O Amor Nao se Espera Nao se Pede Nao se Implora

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Joseph Conrad uma vez escreveu: "Quem sabe o que felicidade verdadeira é? Não no sentido convencional, mas no terror puro. Para os solitarios ela usa uma máscara. O indigente mais miseravel abraça alguma memoria ou um pouco de ilusão".

Triste é quem fica o tempo todo a pensar na vida que passa despercebida, por não ter sido bem vivida.

Se o mundo não se adapta a você, você se adapta ao mundo.

O que os olhos não vêem

Havia uma vez um rei
num reino muito distante,
que vivia em seu palácio
com toda a corte reinante.
Reinar pra ele era fácil,
ele gostava bastante.

Mas um dia, coisa estranha!
Como foi que aconteceu?
Com tristeza do seu povo
nosso rei adoeceu.
De uma doença esquisita,
toda gente, muito aflita,
de repente percebeu...

Pessoas grandes e fortes
o rei enxergava bem.
Mas se fossem pequeninas,
e se falassem baixinho,
o rei não via ninguém.

Por isso, seus funcionários
tinham de ser escolhidos
entre os grandes e falantes,
sempre muito bem nutridos.
Que tivessem muita força,
e que fossem bem nascidos.
E assim, quem fosse pequeno,
da voz fraca, mal vestido,
não conseguia ser visto.
E nunca, nunca era ouvido.

O rei não fazia nada
contra tal situação;
pois nem mesmo acreditava
nessa modificação.
E se não via os pequenos
e sua voz não escutava,
por mais que eles reclamassem
o rei nem mesmo notava.

E o pior é que a doença
num instante se espalhou.
Quem vivia junto ao rei
logo a doença pegou.
E os ministros e os soldados,
funcionários e agregados,
toda essa gente cegou.

De uma cegueira terrível,
que até parecia incrível
de um vivente acreditar,
que os mesmos olhos que viam
pessoas grandes e fortes,
as pessoas pequeninas
não podiam enxergar.

E se, no meio do povo,
nascia algum grandalhão,
era logo convidado
para ser o assistente
de algum grande figurão.
Ou senão, pra ter patente
de tenente ou capitão.
E logo que ele chegava,
no palácio se instalava;
e a doença, bem depressa,
no tal grandalhão pegava.

Todas aquelas pessoas,
com quem ele convivia,
que ele tão bem enxergava,
cuja voz tão bem ouvia,
como num encantamento,
ele agora não tomava
o menor conhecimento...

Seria até engraçado
se não fosse muito triste;
como tanta coisa estranha
que por esse mundo existe.

E o povo foi desprezado,
pouco a pouco, lentamente.
Enquanto que próprio rei
vivia muito contente;
pois o que os olhos não vêem,
nosso coração não sente.

E o povo foi percebendo
que estava sendo esquecido;
que trabalhava bastante,
mas que nunca era atendido;
que por mais que se esforçasse
não era reconhecido.

Cada pessoa do povo
foi chegando á convicção,
que eles mesmos é que tinham
que encontrar a solução
pra terminar a tragédia.
Pois quem monta na garupa
não pega nunca na rédea!

Eles então se juntaram,
Discutiram, pelejaram,
E chegaram à conclusão
Que, se a voz de um era fraca,
Juntando as vozes de todos
Mais parecia um trovão.

E se todos, tão pequenos,
Fizessem pernas de pau,
Então ficariam grandes,
E no palácio real
Seriam logo avistados,
Ouviriam os seus brados,
Seria como um sinal.

E todos juntos, unidos,
fazendo muito alarido
seguiram pra capital.
Agora, todos bem altos
nas suas pernas de pau.
Enquanto isso, nosso rei
continuava contente.
Pois o que os olhos não vêem
nosso coração não sente...

Mas de repente, que coisa!
Que ruído tão possante!
Uma voz tão alta assim
só pode ser um gigante!
- Vamos olhar na muralha.
- Ai, São Sinfrônio, me valha
neste momento terrível!
Que coisa tão grande é esta
que parece uma floresta?
Mas que multidão incrível!

E os barões e os cavaleiros,
ministros e camareiros,
damas, valetes e o rei
tremiam como geléia,
daquela grande assembléia,
como eu nunca imaginei!

E os grandões, antes tão fortes,
que pareciam suportes
da própria casa real;
agora tinham xiliques
e cheios de tremeliques
fugiam da capital.

O povo estava espantado
pois nunca tinha pensado
em causar tal confusão,
só queriam ser ouvidos,
ser vistos e recebidos
sem maior complicação.

E agora os nobres fugiam,
apavorados corriam
de medo daquela gente.
E o rei corria na frente,
dizendo que desistia
de seus poderes reais.
Se governar era aquilo
ele não queria mais!

Eu vou parar por aqui
a história a que estou contando.
O que se seguiu depois
cada um vá inventando.
Se apareceu novo rei
ou se o povo está mandando,
na verdade não faz mal.
Que todos naquele reino
guardam muito bem guardadas
as suas pernas de pau.

Pois temem que seu governo
possa cegar de repente.
E eles sabem muito bem
que quando os olhos não vêem
nosso coração não sente.

Não permita que o outono lhe tire
a esperança da primavera.

Talvez o amanhã não exista, o amanhã é só uma palavra que inventamos para não dizer Adeus.

O telefone não toca. Dói. Mas é Deus que me poupa.

Clarice Lispector
Todos os Contos. Rio de Janeiro: Rocco, 2016.

Nota: Trecho do conto Brasília.

...Mais

Tenho pena de quem não sabe viver, se doar, amar e dizer as coisas na cara.

Pior que a dor de uma magoa é magoar a pessoa amada, assistir seu sofrimento e não poder mudar o passado.

Assim como as flores, sentimentos que não são regados com ternura e cuidados diariamente, acabam por morrer.

Desejos são intenções superficiais. Sonhos são projetos de vida. Desejos não resistem ao calor dos problemas, por isso, sonhe!

Lembrai, lembrai do cinco de novembro
A pólvora, a traição, o ardil
Não sei de uma razão para que a traição da pólvora
Seja algum dia esquecida.

Seus olhos encaram os meus, e percebo que não quero o contato visual que deseja porque ele me desmonta, pedaço por pedaço. (Convergente)

Veronica Roth
Convergente

Meu pai me perguntou: Você é gay? Eu perguntei pra ele: Importa? Ele disse: Não, não realmente... Eu disse pra ele: Sim, eu sou. Ele disse: Fora da minha vida. Creio que ele se importava. Meu chefe me perguntou: Você é gay? Eu perguntei pra ele: Importa? Ele disse: Não, não realmente... Eu disse pra ele: Sim, eu sou: Ele disse: Está despedido! Creio que ele se importava. Meu amigo me perguntou: Você é gay? Eu perguntei pra ele: Importa? Ele disse: Não, não realmente... Eu disse pra ele: Sim, eu sou. Ele disse: Não me considere mais seu amigo! Creio que ele se importava. Meu companheiro me perguntou: Você me ama? Eu perguntei pra ele: Importa? Ele disse: Não, não realmente... Eu disse pra ele: Sim, eu te amo. Ele disse: Deixa-me te abraçar. Pela primeira vez na minha vida, algo importava. Deus me perguntou: Você se aceita? Eu perguntei pra ele. Importa? Ele disse: Sim... Eu disse pra ele: Como posso me aceitar, se sou gay? Ele disse: Porque é assim que eu te fiz. Desde então, somente isso me importa.

Talvez seja eterno, mas não dure muito.

Amar não é simplesmente uma atração por outra pessoa, e sim aquilo que você sente por dentro que não consegue explicar o que esta acontecendo...

Se quisesses voltar, não te receberia...
E por estranho que pareça, não te receberia
porque te quero ainda...

Adoro as indiretas de quem sabe julgar e com o mesmo dedo que me aponta não consegue nem se enxergar .

Não subestime uma pessoa por se achar melhor que ela, porque o amanhã é que dirá realmente quem é você

Pena é não haver um manicómio para corações, que para cabeças há muitos.