e das dores do General
que foi preso inocente
tem gente fingindo
que não nenhum pouco
tem a ver com isso.

Não há sinal de justiça
e como nada está havendo,
creio que serão ignoradas
até as regras de Madiba;
As asas do condor trazem
a proteção que ainda creio.

As históricas injustiças
urgem ser corrigidas,
e não ao reducionismo
é preciso ser mostrado
os sul-americanos
passos indígenas
de Cotopaxi até a Quito
para que ninguém
mais aceite ser por
quem quer que seja submetido.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O General está
injustamente
aprisionado,
Eis-me aqui
com versos
libertários
para propagar
o absurdo
inegável,
Ele não deveria
ter sido preso,
isso tudo tem
sido lamentável.

O General não
tem contato
com ninguém,
Eis-me aqui
de vontade
própria com
com versos
lamentando
para insistir
no que é
irrecusável
e lamentável.

O General está
preso numa
cela que não
tem janela,
Eis-me aqui
com versos
que ultrapassam
a velocidade
da luz que
não aceitam
a ausência
de justiça
como sentença.

Não deixam
entrar a Bíblia,
cadernos, lápis
e livros,
Permitem
os mosquitos,
e não preciso
nem me alongar
mais para dar
nome a isso.

Eis-me aqui
em versos
que não
foram lidos,
Mas construídos
a partir do que
a irmã toda
a semana
tem relatado,
assim se vem
escrevendo
um poemário.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Por ele e por
quem precisar,
Reclamarei
até você deste
sono acordar,...
Ainda
preso
está o Pedro,
porque dizem
que foi por tuitar
o quê na Internet
já se conhecia.

Não quero que
países irmãos
entrem em
confronto por
quem não sabe
da melhor
forma estar,...
Não deixem
mais
nenhum atrevido
nunca tocar
no lindo Esequibo.

Até mesmo se
você precisar,
Estarei aqui
para reclamar,
Porque mágoa
não guardo,
nem nunca
vou guardar,
e não permito
ninguém cultivar.
Está na hora
de libertar
o General que
não deveriam
tê-lo prendido,
Estão dizendo
que um acordo
jurídico com ele
não foi cumprido.

Ainda prefiro
não acreditar,
Soltem ele e não
se fala mais nisso.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Jamais escreverei
uma carta para
o General que está
preso inocente
em Fuerte Tiuna
porque sou estrangeira,
Foram escritos por
mim poemas demais,
e ele nem idéia faz,
mas são todos
de minha total
responsabilidade.

Não é difícil de imaginar
que não vão me deixar
ultrapassar a fronteira.

Semeando, produzindo,
e ensinando,...
Compartilhando,
abraçando
as filhas e os velhos
pais agora só
na memória afetiva,

Com as amorosas
palavras da irmã
e as saudades
dos tempos
em liberdade
do filho a mesa
do almoço
que no coração
da Mãe doem demais;
Não escutaram mais
mais a alegria da gaita
e os acordes do cuarto,
Que as deixava em paz.

Não é segredo nem
ao poeta que venho
pedindo insistentemente
a liberdade do General,

É notícia recente
que penas variadas
serão revisadas,

De novo peço que
não se esqueçam
dele que nada deve,
e hoje até de saúde
mui frágil padece.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Dá vontade
de falar
o diabo
por esta
viração
estranha
na América
do Sul,
É preciso
tomar
cuidado:
Há até
um General
preso sem
merecer,
sem justiça
e sendo
maltratado.

O Tupamaro
foi liberado,
Este capítulo
foi encerrado,
Ainda bem
que ele não
se tornou
mais um
dos injustiçados.

O ar pesado
e o cheiro
amazônico
de queimado
pairam como
um assunto
inacabado.

A senhora
campesina
e a criança
presos
em Guarico,
Não soube
se foram
libertados,
Vejo um mar
de calados.

Não soube
mais do
namorado
de Anabel,
No continente
que virou
rotina tomar
cuidado:
infelizmente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sem nenhum sucesso
e sem saber ao certo
o que está ocorrendo
na Pátria vizinha,
que por um bloqueio
vem sendo agredida.

O que faz falta ao povo
me preocupa,
e o que preocupa
me tortura e faz mal.

Em asas de corydon,
peleus, tucupita e ululina,
apoio minhas palavras
para contar histórias,
para não perder a rima
e pedir a libertação
de um injustiçado General.

Ele que há mais de um ano
se encontra preso,
está sem acesso a justiça
e nem da Mãe
permitiram receber a Bíblia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Balneário Piçarras

⁠Na Ponta do Itapocorói
está a tua pedra
fundamental carijó
e o teu ponto de partida,
és toda a minha vida.

O primeiro fado
sobre as ondas cantado
jamais esqueço;
as tuas praias guardam
o mais sutil segredo.

Da mão do pescador
no lance de amor
enredado se fez
a minha Armação
e dona deste coração.

És o lindo Balneário
com nome de Rio
que como um feitiço
nasceu para ser a razão
do meu melhor sorriso.

Meu namoro sublime
na árvore torta
em noite estrelada
e na alvorada iluminada:
És a minha Piçarras adorada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nos lábios está
o grito do povo
para que nos
SALVEM a VIDA
do último General
a cavalo preso
INJUSTAMENTE
desde o dia
treze de março
do ano passado
em meio a uma
pacífica reunião
por um grande
país pacificado.

A clarinetista moça
foi libertada sob a
triste condicional
de estar subjugada,
o crime dela só
foi desabafar
na hora errada,
e por sentir demais
por todos como
poeta não é difícil
imaginar que já
está proibida
a minha entrada.

Do General não
se sabe
mais nada,
tenho feito um
esforço tremendo
para que esse
silêncio não
deixe a minha
alma envenenada.

Dizem sem ver
há mais de dois
meses que em
GREVE DE FOME
ele se encontra,
e a inconformidade
de minha parte
tomou conta,
estou aborrecida
de uma maneira
que tu não fazes
idéia e nem conta.

A Pátria vizinha
não é segredo
para ninguém
que não é minha,
mas o hemisfério
também me é,
latino-americana
nasci, sou
e consciente
de que bendito
é o povo
que reinvidica
pela vida de
cada um de
seus guerreiros.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ascurra Poética

Nascida de uma História
de glória para reverenciar
outra glória esta cidade
gentil sempre faz História.

Ascurra adorável vizinha,
de lindas vinhas e do arroz
saboroso que eu encho
com todo o gosto o prato.

Eu, poetisa desta Rodeio,
sem cruzar as fronteiras,
saúdo a Ascurra poética
e suas linhas pioneiras.

Ascurra poética e terna,
a tua gente simpática
sempre me ganha fácil,
e quem te visita se encanta.

Ascurra, minha adorada,
não precisa ser feriado
para dizer o quanto
por mim és inteira amada.

Eu, poetisa desta Rodeio,
te levo no peito por ser
quem és e o teu povo ordeiro,
és a catedral de escudos cristalinos.

Inserida por anna_flavia_schmitt


O General está
desaparecido,
Vejo que estão
nos enganando
Estão de nós
ocultando
que ele não
está mais vivo,
Não importa,
todo o dia será
dia de sair por
aí por procurando.

Como louca vai
me ouvir sem
querer nos teus
ouvidos gritando
Até você ceder;
Não é ignorando
que irás fazer
ir sossegando,
Bem sei que
estás brincando.

O Roque segue
ainda preso,
o tal polícia
metropolitano;
E os médicos
indefesos
e vítimas
da mesma
e trágica
circunstância,
Por todos
eles sigo
aqui reclamando.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Do oficial
que serviu
lado a lado
todo o dia
o Cmte.Supremo,
se tem notícia
que ele está
torturado
no Inferno
de cinco letras,
O deputado
segue isolado
do mundo,
E para
as amadas
até agora
nenhuma
mão estendida.

Este mundo
tem se nutrido
de valores
invertidos,
Dizem que
tem guerrilheiro
se convertendo
em justiceiro
das fronteiras;
Não se pode
ter um
olhar ingênuo
sobre isso,
É preciso proteger
melhor o povo,
No cair profundo
da penumbra,
Transferiram
o General mais
idoso para
Fuerte Tiuna.

Do General preso
injustamente
que tanto insisto
em pedir
a liberdade,
É por essa e
tantas outras
percebo que há
muitos malfeitos
a serem corrigidos,
Não dá para engolir
silenciosamente
tanto radicalismo.

Somos latino-americanos,
e devemos estar acima disso
tudo para que este pesadelo
nunca mais se repita!

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Dedicada a São Miguel
é esta a herança de Açores
que assumo que por ela
sempre morro da amores
sem negar cafuné, chamego
e café sem hora marcada.

Moderna e verde atlântica,
és um pedaço de mim,
por onde passam os teus
rios Inferninho e Maruim:
és o meu jardim urbano.

Biguaçu, minha amada,
temos muito o quê para
contar: não é num simples
poema que terei espaço
para falar como aconteceu
te amar tanto e de estalo.

Baguaçu em revoada
próximo ao Rio Biguaçu,
promessa de fazer morada
perto da tua gente amada:
vou viver contigo aqui.

Biguaçu, querida, nesta
correria da vida,
jamais me esqueço desta
tua gente querida
e de levar comigo o melhor de ti.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando escrevo
que dizem é
porque nada
está confirmado.

Disseram que
o General havia
em La Orchila
sido aprisionado.

Não é de fidalguia
isolar quem
quer que seja
na ilha da intriga.

O General segue
mesmo é preso
em Fuerte Tiuna
vítima deste Calvário.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ainda no rosto
está a umidade
das lágrimas
pelo Sri Lanka,
A dor do mundo
nessa alma
latinoamericana
ninguém estanca.

A vida me espanta,
Vem, e me diz
que estou errada:
mártires estão
por todos os lados,
De concentração
há campos infantis
inenarráveis;
E governantes
de braços cruzados.

Mesmo que seja
a canção derradeira,
Ela é pelo General
que o único crime
foi ter sido patriota
e continuar sendo;
Canto o mesmo
e o tanto pela tropa.

Você precisa escutar:
O quê se exarcerba
a mim também afeta,
a Terra é o meu lar.
(Se permita libertar e se reconciliar).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os meus poemas
talvez jamais serão
lidos pelo General
que está doente,
que todos sabem
que ele é inocente.

O importante é
que toquem o coração
de alguém que cuide
do abatimento físico,
e que se entenda isso!

Os meus poemas
talvez jamais serão
lidos pela tropa
que está refém de
um grande capricho.
Todos sabem que
eles são perseguidos
e o importante
é que todos
saiam dessa vivos!

Os meus poemas
talvez jamais
serão conhecidos,
o importante
é que se instalem
no coração de alguém
que pelo General
e pela tropa trabalhe
pela liberdade
em sua plenitude.

E assim consigno
neste Universo
que não aceitarei
nenhuma baixa,
sou a idéia que
sempre desencaixa
onde se retém
aquilo que
no fundo
não se detém.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A luz voltou,
e a água está
a caminho,
que prendam
bem presos
os saboteadores
da paz do povo
e que se inaugure
um melhor capítulo.

Falta saber quando
é que virá o fim da
injustiça contra
o General que
segue vítima
da intriga alheia.

Sigo em prosa
e poesia até
o findar dessa
história,
que o Império
pare daqui adiante
de minar
a glória
da Pátria Grande,
e que desfaça
toda essa
trama gigante.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O meu coração
mora onde
o povo está
nesta noite
de agonia
privado
de proteção
e amparo;
pois falta luz
deixando-me
em todos
os estados,
em milhões
de pedaços
e preocupada
com quem
está preso
e com quem
está solto
passando por
essa covardia.

Não há como
ir descansar
tranquila,
Alí em estranhas
circunstâncias
morreu vítima.

O calvário
da tropa
e do General
injustiçado
não faço ideia
até hoje
quando termina.

Inserida por anna_flavia_schmitt

José Boiteux

⁠Minha amada José Boiteux,
esta poesia é feita da tua
gente kaingang, guarani
xokleng e germânica,
E vem se erguendo
como plantação de fumo
nas tuas folhas,
florescendo na primavera
e balançando sinfônica
como árvores nas matas.

Nas tuas cachoeiras
conheço o meu rumo,
Cidade linda onde
o meu coração tem prumo
e por ti muitas histórias
da tua gente brasileira
com toda a paixão
e gentileza hei de escrever.

Extraordinária José Boiteux
no vai e vem das estradas,
não nego para que minh'alma
por ti vive encantada,
Em ti tenho o meu enleio
e o meu doce sossego;
Vivo por ti construindo
os meus planos que só aqui
seguirei vivendo com
o meu coração cantando por ti.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O meu coração
está triste faz
algum tempo,
A repressão
já ultrapassou
além do limite,
Porque em si
já era para ser
taxada de crime,
De tão engenhosa
que é: estamos
viciados nela.

Não sei
dos generais,
Da tropa não
falam mais,
Há flores
no calabouço.

O beltrano
e seu calote
premeditado
em Pindorama,
Da paz escutei
que houve
fracasso.

Ao mundo ele
não mais engana.

Inserida por anna_flavia_schmitt