Nunca Vou Mudar pra Agradar Alguem
T de terra, Tarcísio, Ternura.
T de tempestade, Tempo, Temperatura.
A letra T nunca tivera tanta paixão.
T de tudo quanto é jeito, só para mostrar a plenitude do teu coração.
Quem dera a Terra com seu T magistral,
T-vesse em seu solo... enraizado no T.
O tempo para que outros Tarcísio pudessem nascer
Vim de baixo, mais sempre com a cabeça erguida, no caminho correto. nunca fiz ninguem de escada, Seja luz onde estiver escuridão.
Nunca faça comparação entre uma pessoa e outra. Às vezes, as pessoas te mostram somente o que ela quer que você veja.
Eu nunca duvido da capacidade de uma boa ou de uma má gestão. Ambas têm altíssima probabilidade de ser assertivas.
“Ignorar o sofrimento humano nunca foi neutralidade; sempre foi cumplicidade silenciosa.” - Leonardo Azevedo.
Nunca te Esqueci
A Igreja ao fundo ao lado as muralhas do exército imponente,
minha casa com a vista de frente daquela praça, eram férias de verão, naquele dia acordei cedo fui a janela o Sol estava leve e radiante dando brilho aquela bela praça do interior.
Aconteceu ali, o amanhecer mais doce da minha vida.
Eu menino do interior, ela linda menina loira com traços de princesa recém- chegada da capital para passar suas férias.
Duas crianças, a inocência, dois corações ofegantes após o primeiro olhar.
Palavras, brincadeiras, toque suave nas mãos, nos divertimos sim, trocamos alguns selinhos, esqueci aquele dia que eu era muito tímido.
Quase um mês de felicidades, então veio o último abraço e um triste e doloroso adeus.
Conhecê-la foi a realização de um sonho, eu com o nome e jeito de Príncipe ela com o jeito de uma princesa e com o cheiro e nome de uma rosa.
Queria ter vivido mais um pouco o doce e inesquecível sonho de infância inocente.
Em outras vidas...
Em outras vidas nos encontramos e nos amamos como nunca antes,
Já fui teu servo no Egito antigo e tu era uma princesa, ali começamos a nossa história de amor com infinitos e gloriosos encontros e desencontros,
Em uma de nossas despedidas construí o Taj Mahal para que o mundo pudesse saber o quanto amei e amarei você por todas as nossas vidas,
Lembra-se, quando você chegou em vida como a grandiosa Marie Curie e entre tantos cálculos e descobertas ainda encontrava tempo para tocar suavemente o seu piano para mim,
Hoje renasci e sinto profundamente que você também, estou a sua espera e a sua procura meu amor para darmos continuidade ao que imagino nunca ter um fim.
Só precisavam ouvir antes de explodir,
O papel está ali, mas a história nunca foi escrita, pois não haviam roteiros inteiros para completá-la,
A um elo entre a culpa e o espelho,
Narrativas sem defesas ecoam nos ouvidos dos dispostos a encontrar a verdade do silêncio.
Foi sem deixar ir...
Ela se foi, mas deixou a sensação de nunca ter ido,
A correria do dia a dia é uma fuga de pensamentos, porém se mantém na rotina das memorias dos mesmos desejos pertinentes,
È fim de tarde, duas poltronas na varanda, a paisagem é surreal, uma poltrona está vazia, independente disso a sensação é de estarem as duas ocupadas.
Amor é luz que insiste em brilhar,
Prometo cuidar, nunca deixar passar.
Entre nós, um pacto a se guardar,
Você sente, sabe, não dá pra negar.
Pra quem nunca ficou
Você não ficou quando doeu,
nem perguntou se a noite me cabia.
Silenciou quando o mundo caiu,
e apareceu só quando eu fingia.
Disse “felicidades”, mas era medo,
não afeto, nem saudade.
Foi o susto de me ver inteira,
de eu seguir sem tua metade.
Eu esperei no eco do tempo,
no som do que não voltou.
Agora entendo: eu não te perdi,
foi você quem não me encontrou.
O olhar
Carrego no peito
o olhar da mulher
que nunca quis me conhecer.
Não foi amor.
Foi ausência.
E mesmo assim, ficou.
Tatuei não o rosto,
mas o olhar.
Porque era ele que me atravessava
sem nunca me tocar.
Ela não ficou.
Não chamou.
Não voltou o gesto.
O que ficou fui eu,
com a pergunta aberta
batendo no osso.
Esse olhar no meu peito
não é dela mais.
É a prova
de que sobrevivi
ao não-ser-vista.
Hoje entendo:
não marquei submissão,
marquei memória.
E memória não manda.
Só lembra
de onde eu vim
e por que não volto.
