O Amor tem que ser Alimentado

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Sempre disse que uma mulher só se deve casar por amor - e continuar a casar-se até o encontrar.

Até mesmo o Olimpo é um deserto se não existir amor.

O tempo, tudo o consome e apenas o amor o aproveita.

O amor é como o sarampo: quanto mais tarde chega na vida, mais perigoso é.

O amor nascente é tão melindroso, pueril e tímido, que receia desagradar até com o pensamento ao ídolo da sua concentrada adoração.

Camilo Castelo Branco
BRANCO, C., Cenas da Foz, 1857

O que é o amor? - um conto simples, dito de muitas maneiras.

O amor que se acende e se apaga descontinuamente logo se queima.

O amor é o mais agradável episódio do romance da vida, e o casamento o apagador do amor.

Os camaleões alimentam-se de luz e de água: / O alimento dos poetas é o amor e a fama.

Muitos são os remédios que curam o amor, mas nenhum é eficaz.

A honestidade das mulheres é muitas vezes o amor da sua reputação e da sua tranquilidade.

O amor não existe, só há provas de amor.

A clemência dos príncipes não passa muitas vezes de uma política para conquistar o amor dos povos.

No amor, as mulheres são profissionais; os homens, amadores.

Do amor para com a mulher, nasceu tudo o que há de mais belo no mundo.

Primeiro Amor

Quero voltar ao início de tudo
Encontrar me contigo senhor
Quero rever meus conceitos, valores
Eu Quero reconstruir
Vou regressar ao caminho
Vou ver as primeiras obras senhor

Eu me arrependo senhor,
Me arrependo senhor
Me arrependo senhor

Eu quero voltar
Ao primeiro amor
Ao primeiro amor
Eu quero voltar a Deus

O amor-próprio do tolo, quando se exalta, é sempre o mais escandaloso.

Mors Amor

Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,

Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: "Eu sou a morte!"
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"

O amor é como a febre, nasce e extingue-se sem que a vontade tome minimamente parte nele.

Ninguém sente em si o peso do amor que se inspira e não comparte. Nas máximas aflições, nas derradeiras do coração e da vida, é grato sentir-se amado quem já não pode achar no amor diversão das penas, nem soldar o último fio que se está partindo. Orgulho ou insaciabilidade do coração humano, seja o que for, no amor que nos dão é que nós graduamos o que valemos em nossa consciência..

Camilo Castelo Branco
BRANCO, C., Amor de Perdição