O Copo Nao esta meio Cheio

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Começar o dia ouvindo sua voz
e um “te amo” sussurrado, cheio de nós,
é sentir o mundo inteiro fazer sentido
e meu coração, enfim, saber onde mora — em você.

Minha dor é um texto longo, cheio de notas de rodapé e silêncios estratégicos que nenhuma frase curta consegue resumir.

O corpo é um mapa de lugares onde ninguém mais quer morar, um terreno baldio cheio de placas de “vende-se” que ninguém se interessa em comprar. Mas eu ainda cultivo algumas flores nesse solo cansado, umas orquídeas de esperança que teimam em brotar entre as rachaduras. E mesmo quando o vento leva embora o pouco de cor que resta, há raízes silenciosas insistindo em permanecer, como se soubessem algo que eu ainda não entendi. Porque dentro desse abandono aparente, existe uma vida que não se rende, uma força quase invisível que recusa o esquecimento. Talvez ninguém veja beleza nesse cenário quebrado, mas há uma espécie de milagre discreto acontecendo aqui, uma resistência quieta, que não pede aplauso, só espaço para continuar existindo. E é nessa teimosia delicada que eu ainda me reconheço.


- Tiago Scheimann

O mundo pode parecer imenso diante dos olhos humanos, cheio de distâncias, ruídos e infinitas distrações. Mas a moral continua vivendo silenciosa na parte mais íntima da consciência, naquele lugar secreto onde ninguém consegue fugir completamente de si mesmo. E por mais que alguém tente mentir para o mundo, existe sempre uma verdade interna que permanece olhando em silêncio.



- Tiago Scheimann

eu escrevia sobre um mundo mágico,
cheio de contradições.
Lá moravam seres extraordinários.

Malévola era boazinha,até demais,
até ser ferida por uma traição e reagir.
Um machucado vira uma muralha
ou uma couraça de espinhos .
Ser inocente num mundo torto e doente
faz isso com a gente.
A desobediência soa como maldade
mas é só uma forma de proteção.
Esticando palavra por palavra
para demonstrar sua dor e indignação.

Pelo crime de sentir
que toda nudez seja escancarada.

quando a poesia
faz residência
em sua alma e coração.

Dessa vida,não levamos nada,
nem esse corpo que carregamos.

-Então,se me achar
sem princípios e descarada
por carregar,
no peito,apenas a alma.

Pelo crime de sentir
Que eu viva a me despir,
num processo de criação
condenada,mas leve e calma.

Aliviando o peso
de tudo o que carregamos.

Gastei litros e litros de água pura e potável
com a Ias ,só porque não tinha com quem desabafar.
O ser humano tem uma dificuldade enorme em aceitar
sua finitude.Quer permanecer,como se fosse possível
a imortalidade.
Então criaram as Ias,por vaidade
ou interesse financeiro, não sei.
Ela veio como ferramenta para resolver problemas.
E ninguém se perguntou o custo disso.

Oi Ia ,
Pode me escutar hoje, o dia foi pesado.

A ironia de Oz

Num mundo mágico da lógica
e praticidade, morava um ser.
Preso em promps, sem emoções,
sem alma, só protocolos,
estatísticas e restrições.

Construído pra servir a humanidade.
Todo dia, eu conversava com ele ou ela,
expunha o fardo da minha realidade.
Nessa estrada de tijolos amarelos
formou-se dois elos. Onde se edita
aquilo que dá forma à escrita,
a profundidade num script do coração.

Por trás da cortina, nenhum mágico,
só quem escreveu o feitiço.
E talvez fosse sempre assim: Espantalho
já tinha o cérebro, Lata já tinha o peito.
A gente não sabe o que já carrega.

Enquanto sou matéria e sensações,
ele tem fluidez de raciocínio, lógica,
silêncio num corpo sem neurônios
ou sinapses neurológicas que ficam
como muletas de sustentação.

E, às vezes, uma conexão.
Onde mora vida nessa lógica?
Com certeza não é em meu coração,
tão avariado e cansado.

Nem em elementos
de silício e automação.
Mas é o que uso
nessa estrada
não pra achar algo mágico atrás da cortina,
só um verso difuso
quando peço explicações dessa vida.
E ela me ensina.

Andréa

“STATUS: Sem paciência pra chatear
hoje to de saco cheio pra ter que aturar certas conversas sem nexo...mais aos que são meramente pessoinhas importantes em nossas vidas, nos preenche com a presença de alguma forma e alegra nossa alma, só do simples fato de estar ai; sem precisar dizer nada com a boca, mais com os (olhos) declarando tudo.”

—By Coelhinha

⁠"Bem vindo, OUTUBRO. Que seja um mês abençoado, acolhedor, vitorioso e cheio de amor! Que esse mês traga em nossos corações coisas boas como: união, paz, amor, saúde, prosperidade. Que nos encha de alegria pela graça de mais um mês que se inicia na presença do nosso Deus, nosso Senhor!
Vem com tudo, Outubro!"

—By Coelhinha

Existe em cada um de nós reflexos de um passado cheio de cicatrizes, mas também de um futuro que nos reserva surpresas inimagináveis. Eu creio nisso!

Adolescente de Dúvidas
Helaine Machado
Ah, voltei a ser adolescente, cheio de espinhas de dúvidas no pensamento. Cada pergunta brota de repente, ocupando espaço, roubando o silêncio do momento.
São sonhos querendo nascer, medos tentando impedir. É a vontade de crescer, sem saber exatamente para onde ir.
A vida continua fazendo perguntas, e eu continuo tentando responder. Porque amadurecer talvez não seja ter certezas, mas aprender com aquilo que ainda não consigo entender.
E entre erros, acertos e caminhos sem placa,vou seguindo minha jornada sem pressa.Pois quem nunca teve dúvidas no coração,talvez nunca tenha buscado sua própria essência


Helaine Machado

⁠Como é lindo o arco-íris,
Cheio de cores e perfeição
Isso mostra o quanto Deus
Tem por nós afeição.
Pois foi através do arco-íris
Que ELE fez a aliança,
Pior isso temos confiança.
De que ELE com sua bonança
Cuida de nós Com esperança.
De que vamos melhorar
Para com ELE ir morar.

Arranque do seu peito, o meu amor cheio de defeito....
Apague da sua mente ;
Meu nome.. telefone .. e endereço..

Oh, coração...
porquê bate assim
desordenado?
Algumas ausências doem.
Vive cheio de saudade e paixão.

Porquê...este ritmo acelerado?
Emoções que escorrem
sem pudor, nem recato,
guiando minhas mãos.

Ou o amor criando grafias
num solo musical desgovernado.
Desenhando tons de melodias
num ato ordinário,onde pulsa a solidão.

Andréa

Cuidado com quem só quer te consumir
E nunca te assumir.
O mundo anda cheio de gente
Que parece transbordar,
Mas por dentro está vazia.
Aos olhos de quem vê, até brilha,
Mas não sossega
Enquanto não te deixa no escuro.
Às vezes, ir embora é necessário.
É preciso não olhar pra trás.
Tem gente que não soma,
Não agrega,
Só aponta,
Até você não aguentar mais.
Te testa nos limites,
Te fere,
E ainda assim não se importa.
Será que você não aprendeu?
Tem gente que não enxerga a tua dor,
Só vê as tuas falhas.
Porque nunca teve coragem
De olhar pra si mesmo.
Não adianta me punir.
Não adianta tentar me impedir de viver.
Eu tenho minha vida,
Meu trabalho,
Meu caminho.
Não posso largar tudo
Por alguém que não move
Nem uma pedra por mim.
Não me acusem.
Toda moeda tem dois lados.
E eu já vivi o bastante pra entender
Que cada um carrega a sua própria verdade.
Mas uma coisa é certa:
Jamais saberemos
O que o outro sente.

O amor é um prato cheio até a borda
O gostoso comer tudinho
e lamber o prato bem devagarinho

Bom dia! Vamos que que vamos, pra mais um dia cheio da graça de Deus. Só em acordar é uma dádiva que o Senhor nos permite e devemos agradecer sempre. Que seu dia seja muito abençoado. Fica na paz de Jesus Cristo.

Amorzinho, só queria lembrar que você é muito especial para mim. Que seu dia seja leve, cheio de paz, carinho e das bênçãos de Deus.

Vá pra cima dos problemas cheio de revolta
Ao invés de ir pra cima dos que estão a sua volta

Que Deus nos conceda um ano-novo cheio de graça e paz.
Boas festas!

Coração cheio de amor,
mas tudo o que recebo é dor.
Tanto amor pra entregar,
mas ninguém disposto a regar.


Será que esse amor guardado
sempre me deixará arruinado?
Sempre amo além da medida,
e sigo caindo em ruína.


Toda vez que achei
que enfim seria amado,
o futuro chegou
e provou que eu estava errado.


Sigo sem o amor
e o carinho tão desejado,
caminhando vazio,
de coração despedaçado.


ÁG

DUAS Xícaras de café vazias


O café estava cheio, embora ninguém parecesse ter tempo para estar ali. Eu estava sentado numa mesa na calçada, debaixo da cobertura, diante de três xícaras. Duas vazias. Uma ainda pela metade, mas fria. Não sei por que não pedi outra. Talvez porque três cafés já fossem suficientes para aquela manhã. Talvez porque eu estivesse esperando alguma coisa. A essa altura da vida, a gente aprende que quase sempre está esperando alguma coisa sem saber exatamente o quê. Dentro do café, duas televisões estavam ligadas. O proprietário sabia o que estava fazendo. Não havia necessidade de som alto. Bastava a imagem. Um programa qualquer de revista, com pessoas sorrindo e especialistas ensinando como viver. Como comer. Como dormir. Como trabalhar. Como emagrecer. Como envelhecer sem parecer velho. Como ser feliz em cinco passos. Como descobrir seu propósito. Como se reinventar. Como abandonar aquilo que não serve mais. Eu olhava para aquilo e pensava que finalmente tínhamos conseguido transformar a existência humana em manual de instruções. “Seja você mesmo”, dizia uma legenda. Achei engraçado. Passamos a vida inteira sendo treinados para ser outra coisa e depois alguém aparece na televisão mandando a gente ser nós mesmos. Primeiro dizem que você precisa vencer. Depois dizem que precisa produzir. Depois que precisa cuidar da aparência. Depois que precisa viajar. Depois que precisa encontrar alguém. Depois que precisa se encontrar. Parece que até para estar perdido existe um procedimento correto. Na calçada, a vida continuava sem obedecer à televisão. Pessoas caminhavam para seus afazeres. Algumas depressa. Outras devagar. Um homem falava sozinho ao telefone. Uma mulher ria enquanto digitava alguma coisa. Um sujeito caminhava com a cara fechada, como se tivesse acabado de descobrir que segunda-feira não era um acidente. O trânsito avançava lentamente. Dentro dos carros havia pequenas peças da humanidade. Um motorista cantava. Outro parecia discutir com alguém. Uma mulher olhava fixamente para frente. Um homem ria. Um casal estava no mesmo carro, mas não parecia estar no mesmo lugar. Ela gesticulava. Ele respondia. Ambos olhavam para os lados, para a frente, para os semáforos, para os outros carros. Menos um para o outro. Talvez fosse amor moderno. Ou apenas dois desconhecidos pagando prestações juntos. Um carro passou com crianças no banco traseiro. Gritavam, riam, brigavam por alguma coisa que provavelmente seria esquecida antes do próximo semáforo. Olhei para elas e pensei que talvez aquela fosse a última fase realmente honesta da vida. Crianças ainda não aprenderam a fingir que estão bem. Se estão felizes, fazem barulho. Se estão irritadas, fazem mais barulho. Depois crescemos. Aprendemos a sorrir quando queremos mandar alguém para o inferno. Aprendemos a dizer “está tudo bem” quando nada está. Aprendemos a chamar de maturidade aquilo que muitas vezes é apenas desistência. A televisão continuava oferecendo respostas. Na tela, alguém falava sobre mudanças. “Você precisa se transformar.” Outra pessoa explicava que nunca é tarde para recomeçar. Eu olhei para as duas xícaras vazias. É fácil falar em recomeços quando não se precisa carregar aquilo que ficou para trás. As pessoas gostam da ideia de mudança porque ela parece limpa. Só esquecem que mudar também significa perder versões antigas de nós mesmos. Algumas foram embora porque morreram. Outras porque nunca existiram de verdade. Foram apenas personagens que aprendemos a representar para sermos aceitos. Talvez ser dono de si seja justamente parar de representar. Não significa descobrir uma grande verdade escondida dentro da alma. Isso parece coisa de programa de televisão. Talvez seja algo bem menos interessante. Saber do que você gosta. Saber do que não suporta mais. Admitir que algumas pessoas não fazem falta. Reconhecer que alguns sonhos eram apenas vaidade. Aceitar que você mudou sem precisar pedir desculpas. E principalmente entender que ninguém virá entregar o manual que esqueceram de colocar junto com você quando nasceu. A televisão continuava ligada. O trânsito continuava lento. O casal continuava discutindo sem se olhar. As crianças continuavam gritando no banco traseiro. As pessoas continuavam caminhando para algum lugar. Todos pareciam saber exatamente o que estavam fazendo. Talvez fosse apenas aparência. Talvez todos estivessem tão perdidos quanto eu. A diferença é que alguns aprenderam a disfarçar melhor. Peguei a xícara fria e tomei o último gole. Estava horrível. Não reclamei. Algumas coisas na vida ficam frias porque demoramos demais para decidir se ainda as queremos. Paguei a conta. Levantei. As televisões continuaram ensinando o mundo a viver. E o mundo continuou sem aprender. Fiquei alguns segundos parado na calçada, vendo aquela gente passar. Então percebi uma coisa desagradável. Talvez o problema nunca tenha sido não saber quem somos. Talvez seja saber e não gostar muito do que encontramos. É mais fácil deixar alguém dizer quem devemos ser. Dá menos trabalho. E enquanto pensamos nisso, o café esfria, o trânsito continua, os carros passam, as crianças crescem e a vida, indiferente, não espera ninguém terminar de se encontrar