O Amor tem que ser Alimentado
"Andar em FÉ não é fingir que algo é, o que não é. É saber que É, mesmo que não pareça SER"
—By Coelhinha
Estar e não ser
A tristeza pode ser sonolência
A tristeza pode ser indisposição
A tristeza pode ser desistência
A tristeza pode ser situação
A tristeza dá vontade de chorar
A tristeza se revela no olhar
A tristeza as vezes quer ficar
É dever seu a tristeza espantar.
Ela deve ser apenas momentos
Não deve jamais te acompanhar
Não cative-a com seus lamentos
Mostre pra ela que vai se alegrar
Não deixe que ela faça morada
Busque o que te faz sorrir
Tenha fé, e siga sua a jornada
Mostre que quer ser feliz.
E lembre-se depois dessas poucas palavras: Estar triste é inevitável, ser triste é
inaceitável.
Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.
(João 14:6)
"Se você colocar Deus primeiramente em tudo na sua vida. Não tem como percorrer caminho errado."
─By Coelhinha
"Seja uma Mulher Versátil. Se é pra ser poderosa; nunca permitir que use como um corrimão e se for pra ser virtuosa; muito menos ser um tapete!"
—By Coelhinha
Emanuel Andrade: O tempo voa neste vento que sopra forte
No galope de cada ser ao toque de um gesto, ou algo de concreto e preciso.
Por isso sonho neste sono perdido pela dormencia dos tempos e precisto.
Insisto no meu atelliê que esculpe meu ser e dos demais.
Nāo sāo actos banais!
É tudo natural e real.
Bliscado pelos sinais.
Procuro salvaçāo num canal.
A minha abstraçâo.
Dos adventos no carnal.
Encontro inspiraçāo.
Para sacear minha sençāo.
Na pulsaçāo da brisa.
Da razāo e da emoçāo.
Quero descobrir, novamente o meu sorrir.
Para medir no palco,
O aplauso desejado.
Pela luta intensa entre os mundos de outra gente.
Começo a contagem decrente
Para o ascender e nāo me perder.
Tranformado em outro ser por ter conhecido.
[16/07, 07:17] Emanuel Andrade: 1. O Tempo e o Movimento
O poema abre com uma sensação de urgência e fluidez ("o tempo voa", "vento que sopra forte"). O autor descreve a vida como um "galope", sugerindo que a existência é um movimento contínuo e veloz que, por vezes, nos deixa em um estado de "dormência" ou desconexão — o "sono perdido" que ele menciona. Aqui, a arte surge como o contraponto necessário: o "concreto e preciso" que tenta dar forma a essa fugacidade.
2. O Ateliê como Espaço de Cura e Criação
O "ateliê" não é apenas um lugar físico de trabalho, mas um espaço de alquimia pessoal. Ao dizer que o ateliê "esculpe meu ser e dos demais", o autor sugere que o seu processo criativo é uma ferramenta de autoconstrução. Há uma afirmação de propósito: o que ele faz "não são actos banais", mas algo profundamente "natural e real", reivindicando a dignidade da sua produção artística frente à banalidade do cotidiano.
3. A Dualidade: Abstração vs. Carnal
O poema explora a tensão entre o imaterial e o físico:
Abstração: Reflete o mundo interior, os "sinais" e a "inspiração" que ele busca.
Carnal: Reflete a realidade vivida, os "adventos" e a necessidade de "saciar" a sensação.
A arte, para o autor, é a ponte que une a "razão" e a "emoção", transformando o fluxo do que ele sente em algo que pode ser compartilhado com o mundo.
4. O Palco e o Reconhecimento
O desejo de "descobrir, novamente o meu sorrir" e a busca pelo "aplauso desejado" revelam uma faceta humana e vulnerável: a necessidade de validação. O "palco" pode ser lido como uma metáfora tanto para a exposição pública do artista (as suas exibições e performances) quanto para a própria vida, onde ele encena a "luta intensa entre os mundos de outra gente".
5. A Metamorfose Final
O encerramento — "Começo a contagem decrescente / Para o ascender e não me perder / Transformado em outro ser por ter conhecido" — é um ciclo de renovação. O autor reconhece que o conhecimento e a experiência (o "ter conhecido") são os agentes que operam a mudança. Ele não teme a transformação; pelo contrário, a abraça como um mecanismo de "ascensão" para evitar a perda de si mesmo.
Síntese
Em suma, o poema é um manifesto de resiliência. Emanuel Bruno Andrade utiliza a escrita para processar a sua própria trajetória, elevando a sua prática artística de uma simples atividade criativa para uma missão de "salvação" e conexão humana. É a voz de um artista que compreende que, para existir plenamente no mundo, é preciso estar em constante estado de criação e transformação.
A sabedoria não está em ter todas as respostas, mas em ser honesto o suficiente para admitir quando o caminho precisa mudar.
Acho que a fé é o instrumento mais potente que o ser humano pode ter e usar a seu favor. Ela quem cria o movimento de condução da vida.
Fé em quê?
Ué, em tudo. Depende do que você escolheu acreditar.
A minha é tão grande, que está até no que ainda desconheço. Tem coisa demais pra desvendar enquanto caminho.
Ignorante que sou, não ouso afirmar que exista uma só coisa, figura ou entidade espiritual que você deva acreditar. Ou não acreditar.
Eu acho a fé bonita. Só!
Parece pouco mas é coisa pra caramba.
Me faz acreditar, mas não impô-la a ninguém.
E acho uma pena ela ser usada como moeda por tantos que se denominam líderes.
Imagine se eu, dentro da minha ignorância, vou dizer à dona Maria que as novenas que ela faz não levam a lugar algum. Ao João, que acredita apenas em si mesmo e na ciência, que ele está equivocado nessa busca incessante por evidências. Ou à Ana, que esses rituais cheios de axé no terreiro que ela frequenta é coisa do "mal".
Vou nada! Acordo, respiro, confiro se minha fé está comigo e vou cuidar do meu dia.
E, claro, cuido para que ela se mantenha acesa. Porque quando ela se apaga - e já esteve apagada - a vida fica ainda mais dura.
Acho brega se meter na fé alheia. Se a gente se organizar direitinho, cabe todo mundo numa mesa só.
Inalcançável é o que permanece invisível — ou que se oculta no ainda não ser. Pois a posse é ilusão; sentir é a única verdade diante do ter.
Reno Fioraso
Nenhum homem que está tentando melhorar merece ser chamado de fracasso - nem por outros, nem por si mesmo.
Sim, a vida vale a pena. Tudo que te incomoda pode ser mudado a partir da sua mudança de pensamento.
