O Amor tem que ser Alimentado
Tem gente que
não se recorda
do Caiporinha
dançando com
o Bumba-Meu-Boi,
Quando se dá
corda a memória,
A poesia é que
se escreve na hora.
O sentimento tem a grandeza
e o azul pleno do Mar do Caribe,
não há o quê nos limite
porque pactuei com o Hemisfério.
Convicta ao redor da Ilha La Sola
com um caderno e uma caneta
em busca da palavra certa
e o desejo de vê-lo sem dilema.
Não quero nada mais do que
nada menos do que ter a real
importância no teu sensorial.
Dos pés a cabeça no teu oceano
corpo construírmos uma a uma
as nossas catedrais do tempo.
Navegar pelas ilhas e cayos
ao norte da enseada até
alcançar o Cayo Simea tem sido
a maior aventura desta vida.
Parar, respirar e respirar
por um e mergulhar
no silêncio quebrado pelo mar
e seguir até a Enseada dos Corais.
Não quero saber o quê passa
ao redor e neste Mar das Antilhas
deixar a vontade o nosso amor.
Cada um que aprenda a viver,
nós dois temos mais o quê fazer
e não temos mais tempo a perder.
Carpideira para fazer
que o defunto
tem que descansar,
Alguém já descobri
que era preciso ter,
O mundo mudou
e hoje ninguém
mais vai encontrar,
Ao menos escrevi
um poema para lembrar.
...
Uma porção bem feita
de Carne-do-Sertão
para ganhar o seu coração,
Você não vai conseguir
resistir por muito tempo não.
...
Caminhando pela estrada
eu vi o Carneiro Encantado
com a sua estrela cravada
de brilhantes na testa,
Fiquei intrigada e segui
adiante espalhando pela terra.
Ali um dia serviu para defender,
prender e também para curar,
é a Ilha de Anhatomirim que
tem muita história para contar.
Estou indo navegar para escapar
do veneno espargido de quem
não se contenta com o da própria
língua e expõe a todos a perigo.
Não preciso fazer nada porque
a existência de gente assim
para si próprios é inabalável castigo.
Tenho mais o quê fazer do que dar
holofote à quem não quer aprender
e só se gloria no mal para aparecer.
Filho das encostas orientais
de três serras que dá vida
à nossa terra assim tem sido
o Rio Cubatão do Sul.
Sob o Sol, a Lua e as estrelas
do Hemisfério Sul não pode
mais sentir o quê tem faltado,
ele precisa ser acarinhado.
Como rio tudo de si tem dado,
e para que dure ser retribuído,
porque da nossa parte é o mínimo.
Haverá vida, riso e paraíso
enquanto deixarmos o rio
cumprir o curso do seu destino.
O meu coração é minh'alma
têm nascentes em Água Doce,
todos os dias renasço
junto com o Rio Chapecó,
mesmo caminhando só.
Com coincidente natureza
de encontro vou me abraçar
com os campos naturais,
porque se ninguém cuidar:
não se refazerão mais.
Podemos usufruir de tudo,
mas para tal é preciso
que se busque o fazer
para que a vida vença e dure
em nome daquilo que há de ser.
Eu não desisto de conversar com educação com ninguém. Só paro de conversar quando realmente não tem mais jeito.
Festa Julina
Junho de nós se despediu,
o Camboatá floriu,
tem gente que nenhum
arraial sequer viu.
Em algum lugar sempre
tem uma Festa Julina
para quem ainda
não conseguiu festejar.
Quando julho terminar
o quê importa é continuar
com a mesma alegria
e orgulho de ser caipira.
Porque estar sempre
a caminho da roça
é o quê nos importa
com fé e arraial pela vida toda.
Quem é Pai presente em todas
as circunstâncias tem
o mesmo espírito de Sumé,
que nesta Terra sem males
deixou pegadas no Caminho do Peabiru,
merece ser sempre lembrado;
O seu legado é um ensinamento
que todo o Pai é necessário,
até para aqueles que por alguma
razão não têm o seu lado a lado.
Por força do destino
onde por oito estrelas
têm a sua régia orientação,
O Deus da Guerra
perderá a sua orientação;
Porque foi ali que a Virgem
deixou a relíquia nas mãos
do Cacique Coromoto
e dele obteve a conversão,
Ali a Via Láctea é mais visível,
e nasceu lugar de pacificação.
(Por mais que uns desejem que não).
De corpo e alma
aquilo que resiste
inegável tem tudo
de Mata Atlântica,
Sobrevivendo
forte e romântica.
O cesto repleto
de Coco-Indaiá,
a inspiração aqui
comigo está,
Para fortalecer
e nada abater.
As folhas cobrem
os ideais que
conferem proteção
aquilo que importa
realmente ao coração.
Tem coração que crê
que virou de pedra
e está trancado com chave,
Na verdade sempre foi seda
e está levemente fechado
é com lacre de cera,
para quando encontrar
outo que o derreta.
Pensar diferente é
questão de existência,
longe de mim querer
mudar o quê você pensa.
No tempo da florada
do belo Angico-Branco,
e de tudo o quê ele traz,
a serenidade vou buscando.
Num tempo em que
um invade o outro,
sempre estarei
pronta para que entre
nós se celebre
sempre um novo acordo.
A boa convivência não
nos pede tanto faz,
e sim pede nós esforços
para viver com paz.
Do melhor o quê
desejo para nós,
de ti o quê quero
nem mais nem menos
do que recíproca mesmo,
Porque ainda só
estamos em setembro.
Para que a caminhada
seja plena diante
tudo aquilo que exige
de nós paciência pela vida inteira.
A vida tem espinhos
flores e frutos tal
qual a Arumbeva,
Como todo o poeta
colho os frutos dos dias
com os pés na terra.
A vida tem subterrâneos,
Nem sempre um convite
É uma boa proposta;
Não fale com estranhos.
A vida não tem preço,
Não se seduza pelo desafio,
E nem se leve pelo desespero.
O mundo por si só já é um perigo
Para tudo existe um recomeço,
Não se entregue, se preserve
Corra para longe do desatino.
A vida tem surpresas,
Não tenha pressa,
Tenha os pés na tua terra,
Não se venda para sorriso largos,
Nem sempre eles são verdadeiros;
O sol nasce para todos, confie,
É só se afastar de convites sorrateiros,
A boa fortuna um dia vem,
O destino escreveu nos seus passos:
Você não nasceu para ser mais uma presa
Do Tráfico Internacional de Pessoas.
- O mundo não nasceu para ter escravos! -
Você não sabe: o boi é cheio de arte
O Boi tem raça, é o dono da festa
O Boi é forte, é o boi da promessa;
O Boi é ameríndio, porta estandarte.
Você não sabe: o boi é educado,
Até o coração do apresentador:
Vive sempre por ele apaixonado.
Ele tem cor da paixão e do pecado,
Da sinhazinha, ele é o enamorado.
Você não sabe: o boi é cheio de paixão
O Boi tem graça, é o dono da ginga.
Quem não sabe que ele é do coração?
O Boi é o Senhor, dono do seu coração.
A festa não tem hora, não tem lugar,
A festa é assim: ela nunca vai acabar.
Chegou o Boi Garantido, sim senhor!
Para o povo do Amazonas levantar...
A batucada como sempre dá o tom,
Com a benção do pajé será tudo de bom.
Você não sabe: o boi é do povão.
O Boi é o Soberano do seu coração,
Das alegorias, ele é a inspiração.
O Boi é o senhor da tua emoção!
O Boi é o Rei da Festa, que bom!
Agora que você já sabe:
Festejar em Parintins, é tudo de bom!
Veja a figura típica, que é o resultado
Da gostosa miscigenação do amor.
O Boi Garantido é filho desse calor,
E assim anunciou o levantador...
Quem não sabe a cor?
A cor do boi é vermelho,
E a outra cor e branca,
Que é a cor de Nosso Senhor.
Despontando a vaqueirada não é lenda,
Riscando bem a estrada da fazenda,
Brilhando o Boi Garantido, meu amor,
O amo do boi é o dono da fazenda,
Do boi ele pensa que é o senhor,
O amo canta os versos mais belos
As estrelas iluminando a noite,
O boi obedece sem nenhum coice.
O Boi com o pajé vai fazendo o ritual,
Seduzindo a sinhazinha de jeito especial,
O vai e vem do boi no passo da evolução,
O Boi mais bonito é o Garantido, ele é sem igual;
Só ele levanta de verdade a nossa emoção,
Não adianta só um bom toador cantar,
Se não tiver o boi, nada vai adiantar...
As tribos indígenas e o tuxauas,
Aqui estão para a galera vibrar,
Chegou a Rainha do Folclore,
Para o Brasil inteiro se encantar..,
A galera se agita, o boi se sacode,
A noite é uma menina que tudo pode.
Nenhuma das mulheres se compara à ela,
Está para nascer alguém que de mim discorde:
A Cunhaporanga sempre será a mais bela!
A saudade não passou,
O presente ainda machuca,
O futuro é um convite,
O poeta tem razão.
É de exuberância monumental,
- a minha vista é do quintal,
À espera da tua presença espiritual.
Lá em Isla Negra perdura
A saudade que você deixou,
O amor que ainda persiste
No rimário de encanto e sedução.
É uma espera sem igual,
- dizem que isso não é normal
Essa espera valerá a paz sem igual.
A saudade não vai passar
O presente irá te trazer,
O futuro irá nos pertencer
- E o poeta há de nos escrever! -
