O Copo Nao esta meio Cheio

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*O Céu e o Inferno Funcionam em Horário Comercial* - Naquela sexta-feira o bar estava cheio, como quase toda sexta-feira em que as pessoas precisam esquecer que passaram mais cinco dias fingindo que gostam da própria vida. Música baixa demais para ser ouvida e alta demais para permitir uma conversa decente. Um cantor sozinho, no fundo, brigava com o violão e com alguma música antiga que ninguém mais lembrava direito. Fumaça de cigarro subia entre as lâmpadas amareladas. Copos vazios ocupavam as mesas como pequenas provas de fracasso.

Eu estava no meu canto habitual do balcão. O lugar onde ninguém pergunta muita coisa e o barman já sabe que não precisa conversar comigo.

Foi então que dois casais se aproximaram. Sentaram perto demais. Não porque quisessem minha companhia. Apenas porque o bar estava cheio.

E quando quatro pessoas bebem juntas, em algum momento alguém decide que a verdade precisa ser dita.

Começaram falando de amor. Não sei por quê. Talvez fosse o álcool. Talvez fosse sexta-feira. Talvez as pessoas só consigam falar de amor quando já estão cansadas de praticá-lo.

A mulher dizia que no começo era diferente. Havia mensagens de madrugada. Promessas. Planos. Juras de que nunca deixariam a rotina destruir aquilo que tinham encontrado.

O homem riu.

Não foi uma risada engraçada. Foi aquela risada curta de quem já decidiu que o outro está exagerando.

Ela continuou.

Disse que no começo ele queria saber onde ela estava. Perguntava como tinha sido o dia. Queria ouvir seus problemas. Fazia planos para o fim de semana. Dizia que ela era diferente das outras.

Depois vieram as contas.

O trabalho.

O cansaço.

A televisão.

O celular.

A cama.

A obrigação de acordar cedo.

A vida.

Aquela velha assassina silenciosa.

Ela disse que o amor tinha desaparecido dentro da rotina.

Ele respondeu que aquilo era frescura.

Mimimi.

Romantismo hipócrita.

Disse que ninguém consegue viver de declaração de amor. Que a vida real era outra coisa. Que depois de alguns anos ninguém fica perguntando como foi seu dia.

Ela olhou para ele como se tivesse acabado de descobrir que dormia com um desconhecido.

Talvez tivesse.

O outro casal tentou amenizar.

Não funcionou.

A conversa ficou mais quente. Vieram acusações antigas. Coisas guardadas durante anos, esperando uma sexta-feira, quatro cervejas e um bar lotado para sair pela boca.

Eu continuei bebendo.

Não porque não tivesse opinião.

Eu tinha.

Tenho opiniões demais.

Esse é um dos meus problemas.

Fiquei pensando naquela história de amor que começou com promessas e terminou em planilhas, horários, boletos e silêncio.

Talvez o homem tivesse razão.

Talvez a mulher tivesse razão.

Talvez os dois estivessem errados.

O problema é que o amor costuma morrer muito antes de alguém perceber que ele morreu.

Não há funeral.

Não há certidão.

Ninguém aparece para dizer que acabou.

Ele simplesmente começa a ser substituído por pequenas coisas.

Uma resposta que não vem.

Um abraço que fica para depois.

Uma conversa que nunca acontece porque há alguma coisa mais importante na televisão.

Um beijo mecânico.

Um jantar em silêncio.

Uma cama dividida por dois corpos que já vivem em países diferentes.

E então alguém percebe.

Tarde demais.

Foi ali, ouvindo aquela mulher reclamar e aquele homem chamar tudo de frescura, que pensei em uma coisa bastante simples.

Nós passamos a vida procurando o Céu e tentando escapar do Inferno.

Como se houvesse uma porta em algum lugar.

Como se depois da morte alguém fosse entregar uma senha.

Como se Deus fosse um funcionário público sentado atrás de uma mesa cósmica conferindo documentos.

Talvez seja tudo muito mais simples.

Talvez o Céu e o Inferno não estejam esperando por nós.

Talvez já estejam aqui.

O Céu aparece quando conseguimos amar alguém sem transformar o amor em contrato.

Quando não fazemos carinho esperando receber carinho de volta.

Quando ajudamos sem guardar recibo.

Quando ouvimos sem preparar uma resposta.

Quando permanecemos ao lado de alguém não porque temos medo de ficar sozinhos, mas porque queremos estar ali.

Isso parece pouco.

Não é.

O mundo inteiro está cheio de gente fazendo negócios em nome do amor.

Eu te dou isso se você me der aquilo.

Eu faço isso por você, portanto você me deve aquilo.

Eu fui fiel, então você precisa ser fiel.

Eu trabalhei o dia inteiro, então você deve entender meu silêncio.

Eu pago as contas, portanto tenho direito a não prestar atenção em você.

Eu sou seu marido.

Eu sou sua mulher.

Eu sou sua família.

Eu sou seu.

É aí que começa a desgraça.

Porque amar alguém não deveria significar possuir alguém.

Mas nós gostamos de possuir.

Casas.

Carros.

Pessoas.

Opiniões.

Memórias.

Até os mortos nós queremos possuir.

Dizemos que alguém é nosso.

E depois reclamamos quando essa pessoa começa a respirar longe de nós.

O homem do bar dizia que aquilo era romantismo hipócrita.

Talvez fosse.

Mas existe uma hipocrisia ainda maior: fingir que uma relação continua viva apenas porque duas pessoas ainda dividem o mesmo endereço.

Há casamentos que são funerais com financiamento imobiliário.

Há relacionamentos que continuam apenas porque ninguém quer explicar aos outros que acabou.

Há pessoas que dormem juntas durante vinte anos e nunca mais se encontram.

E há outras que se encontram por uma hora e conseguem lembrar uma à outra que ainda estão vivas.

O Inferno talvez seja isso.

Não o fogo.

Não o demônio.

Não as correntes.

É olhar para alguém que um dia foi importante e perceber que você construiu uma muralha entre vocês, tijolo por tijolo, usando orgulho, ressentimento, silêncio e pequenas crueldades.

Depois sentar diante da muralha e perguntar por que ninguém mais consegue chegar até você.

O ódio também funciona assim.

Ele começa pequeno.

Uma mágoa.

Uma injustiça.

Uma palavra.

Depois cresce.

Você começa a dividir o mundo.

Os bons e os maus.

Os que merecem.

Os que não merecem.

Os que são como você.

Os outros.

E quando percebe, seu coração virou uma repartição pública.

Entrada proibida.

Documentação obrigatória.

Atendimento mediante agendamento.

O curioso é que quase ninguém percebe quando entra no Inferno.

As pessoas continuam trabalhando.

Pagando contas.

Postando fotografias felizes.

Comemorando aniversários.

Trocando presentes.

Dizendo “eu te amo”.

Tudo perfeitamente normal.

É por isso que o Inferno funciona tão bem.

Ele não precisa parecer Inferno.

Basta parecer rotina.

Olhei para o casal outra vez.

Ela estava chorando agora.

Ele olhava para o celular.

Aquilo me pareceu mais cruel que qualquer grito.

Porque existem momentos em que o desprezo é mais violento que a raiva.

A raiva ainda reconhece a existência do outro.

O desprezo simplesmente desliga a luz.

O cantor no fundo começou outra música.

Ninguém prestou atenção.

O barman recolheu alguns copos.

A fumaça continuava subindo.

A sexta-feira continuava funcionando.

O mundo não tinha parado para assistir ao fim daquele pequeno amor.

Nunca para.

É uma das coisas mais humilhantes sobre estar vivo.

Você pode estar destruindo alguém por dentro e, do lado de fora, o garçom continua servindo cerveja.

Talvez seja por isso que eu não acredito muito nessa conversa de esperar o Céu.

Se existe algum lugar melhor, talvez ele comece quando aprendemos a não transformar a vida dos outros em nosso campo de batalha.

Talvez comece quando paramos de cobrar amor como quem cobra uma dívida.

Talvez comece quando conseguimos dizer “eu errei” sem acrescentar um “mas você também”.

Talvez comece quando percebemos que algumas pessoas não precisam de uma solução.

Precisam apenas que alguém fique.

E talvez o Inferno já esteja funcionando quando transformamos toda relação em uma disputa para descobrir quem sofreu mais.

No fim, ninguém vence.

Só sobra alguém com razão e outro sozinho.

Terminei minha bebida.

Levantei.

Antes de sair, olhei mais uma vez para os quatro.

A discussão continuava.

Talvez continuasse até o fechamento.

Talvez até a manhã seguinte.

Talvez por mais vinte anos.

Não sei.

O que sei é que todos nós temos uma escolha pequena e diária.

Podemos amar.

Ou podemos negociar.

Podemos perdoar.

Ou podemos colecionar dívidas emocionais.

Podemos abrir a porta.

Ou construir outra parede.

O Céu não parece exigir muita coisa.

O Inferno também não.

Ambos são baratos.

Funcionam vinte e quatro horas.

E não precisam de religião, sacerdote ou julgamento final.

Basta olhar para a pessoa ao nosso lado.

Se ainda conseguimos amá-la sem exigir pagamento, talvez por alguns minutos estejamos no Céu.

Se precisamos odiá-la para justificar nossa própria existência, provavelmente já chegamos ao outro lugar.

E o pior é que ninguém precisa morrer para descobrir.

Basta continuar vivendo exatamente como está.

Isso costuma ser suficiente.

Cada caco carrega uma versão nossa: o adolescente cheio de sonhos, o adulto que errou feio, a pessoa que amamos demais e estar longe, mesmo assim não desistiu no meio do caminho. Eles não são bonitos. São irregulares, rachados, com bordas cortantes. Mas, mesmo quebrados, ainda refletem.
É estranho como um pedacinho de espelho consegue mostrar uma verdade inteira. Nele vemos o medo que tentamos esconder, a força que não sabíamos que tínhamos, a cicatriz que virou marca registrada. Não importa o quanto a gente tente varrer esses cacos para baixo do tapete, eles continuam ali, brilhando quando bate a luz certa.
Talvez o segredo não seja colar o espelho de volta para ficar perfeito. Talvez seja aprender a conviver com os pedaços. Reconhecer que cada fragmento faz parte de quem somos hoje. Porque, no fim das contas, os cacos de espelhos que ainda refletem não mostram só o que fomos ou o que perdemos. Eles mostram que, mesmo quebrados, ainda estamos vivos, ainda brilhamos e ainda conseguimos ver beleza no que sobrou.

No vazio cheio de significado, o nada abraça tudo sem explicação. O tempo se dobra sobre si mesmo, criando curvas que não levam a lugar algum, mas definem o espaço entre ser e não-ser. O silêncio ruge e o imobilismo se move, revelando a plenitude do incompreensível. Cada fragmento desconexo é a peça que falta na arquitetura confusa do existir. A verdade se esconde no paradoxo: que nada faça sentido, e ainda assim tudo seja perfeito. A filosofia surge não no esclarecimento, mas na entrega ao absurdo, onde lógica naufraga e sentido se dissolve em ausência e presença simultâneas.

O Olhar que Simplifica a Caminhada


A vida pode ser um caminho cheio de espinhos ou uma trilha de belos aprendizados; tudo depende dos olhos com que escolhemos enxergar o mundo. Viver com suavidade é exercitar a gratidão pelas pequenas coisas, é aprender a relevar as pequenas ofensas e focar a nossa atenção naquilo que edifica. A nossa alma cresce quando decidimos não dar tamanho gigante aos problemas diários. Que a gente aprenda a caminhar pela Terra de passos leves, espalhando sementes de bem por onde passar, certos de que a verdadeira felicidade não é a ausência de dificuldades, mas a leveza que cultivamos dentro de nós

O exterior engana: o brilho da carne apaga,
mas o coração cheio de Deus continua aceso, mesmo ferido.
Quem julga pela aparência revela a própria cegueira,
mas quem tem o Espírito, enxerga o invisível,
e reconhece o perfume de Cristo, mesmo em vasos quebrados.

Quem é cheio de Bíblia, mas vazio de amor, é fariseu moderno.

Quando você é cheio do Espírito Santo, as pessoas deixam de ser o centro da sua vida.


Porque sua identidade já não está nas mãos de quem te observa, mas nas mãos dAquele que te criou. miriamleal

A depressão arrasa, devasta, transforma vidas em desertos áridos ou campos de batalha cheio de mortos para enterrar. Aprendi que devemos sepultar a nós mesmos dentro desse processo e aprender a recomeçar todos os dias!

⁠Bom diaaa! Que nosso amanhecer seja cheio de luz, sorrisos esperados e inesperados, esperanças renovadas e a fé de que o impossível é realizável!

Título: Cheio de si até transbordar


Antes de você ser suficiente para alguém, você tem que ser suficiente para si mesmo, assim a sua essência, seu caráter, seus princípios, a sua personalidade, os seus defeitos e virtudes vão transbordar e você vai poder dar de si mesmo para outra pessoa sem perder quem você é.

Servir com um coração cheio de gratidão é a chave para abrir portas de bênçãos e construir pontes de amizade verdadeira.

Imagina só nós dois, e a lua sendo testemunha do nosso amor mais intenso e cheio de conexão.

"Nada dessa história de “matar um leão por dia”! Seja você o leão, cheio de coragem e valentia para enfrentar o covarde caçador, que se ampara nas armas e armadilhas, mas nunca sentirá a dignidade de vencer honradamente."

Entre tantas incertezas , o meu coração
acertou em cheio no momento
em que escolheu você.

__Enzo Ruchell__

O mundo lá fora é um lugar cheio de pressa, ruídos e caminhos incertos. Às vezes, a gente se perde tentando encontrar um sentido para as coisas. Mas aí, num sopro de sorte, a vida me trouxe você. E tudo mudou. Entre tantas incertezas, o meu coração acertou em cheio no momento em que escolheu você. Hoje, olhar para nós dois é ter a certeza de que a melhor decisão que já tomei foi deixar você entrar e fazer morada. Você é o meu porto seguro, a minha calmaria e o acerto mais bonito da minha história nesse mundo de incertezas ___ENZO RUCHELL _

Por onde um rio passa


... passa o rio cheio de graça...
Serpenteia em grandes curvas
Suaves e tranquilas
por milhas e milhas...
define o caminho...
não pede passagem.
Às suas margens... terrenos amplos, grandiosos enfileiram-se
parques e florestas... árvores com seus ninhos.
Um rio nunca está sozinho.
Água no leito dos rios...
Vida que desliza por um fio...
Rios com corredeiras
que correm ligeiras, bagunceiras, em direção ao mar...
Têm elas toda a certeza do mundo que o mar vai as abraçar.
Unir... fundir... tudo em um só aguar.
Rosangela Calza

**Oração de Gratidão**

"Querido Deus,

Hoje venho com um coração cheio de gratidão. Agradeço por cada momento vivido, pelas lições aprendidas e pelo amor que me une a todos os casais

Sou grato(a) pelas bênçãos que nos cercam, pela proteção que nos guia e pela força que nos mantém juntos. Que possamos sempre reconhecer a beleza em cada dia e cultivar nosso amor com carinho e respeito.

Agradeço também pela intercessão de São José, que nos inspira a construir um lar cheio de amor e harmonia.

Amém."

Essa oração pode ser feita em momentos de reflexão ou durante o ritualismo.

⁠NAUFRÁGIO

Estou como navio naufragado.
Um vazio enorme mas ao mesmo tempo cheio de tanta bagunça e destroços.
Me perdi com os sentimentos sem direção e sem destino.
Em um dia sentia amor,
No outro sentia desespero e pavor.
Eu vou me retirar para então conseguir respirar.
Apaguei toda lembrança física que me fazia lembrar
Com o tempo conseguirei recuperar
a minha alto estima, que estava perdida em todo esse caos.
Não será fácil chegar a superfície.
Mas não vou desistir.

É um inferno na Terra cheio de demônios com armas, usando pessoas.

Na terra da garoa




Ônibus cheio,
Caos turbulento,
Chuva de granizo,
Enchente lá fora,


Atrasos da vida,
Preocupações expostas,
Rosto sofrido,
Depressão a vista,


Gritos de ajuda,
Choros de raiva,
Buzinas gritantes,
Reza das senhoras,


Horas de descontrole,
Ajuda escassa,
Arco-íris na janela,
A esperança volta.