Nunca Magoe uma Mulher

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Uma sociedade é tão livre quanto a liberdade de pensamento que consegue proteger.

Quando o Estado transforma uma crença em verdade oficial, a liberdade deixa de ser princípio e torna-se concessão.

O preconceito é uma sentença pronunciada antes da prova.

O fanatismo é particularmente perigoso quando encontra uma toga, uma farda ou uma lei.

Aquilo que parece imediatamente verdadeiro pode ser apenas uma ideia cujas mediações ainda permanecem invisíveis.

A inteligência de uma sociedade pode ser medida não apenas pelas respostas que produz, mas pelas perguntas que permite formular.

Nenhuma maioria deveria possuir o poder de abolir os direitos fundamentais de uma minoria.

Uma Constituição vale também pelo que impede a maioria de fazer.

Uma sociedade livre não precisa de cidadãos que pensem igualmente, mas de instituições capazes de conviver com pensamentos diferentes.

A censura pode silenciar uma ideia; dificilmente consegue demonstrar que ela é falsa.

O dogma transforma uma hipótese em certeza; o Direito deveria exigir razões.

Uma lei injusta não se torna justa apenas porque foi regularmente promulgada.

Há uma nova forma de silêncio: estar permanentemente disponível e, ainda assim, não ser verdadeiramente encontrado por ninguém.

O paradoxo de nossa época é ter construído uma civilização capaz de simular companhia em escala planetária sem resolver a antiga necessidade de simplesmente não estar só.

O Estado não precisa escolher uma verdade metafísica para garantir liberdade jurídica.

A neutralidade constitucional não é ausência de valores; é a recusa do Estado em impor uma metafísica oficial.

A dúvida é juridicamente saudável quando impede que uma convicção seja confundida com prova.

Toda liberdade exige uma fronteira; todo poder exige um limite.

Uma Constituição verdadeiramente livre não determina aquilo em que devemos acreditar; determina aquilo que ninguém pode nos obrigar a acreditar.

Conhecer sem agir é possuir uma chave diante de uma porta que jamais se pretende abrir; querer sem realizar é apenas conceder à vontade a ilusão do movimento.