Nunca Magoe uma Mulher
Menino do coração despedaçado
É, lá vou eu de novo, mais uma vez me entreguei pensando ser a pessoa certa e tô aqui insistindo por atenção, tentando te convencer. Cara, na real, por que isso só acontece comigo? Isso dói muito, tô aqui me despedaçando por dentro.
A maior arma da humanidade não é uma bomba, nem um fuzil, nem um tanque; é a sua inteligência; pois se usada para o mal, pode ter consequências irreversíveis.
Uma flecha só cumpre o seu propósito
quando deixa o arco para trás.
A vida também. Quem insiste em olhar
para o ponto de onde partiu perde de
vista o alvo para o qual foi lançado.
O passado explica quem você foi;
o alvo revela quem você
ainda pode se tornar.
O objetivo é uma fração do todo, alinhada às nossas percepções e como o entendemos em relação às circunstâncias. A perfeição é quase sempre um sinal que erramos ou que estamos ignorando algo, mas enxugar esse gelo não é inútil, já que, embora ele tenda ao infinito conforme o gelo derrete um espaço onde podemos viver com mais segurança e conforto é liberado, além de fornecer a água para nos manter vivos, bastando que a busca frenética por perfeição não nos afogue.
A qualidade organiza o fazer e a excelência transforma esse fazer em uma experiência que gera confiança, significado e valor.
Bom dia!
Sou o que quero ser
Porque possuo apenas
Uma vida e nela só tenho uma chance de fazer o que quero. Nao acredite em algo simplesmente porque ouviu!
Boa sexta-feira 🥂🌻
Ery santanna
Cada osso guarda uma memória mais antiga que a própria história. O Primevo não habita apenas a alma; sedimentou-se na carne, nos nervos, no sangue e na arquitetura silenciosa do corpo. Antes que a consciência aprendesse a pensar, o corpo já sabia sobreviver, temer, desejar e recordar. Há memórias que jamais passaram pela linguagem, porque foram inscritas na matéria muito antes de existirem palavras para descrevê-las.
A personalidade é uma embarcação construída pela cultura; o Primevo é o oceano que jamais deixou de mover suas águas. A primeira acredita escolher a direção dos ventos; o segundo conhece correntes que existiam muito antes de qualquer navegante. O homem chama de vontade aquilo que, muitas vezes, é apenas o movimento invisível das profundezas.
O que frequentemente se rotula como narcisismo não é excesso de si, mas sua carência: uma identidade que não se sustenta e precisa recrutar o olhar alheio como prótese. Não há transbordamento, há dependência; não há centro, há busca. E assim, o que parece vaidade revela, no fundo, um esforço contínuo de existir por meio do outro.
Somos propensos à ilusão porque o olhar humano carrega uma tragédia secreta: deseja tornar visível até aquilo que só conservaria sentido permanecendo oculto. Há mistérios que sobrevivem apenas enquanto não plenamente revelados, mas a consciência insiste em capturá-los, nomeá-los, possuí-los. E, nesse impulso de ver tudo, muitas vezes destrói justamente aquilo que buscava encontrar.
O tempo não cura: apenas descasca. Cada estação remove uma pele, até que reste o osso nu daquilo que sempre fomos.
A vida se insinua nos detalhes que ninguém percebe: uma porta rangendo, uma sombra que hesita, um gesto interrompido. É nesses pequenos interstícios que a verdade se esconde, não para ser descoberta, mas para lembrar que tudo o que buscamos já passou, e tudo o que amamos já se tornou silêncio.
O mundo se dobra sobre nós como papel velho, e cada escolha é uma dobra que jamais poderá ser desfeita. Entre o que sentimos e o que mostramos, há um abismo silencioso, e todo gesto que acreditamos simples é, na verdade, uma inscrição daquilo que jamais ousamos dizer.
A memória não guarda fatos, mas cicatrizes; cada lembrança é uma ferida reorganizada em narrativa, e quanto mais a repetimos, mais nos afastamos da verdade e mais nos aproximamos do mito íntimo que nos sustenta.
A alma é uma chama que não pertence ao corpo, mas o habita como peregrino; cada dor é apenas o vento que a faz tremular, e cada alegria, o clarão que recorda sua origem no fogo divino que jamais se apaga.
O sagrado não se anuncia em trombetas, mas no leve estremecer da alma diante do simples: uma folha que cai, a água que corre, o olhar que acolhe; é nesse quase nada que o infinito se esconde, esperando ser percebido.
O amor é sempre uma asa ferida: nasce para o voo, mas traz consigo a queda já inscrita; e ainda assim, é no risco de despencar que a alma encontra a vertigem que a torna maior do que o próprio destino.
Cada sonho é uma chama que pede céu, mas arde primeiro no peito; e quem o segue descobre que não há triunfo sem ferida, nem voo que não nasça da promessa secreta da queda.
A felicidade não é destino final de uma jornada, mas sim o calçado confortável que escolhemos usar durante toda a nossa caminhada pela vida.
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