O Amor Nao se Espera Nao se Pede Nao se Implora
Fé não é sobre o que se pede.
Mas sim, o que se recebe.
Amor não é sobre o que se ganha.
Mas sim, o que se dá.
Sorrir não é sobre ser feliz.
Mas sim, não ser triste.
Acreditar não é sobre entender.
Mas sim, fazer acontecer.
Do Amor que Não é Água Parada
Não te ensinaram o mais perigoso dos segredos, o amor não pede permissão, ele é.
Chega como o sol da manhã, não como a luz tímida de uma vela que se pode apagar.
E se um dia ele bater à tua porta, não lhe ofereças o pão morno da prudência.
Porque o amor que é moderado é uma flor de plástico, tem a forma da beleza, mas não tem o perfume da vida.
Há os que buscam o amor como um refúgio, um porto seguro contra a solidão.
E fazem dele uma casa aconchegante, com janelas fechadas para o vento.
Mas eu te digo:
O amor não é abrigo! É a tempestade que arrasa a casa para que você relembre o céu.
É fogo que consome a lenha morna da tua existência comodista.
O que é morno não queima, é verdade. Mas também não aquece a alma, que é de gelo e de estrela.
O amor insípido é a maior das traições a si mesmo.
É uma concha vazia na praia, que acredita ser oceano porque um dia a água a tocou.
É um beijo dado com os lábios cerrados, um abraço que calcula a distância entre dois corpos.
É a comida sem sal, que sacia a fome do estômago, mas deixa o espírito em jejum.
Porque o amor, quando é, é intenso ou não é.
Ou é um grito que parte o silêncio ao meio, ou é apenas um eco cansado.
Ou é um rio que transborda e altera o mapa dos teus dias, ou é um filete de água estagnada, criando limo.
Ama, pois, com a fúria dos que não temem a destruição, porque só o que é intenso conhece a verdadeira reconstrução.
Entrega-te não como quem depõe uma arma, mas como quem mergulha no abismo, certo de que voarás ou encontrarás as profundezas que te habitam.
Porque o amor morno não perde, é verdade. Mas também não ganha. Apenas... permanece. E permanecer é a morte disfarçada de vida.
Que a tua entrega seja um vulcão, não um braseiro controlado.
Pois é melhor a cinza do que foi intenso, do que a perfeição intacta do que nunca se ousou ser...
Amor e ódio caminham lado a lado, como dois extremos de uma mesma emoção que não pede licença. Um dia, o coração se aquece com lembranças doces, sorrisos que parecem eternos e promessas silenciosas que só ele entende. No outro, a mesma memória corta como lâmina, deixando raiva e decepção queimando na pele.
É estranho como alguém pode ser capaz de provocar tanto afeto e tanta dor ao mesmo tempo. O amor nos dá asas, mas o ódio nos ancora; o amor nos ilumina, mas o ódio nos cega. E, no meio disso, aprendemos que a linha que separa os dois sentimentos é tênue, quase imperceptível. Talvez por isso, aqueles que amamos profundamente também sejam capazes de nos ferir com a mesma intensidade.
No fim, amor e ódio são faces da mesma moeda: paixão que não se mede, que nos transforma, que nos lembra que viver é sentir, mesmo que doa.
Glaucia Araújo
O amor é espetacular entra e sai não pede licença nem deixa espaço vazio, é lógica razão sábio, o amor não tumultua o equilíbrio.
Não aceite um amor que te pede para diminuir o seu brilho para que o outro não se sinta na sombra. O amor verdadeiro é combustível, nunca extintor.
Overdadeiro amor, aquele que vem de Deus, não pede a nossa ruína; ele nos restaura, nos faz florescer, nos devolve a nós mesmos.
O amor que me cura não exige perfeição. Ele pede apenas coragem para chegar com as mãos vazias. Acolhe os termos e as condições sem contrato. E na simplicidade do gesto, tudo se transforma. Porque amor que exige pouco é o que mais dá.
Amor saudável não pede que ninguém se anule para caber nele...
ele acolhe sem ferir e permanece sem dominar.
As sem-razões do amor
O amor não pede licença à lógica,
chega quando não é chamado
e permanece mesmo sem explicação,
feito chuva mansa em dia inesperado.
Amei sem saber o motivo,
sem rumo, sem garantia.
Meu coração escolheu antes da mente,
e eu apenas segui o que pulsava.
Há amores que não resolvem a vida,
mas dão sentido ao caos.
São as sem-razões do amor,
existindo mesmo quando tudo falha,
mesmo quando doem,
ensinam a ficar inteiro.
Porque amar não é cálculo nem acordo:
é entrega sem defesa,
é aceitar que algumas coisas
só existem porque não têm razão.
O amor não pede que você tenha medo de errar, nem transforma o afeto em constante tensão. Quando uma relação exige que você viva sob pressão para ser aceito, talvez já não seja o amor que esteja conduzindo o vínculo, mas o medo de perdê-lo
-Jouberth Toffoli
Auto - permitir - se!
Amor não se mede, não se compara
Não cobra e nem se pede.
Vem de repente simplesmente
Quando não se espera logo se sente.
De joelhos alguns pedem para um o ter
Já outros rogam pra um dia esquecer.
Uns se fecham e não mais querem tentar
Outros conhecem o gostinho do amor e preferem arriscar.
Uns pensam que todos irão fazê-lo sofrer
Outros acolhem um novo amor e se permitem viver
Alguns se chocam 24hs com uma realidade cruel
Outros se permitem sonhar e sem pesares chegar até o céu.
Viemos todos no mundo para encontrar um alguém
Que seja imperfeito, mas que não seja ninguém
Que não esteja a postos pra tudo que precise vir
Mas que esteja sempre ao lado sem medo de sentir.
Existem pessoas certas em momentos certos e visíveis
Mas com erradas auto-sabotagens que se tornam previsíveis
Que tem nas mãos uma chance de ser feliz
Mas que preferem não aceitar e depois se indagar “o que foi que eu fiz?”
