O Copo Nao esta meio Cheio

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O Reino não se mede por títulos,
mas por mãos estendidas,
por ombros que sustentam,
e corações que se inclinam.


Pois quem serve se torna grande,
quem ama se torna maior,
quem se doa sem reservas
espelha o Salvador.

Não venhas com pedras ao encontro do quebrado;
vem com mãos, com curativos, com pão.
Que o julgamento se converta em cuidado,
e a acusação, em abraço.


Pois quem guarda pedras perde a ternura;
quem as entrega encontra graça,
e no colo do Amigo ferido, aprende a amar sem ferir.

"Quem não lança pedras, mas estende as mãos, prosperará diante de Deus e dos homens."

Não lances pedras,
não é esse o chamado do céu.
Estende as mãos, ama sem reservas,
e prosperará quem vive o que Cristo viveu.


Pois a mão que se abre,
nunca fica vazia;
e o coração que perdoa,
torna-se terra fértil de alegria.

Prosperidade não nasce do acúmulo,
nasce da semente do amor.
Quem ajuda o caído,
encontra tesouros diante do trono divino


Isso é princípio de Reino: o coração que escolhe ajudar em vez de ferir sempre colhe graça, favor e prosperidade.

Deus trata em camadas, porque Ele não quer apenas aliviar, mas restaurar por completo.
Às vezes, o Senhor permite que ainda reste um “resíduo da dor” para que a gente dependa mais d’Ele, aprenda a confiar e descubra que só Ele pode ocupar o lugar de consolo no nosso coração. O processo continua, confie e permaneça em oração, porque o Senhor vai terminar a obra.

Não preciso mais do reflexo distorcido,
do aplauso vazio,
nem do disfarce pintado
que tenta enganar a alma.


Minhas facetas agora são d’Ele,
lapidadas pelo fogo,
santificadas pela graça,
purificadas pela cruz.

Há vidas que brilham tão forte,
Que a sombra não ousa tocar,
São corações que amam tanto,
Que a própria morte precisa esperar.


E o céu, que as conhece pelo nome, diz:
“Espere, morte… porque ainda há propósito em andamento. Ainda há feridas que essa alma vai curar, ainda há lágrimas que essa vida vai enxugar.”

Então alma, não desespere,
Se um adeus doeu demais,
Pois quem crê no Cordeiro vivo,
Vai viver em paz, e muito mais.

Se alguém disse que você perdeu,
Foi só porque não ouviu a voz do Rei.
Porque quem dá a última palavra é o Céu,
E o Céu disse: “Ainda não terminei.”

A cruz não foi apenas um instrumento de morte, mas o lugar de máxima humilhação. No mundo romano, morrer crucificado era ser colocado como um espetáculo de vergonha, despido, exposto, rejeitado e amaldiçoado diante da sociedade. A crucificação não buscava apenas tirar a vida, mas também destruir a honra da pessoa.

O Filho de Deus, que habitava na glória eterna, se despiu (Fp 2:6-8) e assumiu não só a forma de servo, mas também a humilhação da cruz.

Cristo não fugiu da vergonha, mas a desprezou, porque o Seu amor olhava além: via você, eu, e todos os que seriam alcançados.
A maior revelação é que Ele transformou a vergonha em glória:
O que era sinal de maldição, tornou-se o sinal da nossa salvação.
O que era vergonha diante dos homens, é hoje a nossa esperança diante de Deus.

Amar, portanto, é seguir o exemplo d’Ele: não ter medo de se humilhar por amor, não ter receio de sofrer por quem se ama, e principalmente viver com a consciência de que não há mais condenação (Rm 8:1).

Despido, humilhado, zombado,
O Rei da Glória foi exposto ao desprezo,
A cruz não só feria o corpo,
Feriu também a honra, o respeito.

Mas Jesus não recuou.
Desprezou a vergonha, encarou a dor,
Porque via além da multidão que ria,
Via o rosto de cada um que seria salvo por amor.

Tu és o amor que não se envergonhou de mim. Obrigado por ter levado minha culpa e minha vergonha, e por ter me dado uma nova identidade em Ti. Que minha vida seja sempre testemunho da Tua glória. Amém.”

A mesa do Senhor é inclusiva e não exclusiva. Quando Jesus instituiu a Ceia, Ele não a restringiu a um grupo seleto, mas chamou todos os que cressem Nele. A mesa é o lugar onde pobres e ricos, fortes e fracos, santos em crescimento e pecadores arrependidos se assentam juntos.

A mesa é da graça, não do mérito.


Jesus não chamou perfeitos, mas homens comuns.


Ele mesmo disse:
“Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos.” (Mateus 9:12)
A mesa é um hospital espiritual, não um prêmio para impecáveis.

A mesa é convite, não barreira.
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28)
Ninguém é excluído do convite — a graça se estende a todos.