O Amor Natural
O amor poderia ser moeda de leveza por ser a simbologia da liberdade. Ser livre é poder proferir felicidade por estar bem consigo mesmo. Estar bem consigo é não ter que esconder sentimentos, não ter que olhar o passado. Porque amar é renovar os dias com planos e sorrisos, não lamentar. O amor é um investimento que lucra poeticamente. É preciso de muita sensibilidade no bolso esquerdo da camisa para ser um milionário. O amor tem o quê de ridículo. Às vezes como moeda de cara ou coroa, ele alterna entre amor e orgulho. Mas tem que ter muita cara para poder coroar-se o orgulhoso e ter muitos motivos para não servir de troco. Para amar não é preciso do poder para controlar seu valor, nem vestir as armaduras, nem que sua imagem seja ladeada, muito menos de dísticos. O amor pode ser troca, menos compra. É preciso amar sem escudos, é preciso somar, é preciso partilhar de si mesmo.
A vingança é o vazio, enquanto que o amor é a grandeza da alma. Por isso nunca deixarei de acreditar no amor, principalmente quando rezo à noite e deito a cabeça no travesseiro. O amor é verdade!
Não é falta de amor, é amor de sobra. Quem tem Deus no coração, o amor não esgota. Ele brota todas as manhãs como botão de rosa.
Tenho dó das 'falsas mulheres', as que fingem ter um amor sem nem saber o que é ter um de verdade. As que se contentam com a ilusão e preferem esconder a realidade. Tenho dó das 'falsas amantes' que não duram o tempo que vestem suas máscaras porque quando se despem os homens de despedem. Tenho dó das 'falsas amadas' que pagam pra ter tudo, mas sentimento verdadeiro não tem preço. Tenho dó das 'falsas forçadas' que fazem de tudo pra ser o que não é, e de tanto forçar a barra, vive cansada. Tenho preguiça de gente que tenta chamar a atenção e não é nada. De passatempo eu só gosto do biscoito.
Não economizo amor, invisto. Não engulo amor, respiro. Não silencio amor, grito. Não guardo amor, demonstro. Não escondo amor, escandalizo. Não unifico amor, pluralizo. Não sonego amor, declaro. Não desprezo amor, abrigo. Não verbalizo amor, pratico. Não divido amor, multiplico. Não publico amor, politizo. Não prendo amor, liberto. Não julgo amor, aceito. Não torturo amor, sinto. Não desenho amor, pinto. Não soletro amor, poetizo. Não espero amor, faço. Não cobro amor, eu amo.
