O Amor tem que ser Alimentado
Tem gente que passa pela vida como quem pisa em areia molhada, achando que vai deixar pegadas eternas… e o mar vem, educado e cruel, e apaga tudo sem pedir licença. Aí a pessoa olha para o horizonte e pensa “preciso ser lembrada”, como se a memória dos outros fosse um cofre inviolável. Spoiler nada é.
Olha o caso de Franz Kafka. O homem escreveu como quem sangra em silêncio, pediu ainda por cima que queimassem tudo depois da morte, quase sabotou a própria eternidade. E o que aconteceu Virou um dos nomes mais estudados do planeta. Agora me diz, com toda sinceridade, de que adianta essa fama póstuma Ele não está aqui para ver alguém sublinhando suas frases num domingo chuvoso, tomando café e fingindo que entendeu tudo.
Mesma coisa com Emily Dickinson. Viveu reclusa, escreveu centenas de poemas, guardou tudo como quem esconde cartas de amor numa gaveta. Morreu sem saber que seria lida por gerações. Bonito para a história, meio sem graça para ela, convenhamos.
E aí a gente fica nessa obsessão estranha de querer ser eterno. Como se virar nome de rua ou tema de prova de escola fosse a grande vitória da existência. A verdade é que tem uma certa vaidade nisso, uma tentativa desesperada de negociar com o tempo, como se dissesse “olha, eu vou morrer, mas me deixa aqui pelo menos em forma de citação”.
Mas a vida não é citação de rodapé. A vida é agora, bagunçada, meio torta, com café derramado e pensamentos pela metade.
Tem gente que tenta se imortalizar nos filhos, como se eles fossem uma continuação garantida. Só que não são. São outras histórias, outros caminhos, outras versões do mundo. Um dia, inevitavelmente, alguém lá na frente vai olhar uma foto antiga e perguntar “quem era mesmo essa pessoa?” e pronto, acabou a eternidade familiar.
E não é triste. É só real.
Talvez o verdadeiro legado não esteja em ser lembrada para sempre, mas em ser sentida enquanto existe. É no que a gente constrói, no que ensina, no jeito que marca alguém sem perceber. É aquela conversa que muda um pensamento, aquele gesto simples que fica ecoando na memória de alguém por anos, mesmo sem virar livro, estátua ou documentário.
Porque no fim das contas, a eternidade é superestimada. O agora é que é subestimado.
E tem uma coisa que eu acho quase revolucionária escrever sobre si mesma. Guardar pedaços da própria vida em palavras, como quem cria um arquivo secreto de sentimentos. Não para o mundo, não para a posteridade, mas para aquela versão futura da gente, meio esquecida, meio cansada, que um dia vai abrir um caderno ou um arquivo e pensar “nossa, eu já fui assim”.
Isso sim tem graça. Isso sim tem vida.
Porque ser lembrada pelos outros é incerto. Mas se reencontrar dentro das próprias palavras… isso é um tipo de eternidade que acontece em vida.
Agora me diz, não é muito mais interessante ser protagonista da própria memória do que virar curiosidade histórica?
E já que você chegou até aqui, clica no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books… vai que um deles vira aquele pedaço de você que o tempo não apaga.
Muitas vezes fugimos da nossa própria companhia por medo do que o silêncio tem a nos dizer. Mas é nesse reencontro consigo mesma que a cura acontece e que percebemos que nunca estivemos sós. Que possamos aprender a abraçar a solitude e a encontrar empatia nas conexões que vão além do olhar.
SerLuciaReflexoes
Entre o longe e o perto, a gente aprende a sentir.
Tem presença que mora na distância,
e ausência que se instala mesmo ao lado.
No fim, não é o espaço que define,
é o que o coração decide guardar.
Não insista
Tem lugar
que te aceita…
desde que você se diminua.
E eu tentei.
Tentei caber,
tentei calar,
tentei ficar.
Mas ficar, às vezes,
é só uma forma lenta
de ir se perdendo.
Então eu fui.
Não por falta de amor,
mas por falta de espaço
pra ser quem eu sou.
Enquanto você aprende a se levantar, alguém também está sendo moldado para não desistir e o tempo trabalha para unir dois processos, não apenas duas pessoas.
"Não espere iniciativa de quem não tem a sua visão. Conquiste o seu merecimento com as próprias mãos."
Quem treina sabe
Músculo tem memória
E se voltar a treinar
Logo ele volta a crescer,
E como posso esconder
Se o coração é um músculo que faz parte do meu ser,
Ele pede pela sua volta para voltar a viver.
O corpo sem treinar definha,
O coração sem amar,
Faz dos olhos um mar
Cheio de água salgada,
Esperando pela embarcação
Que um dia fez morada naquele coração.
-
Leonardo Procópio, Pindamonhangaba.
O poeta não é um fingidor! Ninguém vê o que não é lembrado. Talvez o poeta é poeta pq tem varias vidas. O poeta é um tecedor. O poeta é um novelo de almas que se desenrola em versos. Sombras q só ganham forma na memória. E por isso a poesia é um portal para vidas paralelas, não inventadas, mas resgatadas do limbo do esquecimento.
Tem dias que tudo o que temos é dor…
e mesmo assim, seguimos — porque até a dor, um dia, cansa de ficar.
Nem todos tem capacidade para se adequar às situações! Às vezes a mudança só convém quando é a gente a mudar!
A censura é a ferramenta daqueles que têm a necessidade de esconder verdades de si mesmos e dos outros.
“No método Reiki, aprendemos que não devemos violar o livre-arbítrio alheio. Ninguém tem o direito de modificar uma pessoa que não queira mudar. Cada um tem direito ao modo de vida que preferir.”
"Quando você souber que tem alguma enfermidade física, poderá se preparar para sofrer ou para se recuperar."
