O Amor Nao se Espera Nao se Pede Nao se Implora
Definem-nos o milagre: uma derrogação das leis da natureza. Não as conhecemos; como saberíamos que um fato as derroga?
Amas ou não uma mulher, mas não sabes porquê. Como hás-de poder saber a razão do bem e do mal?
Em arte não nos sujeitamos às leis do mundo, mas àquelas da arte, que está vinculada às leis da consciência.
Como saber que se falhou, se não sabendo como não falhar? Mas então porque se falha? E se saber que se falha é realmente ignorar como se não falharia? Sabemos de outros que não falharam, porque sabemos então neles o que é não falhar.
A vida é amarga e doce. Por isso não há outra forma de descrevê-la senão captando esses dois sabores.
Porquê não considerar todas as religiões positivas como a forma que o pensamento humano em cada região deverá necessariamente tomar, e que continuará a tomar, em vez de fazer de uma dessas religiões o objeto dos nossos risos ou das nossas cóleras?
Muito pouco se padece na vida, em comparação do que se goza; aliás, não sendo assim, como se viveria?
Em ciência não existe um erro tão grosseiro que, amanhã ou depois, sob alguma perspectiva, não pareça profético.
Se tiver todos os fatos, o seu juízo será correto; se não tiver todos os fatos, não pode ser correto.
Só são paixões as que nos tocam primeiro e nos surpreendem; as outras não passam de ligações a que levamos voluntariamente o nosso coração. As verdadeiras inclinações arrancam-no mesmo quando não queremos.
