O Amor e para os Fracos
Você conhece a minha visão sobre o mundo, Joe? Existe o bem e existe o mal, mas você tem que lutar.
Muito bem, você é procurada por assassinato. Só para minha analogia, vamos supor que você fez isso. John Ruth quer levar você até Red Rock para ser julgada por assassinato. E, se for considerada culpada, o povo de Red Rock vai enforcá-la na praça da cidade, e eu, como carrasco, farei a execução. E se todas essas coisas acabarem acontecendo, é isso que uma sociedade civilizada chama de "justiça". Entretanto, se os parentes ou amigos das pessoas que você matou estivessem lá fora neste momento, e depois de quebrar essa porta, eles a arrastassem pela neve e a pendurassem pelo pescoço, isso, seria um linchamento. Agora, a parte boa do linchamento é que aplaca a sede de vingança. A parte ruim é que pode fazer o certo se tornar errado. (...)
A diferença sou eu. O carrasco. Para mim não importa o que fez. Quando eu enforcar você, não terei satisfação pela sua morte. É o meu trabalho. Enforco você em Red Rock, parto para outra cidade e enforco outro lá. O homem que puxa a alavanca, que quebra o seu pescoço, será um homem imparcial. E essa imparcialidade é a essência da justiça. Justiça aplicada sem imparcialidade corre sempre o risco de não ser justiça.
Desejo sem ação é ficção. Desejo com ação é realização. A chave da vida é a ação. Pensar e falar é muito fácil. Agir que é realmente difícil. Diante do dilema entre fazer e não fazer, não hesite: faça, faça, faça!
Sempre soube muito bem pegar no seu cabelo, não muito na ponta, não muito perto da cabeça, tinha uma distância certa, distância que só eu sabia. Sempre soube muito bem te beijar, mordidas, barba, mãos e a boca era só complemento do que definimos como “nosso beijo”. Você era gostosa, sem pudor, gostosa. Tapas em forma de carinho, beijos em forma de agressão, tudo trocado, safadeza, delicadeza e intensidade, éramos assim. E assim te fiz lembrar como sou consciente do meu potencial em te fazer feliz.
Te quero. Não sei se pra sempre, agora ou depois, mas eu quero você. Quero você de um jeito que só eu posso querer, ou pelo menos de um jeito que só eu acho que posso querer. Não vou te implorar pra ficar comigo, não vou te falar nada além de: “fiquei comigo se você quiser, pois eu quero.” Isso já diz tudo, sem muitas palavras, sem muito romantismo, quero você simplesmente por querer alguém com fibra ao meu lado, que tenha garra o suficiente para crescer e andar comigo, não a frente, não atrás, e sim ao meu lado.
O segredo é saber mesclar carinho e safadeza, de um jeito que só de olhar você já saiba quando ela precisa de um colo ou de uns tapas.
É difícil escrever com essa coisa estranha no meu peito. Talvez eu desse tudo por uma máquina que simplesmente apagasse você de mim – como naquele filme “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, que vimos juntos, mas você dormiu na metade – mesmo sendo algo tão cruel. Ainda mais cruel do que esse nó na garganta e esse buraco no peito.
Mas, sabe, o que vivemos foi algo tão raro que eu não usaria uma daquelas máquinas. Eu não teria coragem de apagar algo tão bonito, tão sincero, tão real. Não conseguiria fazer com que tudo aquilo simplesmente deixasse de existir.
Nenhum de nós é uma lousa, cujas histórias possam simplesmente ser apagadas por outra pessoa que deseja reescrever. Tudo o que fomos continua entre nós, flertando com a minha dor, se exibindo para o meu remorso. Nada disso deixou de existir e, ao mesmo tempo em que me conformo, não consigo deixar de me sentir um pouco mais imbecil todas as vezes em que me lembro de nós.
É que você foi real. Nunca houve jogos patéticos, mentiras convenientes ou beijos forjados. Nunca houve um amor encenado para uma plateia; nós fomos de verdade. E a cada dia que amanheço, compreendo um pouco mais.
Preciso te dizer que a coisa mais difícil que já fiz foi deixá-lo. Foi fingir que isso não doía enquanto, isso me dilacerava. Ainda me dilacera um pouco a cada vez que me lembro do quanto a sua mão sempre esteve do meu lado... Mas agora tudo o que consigo é perceber, com uma clareza violenta, o quanto nós fomos a representação da máxima beleza que há no amor. O quanto todas as pessoas tinham razão quando diziam que éramos mesmo um casal exemplar – embora ninguém estivesse conosco entre quatro paredes.
(...)
Os anos que passei com você foram os que mais valeram a pena na minha vida. Por isso, ainda que eu pudesse apaga-los, prefiro que eles doam pelo tempo que for salutar – mas que se possa lembrar que um dia existiram. Que qualquer um possa compreender, ao se lembrar de nós dois, o quanto o amor pode ser magnífico, embora, em algum momento, inevitavelmente deixe de sê-lo. Tudo o que vivi faz parte de mim de uma maneira que eu jamais renegaria, e isso inclui você. Espero que algum dia eu encontre algo tão real quanto fomos nós.
Nunca jugue um livro pela opinião dos outros . O bom e o ruim é de uma variação pessoal inestimável.
Namore um cara que escreve. Não um cara que te manda poesias do Drummond ou que te manda letras do Chico com foto de pôr do sol. Namore um cara que escreva ele mesmo para você. Um cara que escreve irá perceber os detalhes entre vocês dois, e assim escrever cartas e textos pessoais que falem especificamente sobre vocês dois, não cartas de amor genéricas catadas no limbo da internet. Namore um cara que, ao invés de comprar um cartão de dia dos namorados com um poema do Vinicius, vai escrever um texto para você no seu computador enquanto você toma banho para irem jantar.
"Cara, não faça seu tudo por ninguém. Ninguém merece seu tudo. (...) Eu guardo meu tudo pra alguém que tb queira dar o seu tudo."
