Nuvens
Algo que aprendi com o vento hoje..
Pode levar para longe o que não está bem firme, que não tem raiz profunda.
Em instantes tudo pode mudar.
Arranca o telhado da hipocrisia.
Leva as nuvens escuras para longe.
Traz chuva para regar a terra seca.
Quimera e sentimentos,
imaginários ou reais.
quero que meus versos
- sejam apenas linhas -
em bandeiras brancas ao vento,
tremulando em busca da paz
Publicado no meu livro - Janelas
A lua não surgiu
Luz macia.
A escuridão da noite parece não querer aparecer.
Esconde-se por detrás dos altos edifícios.
Ruas tumultuadas...
Tanta gente apressada.
Pressa que não leva a nada.
A lua não surgiu no céu do anoitecer.
Quer ela também brincar de se esconder.
Nuvens róseas e lilases...
O crepúsculo tarda.
O sol não está com pressa de se esconder...
Dourado... afáveis raios cobrem a terra.
Paz... a noite sua hora calmamente espera.
É fácil!!!
Sinto tua alma quente cobrir o meu coração como um coberta ,
é fácil remar alegremente nas nuvens por horas sem se cansar, pois o teu sorriso é o meu combustível.
Eu pensava
ser o mar
até uma onda
eu me tornar
e ver o meu
corpo todo
dentre rochas
a se quebrar
imensidão
maré mansa
gota d'água
evaporar
se hoje estou
entre nuvens
muito em breve
voltarei a(o) mar.
Tinta trovadoresca
Vem e vão numa passagem
hora ligeira, hora travada.
Nuvem branca e nuvem negra,
Porventura não será ela a mesma?
Talvez sim, talvez não,
cabe o poeta distinguir.
Saberá a alegria de amanhã?
Saberá a angústia de ontem?
Não! Ou sim...
Afinal, o que interfere no poeta?
"Felicidade é poder ver o seu sorriso
Ele clareia minha noite escura
De dia o sol o ofusca
Mas ainda vejo seu sorriso disfarçado entre nuvens
Oh Lua brilhante, queria ver seu sorriso solto e aberto por toda a vida"
Ser poeta por que
Para escrever e depois morrer?
Sim, eu quero ser, ao menos meus escritos ficarão estampados com sangue nas rochas da terra.
Não sou Sansão, não lançarei por aí uma raposa
são minhas palavras que planarão como espadas no ar em grande velocidade.
Cortei o cabelo da minha cabeça, ele crescerá
ela foi não voltará
mas a minha missão como poeta continuará
Até o dia que me reúna com o meu pai no seol e tudo se consumirá.
É uma luta e eu estou lutando, mesmo se de momento estou perdendo, a luta não acabou ainda, e sei que há esperança.
As andorinhas são onze e estão voando em pleno céu azulado, agora são doze, contando-me também, eu vou com elas acompanhando-as de perto...
