O Amor tem que ser Alimentado
Imaginar a felicidade como algo a ser conquistado é assumir uma visão positivista de encarar a vida.
A felicidade numa visão histórico-crítica é relativa, não absoluta, logo, não é algo que pode ser conquistado e sim vivido, portanto, há um erro quando se diz: "eu sou feliz".
Vivemos em um mundo criado por nossas imaginações, onde as satisfações e os medos podem ser os monstros que nos conduz para uma vida de lamentações.
No mundo das superficialidades das redes sociais, o ser humano vive com a necessidade de se autenticar, por meio da aceitação dos que o ver, pois o que ele vive e sente não tem significação sem que outros tenham conhecimento.
Ser educador, é ir além da fronteira do conflito
das ideias preconstruídas ,
conduzindo o seu discípulo à compreenssão
do que ela pode lhe proporcionar.
Ser professor é enxergar na falta de estímulos, a força para continuar acreditando em suas verdades quanto educador.
O estar feliz é diretamente relacionado aos desejos, que podem ou não ser realizados, logo, quanto mais se deseja, maior probabilidade da frustação que conduz a infelicidade.
O certo é o caminho que enxergamos como o que deve ser seguido para chegarmos aos nossos objetivos, embora haja outros que nos levem para o mesmo destino.
Quando o currículo é pensado
como o objetivo final a ser alcançado,
a praxis em sala de aula,
não passa de uma ação padronizada
no modo de transmissão de conhecimentos que ignora a especificidade dos aprendizes, por isso não educa, apenas instrui.
Não acredito que a vida
para ser entendida
precisa ser sofrida,
porque se assim fosse
como seria possível viver
na negação do sofrer e ao mesmo tempo,
compreender o sentido do viver
para os que são fadados
ao fardo de apenas sobreviver?
A vida pode ter sentido ou não
O que pode ser prazeroso para alguns
é desprazer para outros, portanto,
não acredite em fórmulas ideais de viver,
pois somos diferentes
e em nossas diferenças
a felicidade é relativa
O que somos, se não apenas um viver que nem a certeza dela ser cíclica temos, pois se isso fosse verdade, a morte não seria sentida como um fim, mas um recomeço. E com certeza, poderíamos viver a real sensação de felicidades.
Imaginamos ser o que não somos,
para podermos ser capazes de vencer
a frustação da certeza de sabermos
de nossa incapacidades de sermos.
Quando busco a aceitação do meu eu, deixo de ser o que realmente sou, para ser o que não sou e assim assumir um viver que não é vivido por mim, para satisfazer o meu eu que não sabe o eu sou.
A educação apresenta uma excelência por meio do fazer diferente, que na verdade nao o faz, de ser significativo, que ao final não consegue o significado desejado, porque o foco não é a produção, mas a exposição de como está sendo produzido.
A felicidade para ser sentida por meio da aceitação do outro, não é felicidade é necessidade de ser aceita.
A solidão é um peixe que nada em um oceano repleto de outros peixes, sem perceber e ser percebido por eles.
