O Amor Nao se Espera Nao se Pede Nao se Implora
A estabilidade nos dá uma
Sensação de posse.
Mas não possuímos nada:
Nem bens materiais,
Nem o corpo, nem nossos
Pensamentos, nem eu ,nem
Pais, nem filhos,
Nem a vida — nem nada.
Se algo pode ser tirado de
Você, você não possui
Isso. Tudo pode ser
Tirado de você.
Exceto a salvação de
Sua alma em Jesus Cristo.
A solução está nos pequenos
detalhes, e quem está atento
consegue enxergar o que
muitos não observam.
A sinceridade d'Ele chegou bagunçada, como um quarto que ninguém arrumou há dias. E Ela não pediu que ele arrumasse — Ela disse: "senta comigo aqui no meio da bagunça que a gente vai arrumando juntos.
E um novo capítulo se inicia para Eles.
... coisas sobre Ele e Ela
Inalcançável é o que permanece invisível — ou que se oculta no ainda não ser. Pois a posse é ilusão; sentir é a única verdade diante do ter.
Reno Fioraso
“Não basta desejar a conquista. É preciso desejar a vida que será construída após a conquista. Quando existe um propósito para o depois, o objetivo deixa de ser um troféu e se torna uma ferramenta.”
Está tudo errado com quem depende da não existência do outro para ficar bem e também com aqueles que conseguem se sentir felizes diante do sofrimento alheio
as igrejas atuais se agarram a bíblia onde não está a fé, só um código de poder antigo. Lei divina é amar.
Ainda hoje é preciso que pessoas negras se assumam como negras. Não há o que inventar: dentre os que se julgam brancos, pardo é preto.
Lembra-se daquele seu pedido a Deus?
Agradeça! Ele já respondeu,
só que você não percebeu.
Às vezes, a resposta não é a que esperávamos,
mas é a melhor para nós.
O mar não está morto; a morte é um paradigma de vida que contempla aquilo que não foi esquecido.
Reno Fioraso
A vida escapa às fórmulas perfeitas: nela, união e separação não seguem regras fixas, mas dançam conforme a imprevisibilidade do tempo, lembrando-nos de que o sentido das coisas raramente se revela na lógica, e quase sempre no mistério.
"O Silêncio de Não Ser Pai"
Não sou pai. E há nisso um espaço — não de vazio, mas de eco. Um campo onde o tempo passou, e deixou intacta uma terra que poderia ter sido semeada.
Não ser pai não é ausência de amor.
Talvez, seja amor que não precisou de nome, que não se debruçou sobre berços, mas se espalhou em gestos, em presenças sutis, em silêncios partilhados.
O mundo, com sua pressa de moldar destinos, parece esperar que todos sigam a mesma trilha: encontrar, gerar, ensinar, repetir. Mas e aqueles cujos passos desenham outro mapa? E aqueles que escutam a vida por outros ângulos, sem o riso de um filho chamando pelo corredor?
Às vezes penso: teria sido bonito... Ser chamado de pai com a voz trêmula de uma criança, encontrar meu rosto espelhado em outro pequeno rosto. Talvez um dia. Talvez nunca. E tudo bem.
Há paternidades que não vestem título.
Há frutos que não brotam do sangue, mas do cuidado que deixamos pelo caminho. Já fui abrigo, já fui raiz, mesmo sem ter dado nome a ninguém.
Não ser pai é, por vezes, um caminho mais silencioso.
Mas há sabedoria no silêncio, há paz em aceitar que a vida se desenha também nas entrelinhas. E que o que não foi, ainda assim, pertence ao que somos.
O mundo não testemunha suas guerras internas nem responde às suas dores. Por isso, faça de si o próprio motivo: lute, atravesse o caos e vença sem precisar ser visto.
O homem vive sob um pacto silencioso: suportar tudo e não reclamar de nada. Desde cedo, aprende que sua dor não importa, que fraqueza é vergonha e que pedir ajuda é quase um crime. Cobram dele força, estabilidade, solução — mas ignoram completamente o que ele sente.
Quando cai, é julgado. Quando falha, é descartado. Quando sofre, é mandado engolir seco. Seu valor não está em quem ele é, mas no que consegue entregar.
No fim, o homem não é visto como humano, mas como ferramenta. E quando quebra, simplesmente substituem.
A pior pobreza é a espiritual — não aquela que se mede em cifras, mas a que se revela na indigência da alma: quando o homem, já destituído de si, abdica da própria consciência e se acomoda na confortável degradação do nada. É a miséria de espíritos que, incapazes de sustentar um pensamento elevado ou um gesto autêntico, refugiam-se na mediocridade coletiva e ainda a celebram como virtude. Nessa falência íntima, o indivíduo apodrece em silêncio, e a sociedade, cúmplice, erige sua decadência como norma — um coro de consciências anestesiadas, onde a ausência de grandeza já não constrange, apenas se reproduz.
