Nunca Vou te Esquecer Filha
"Palavras nem sempre traduzem
verdades nunca teremos o
poder de entrar na mente de
alguém para ter a certeza
Olhe para os olhos, e eles
mais sinceros do que a boca"
"Nunca saberemos o
dia do último abraço a
hora da última palavra
e nem quanto isso doi
cuide dos que te amam"
Faço vigília todas as noites,
presa à janela como uma condenada,
olhando um céu que nunca responde,
esperando que uma estrela caia
mas nenhuma tem coragem de despencar.
Meus sonhos são ilusões perdidas,
a esperança já apodreceu no leito.
Não sei se corro contra o tempo
ou se o tempo já riu de mim e partiu.
Os milagres? Covardes!
Dormem como deuses embriagados
enquanto eu grito no escuro.
Do quintal, vejo o firmamento,
e quando uma estrela ousa riscar a noite,
tenho apenas cinco míseros segundos
para vomitar um pedido desesperado.
Cinco segundos!
E depois?
O nada. O mesmo nada de sempre.
Fechei os olhos, menti para mim:
imaginei sonhos voltando à vida,
milagres despertando,
a esperança batendo à minha porta.
Mas era só delírio
a estrela caiu no mar
e afogou minha prece junto.
Agora, só me resta esperar,
presa à vigília de todos os dias,
olhando um céu de silêncio.
E eu, sozinha, amaldiçoo essa esperança,
essa mentira maldita que me mantém viva
apenas para perder mais tempo.
A felicidade é um visitante que nunca traz malas, fica apenas o tempo de um café e sai sem se despedir, deixando apenas a louça suja da saudade. Já a tristeza é aquela visita que chega com caminhão de mudança e decide que o sofá agora é o seu lugar permanente.
A vida não é justa ela nunca prometeu ser.
Ela pesa mais sobre alguns, aperta mais forte outros, e às vezes parece escolher exatamente quem já está cansado.
Mas existe um tipo de homem que a vida não consegue quebrar.
É aquele que sangra… e ainda assim não para.
Que sente a dor, mas não negocia com a desistência.
Que sorri não porque está tudo bem, mas porque decidiu que a dor não vai definir o seu destino.
A vida pode até não ser justa…
mas ela responde com respeito àquele que continua.
Porque no fim, não é sobre quem sofreu menos
é sobre quem, mesmo ferido, teve coragem de continuar avançando quando tudo gritava para parar.
A saudade é uma onomatopeia que ninguém consegue pronunciar, um eco de passos que nunca chegam a tocar o chão do corredor. Escrevo o teu nome no vidro embaçado, esperando que o frio traduza em som o que o peito tenta, mas falha em organizar. No fim, resta apenas esse vocábulo estranho, um balbucio oco, a onomatopeia de um adeus que não teve coragem de fazer barulho.
Estou aqui sentada no vazio dos sonhos que nutri e nunca realizei,de tudo o que aprendi e agora já nem sei!
Que eu nunca mude; que as minhas mãos sejam sempre estas mãos acolhedoras, acolhedoras, acolhedoras.
