O Amor tem que ser Alimentado
A disseminação do bolsonarismo criou um tipo incomum: O socialista antissocial! Afinal, como ser sociável com um ser intragável!
Há um ponto da consciência em que a solidão deixa de ser uma emoção e se revela como a única realidade que jamais nos mentiu. Todo o resto, amor, pertencimento, esperança, identidade, talvez não passe de uma arquitetura frágil erguida pelo medo para impedir que enxerguemos o vazio em sua forma mais pura.
A multidão não nos salva. Apenas multiplica a evidência de que cada ser humano está condenado à prisão de uma consciência inacessível. Ninguém atravessa a fronteira do outro. Compartilhamos palavras, gestos, corpos e lembranças, mas nunca o peso exato daquilo que somos. Existimos lado a lado, separados por um abismo que nenhuma linguagem consegue preencher.
Olhar para dentro é cometer um crime contra todas as ilusões que tornavam a vida suportável. Quanto mais profundamente descemos, menos encontramos uma essência. Há apenas camadas de medo, de memória e de desejo, até que, por fim, resta um silêncio antigo, indiferente, onde até mesmo o "eu" começa a se dissolver. Talvez nunca tenha existido alguém ali. Apenas uma sucessão de pensamentos tentando convencer o vazio de que possuía um nome.
O sofrimento não nos purifica. Não nos torna melhores. Apenas retira, um a um, os véus que protegiam nossos olhos. E quando o último deles cai, compreendemos que o universo jamais precisou de nós para continuar existindo. A nossa ausência teria o mesmo peso da nossa presença: nenhum.
É nesse instante que a solidão alcança sua forma definitiva. Já não esperamos ser compreendidos, porque percebemos que compreender completamente outra consciência é impossível. Já não esperamos sentido, porque todo sentido nasce da necessidade humana de suportar o insuportável. Já não esperamos consolo, porque até o consolo é apenas uma pausa antes do mesmo silêncio.
Talvez a lucidez seja isso: a lenta destruição de todas as mentiras que chamávamos de vida, até restar apenas uma consciência desperta diante da imensidão indiferente do universo. E então compreendemos a verdade mais cruel: não é o vazio que habita dentro de nós. Somos nós que, por um breve e inexplicável instante, habitamos o vazio.
- Tiago Scheimann
Descobri que nas incertezas da vida o bom senso pode ser fatal, qualquer erro se justifica na busca do auto-conhecimento, titubear as vezes pode te levar a se perder para sempre.
As oportunidades são únicas; as águas que passam sob as pontes nunca são as mesmas, os rios se renovam. Mesmo em proporções ínfimas diante dos mares sempre estão em posição superior, apesar de sempre doarem suas águas, nunca ficam vazios!!!
Em a Inveja do Meu Eu.
Deve ser para isto que servem os sonhos:
lembram-nos daquilo que o subconsciente ignorou.
Talvez por medo, trauma, sei lá. Minha solidão, por fim, resulta na minha falta
de interesse naquilo que é tão simples:
Juliano Assis
O que voce gosta pode não ser bom nem lhe fazer bem. Exemplo: álcool, igreja, políticos, televisão, etc.
Não é por ter caido e estar no chão que você é o único ser sem sorte e sem uma boa vivência no mundo.
lembra-se que no subsolo existe seres que estão mesmo na pior, você está sendo egoísta e fraco. Levante-se e caminhe.
Ser alguém gentil não se define pela aparência, você pode ser considerado feio e ser gentil ao mesmo tempo
Com o passar do tempo, o ser humano se transformou em um defensor de baboseiras. Os fatos se tornaram opiniões e sem perceber, extinguimos o inquestionável do mundo.
A onisciência divina deve ser um tédio absoluto. Imagina saber de antemão que cada oração é apenas um pedido de aumento de salário ou a cura de uma unha encravada.
Chamam de tradição aquilo que sobreviveu não por ser verdadeiro, mas por ter sido imposto com eficiência.
A civilização só será real no dia em que a dignidade de um homem não puder ser comprada nem pelo ouro, nem pela promessa de salvação.
Ser "neutro" em um mundo de opressão é apenas uma forma polida de segurar o chicote para o opressor.
O ego é um vigia noturno que acredita ser o dono do prédio. Ele passa a vida trancando portas, sem perceber que o que ele mais teme já está do lado de dentro.
A vida não é a busca de um fardo pesado para se carregar, nascemos para ser livres e não escravos, podemos mudar e buscar algo mais leve sempre que necessário.
Sim, vamos todos morrer e ser esquecidos. Mas entre agora e a morte, podemos amar, criar, lutar, construir. O niilista enxerga só a morte. O humanista enxerga o "entre".
Eu mudo de rota a cada dez anos porque me recuso a ser o museu de mim mesmo. Se eu não me trair de vez em quando, acabo virando estátua, e estátua só serve para os pombos da mediocridade cagarem em cima.
