Nunca Magoe uma Mulher

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[Cântico do Arqueiro Vendado]


Terminou falando
sobre nunca
conseguir
o que se quer,
independente
do que se queira
conseguir.


Michel F.M.

[Poemarrubro]


o grande problema dos Comunistas,
é que eles nunca param de se instruir.


o grande problema dos Anarquistas,
é que eles nunca param de insurgir.


o grande problema dos fascistas,
é que nunca haverá corda suficiente,
para enforcá-los e pendurá-los ao redor.


Porém, os Antifas
são persistentes, generosos
e farão seu melhor.


(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Nunca descobriu tua vocação,
Aquele talento inato,
Dom divino,
Predestinação.

Emblemática, a alternativa que lhe restou,
Dedicação incondicional.
Amou com paixão
E apaixonadamente odiou.

É que eu nunca fui bom em nada,
então continuo tentando de tudo.

⁠Ser ou não ser nunca foi a questão,
Tudo sempre será mera constatação,
Num dia tu és, no outro não.

Adorada Bruxa que nunca será minha,
Deixe-me ser seu servo,
Deixe-me amar em vão.

Não existe justo que nunca erre; existe servo humilde que erra, aprende e volta para Deus. ⁠

Crônica


O Grande Teatro das Aparências


Vivemos tempos curiosos.


Nunca se falou tanto sobre verdade, e talvez nunca ela tenha sido tão evitada.


As pessoas dizem que querem sinceridade, mas apenas enquanto ela concordar com suas opiniões. Basta uma palavra contrariar seus desejos para que a verdade se transforme em ofensa, preconceito, intolerância ou qualquer outro rótulo conveniente.


O mundo moderno parece ter desenvolvido alergia ao contraditório.


Todos querem liberdade de expressão, desde que a expressão seja exatamente igual à sua.


As falsas promessas continuam circulando com excelente saúde. Mudam os rostos, mudam os discursos, mudam as embalagens, mas o conteúdo permanece praticamente o mesmo.


Prometem prosperidade.


Prometem justiça.


Prometem igualdade.


Prometem felicidade.


E o povo continua esperando a entrega de uma encomenda que parece extraviada há décadas.


As amizades também entraram na era da aparência.


Há quem possua milhares de seguidores e não encontre uma única pessoa para carregar suas dores quando a vida pesa.


São amizades de fotografia.


Companheiros de curtidas.


Irmãos de ocasião.


Presenças digitais e ausências reais.


Basta a tempestade chegar para que muitos desapareçam com a velocidade de um sinal de internet mal conectado.


E o que dizer dos costumes?


Houve um tempo em que honestidade era motivo de orgulho.


Respeitar os pais era virtude.


Cumprir a palavra era questão de honra.


Ser educado era demonstração de caráter.


Hoje, por vezes, quem procura andar corretamente parece carregar uma estranha culpa social.


A esperteza recebe aplausos.


A vulgaridade ganha visibilidade.


A superficialidade conquista admiradores.


E a integridade, muitas vezes, é tratada como ingenuidade.


Mas talvez uma das maiores contradições esteja justamente no campo da fé.


Não falo da fé sincera, que transforma vidas silenciosamente.


Falo do espetáculo religioso.


Da religião que se veste para ser vista.


Do discurso que emociona, mas não pratica.


Do irmão que abraça dentro do templo e ignora o necessitado na calçada.


Do fiel que conhece versículos inteiros, mas esqueceu o significado da compaixão.


Há quem vá à igreja não para ouvir aquilo que precisa escutar, mas apenas aquilo que deseja ouvir.


Não quer correção.


Não quer reflexão.


Não quer mudança.


Quer conforto.


Quer aprovação.


Quer sair convencido de que já está tudo certo.


Enquanto isso, o andarilho continua sentado na esquina.


O idoso continua abandonado.


A viúva continua esquecida.


E o órfão continua esperando alguém colocar em prática aquilo que foi tão bem pregado no domingo.


Chega-se ao culto com roupas impecáveis.


Sapatos brilhando.


Perfume importado.


Palavras cuidadosamente escolhidas.


Tudo muito limpo.


Tudo muito elegante.


Tudo muito correto.


Mas ao retornar para casa e retirar a roupa social, permanece uma pergunta silenciosa diante do espelho:


Quem limpa a alma?


Porque o banho remove a poeira do corpo.


Mas não lava a vaidade.


Não remove a hipocrisia.


Não elimina a indiferença.


Não apaga a falta de amor.


Do lado de fora, a televisão continua fabricando celebridades.


Nas redes sociais, surgem influenciadores que muitas vezes não influenciam sequer a própria existência.


Filmam o café.


Filmam o almoço.


Filmam a academia.


Filmam a viagem.


Filmam a própria filmagem.


E assim seguem registrando a vida sem necessariamente vivê-la.


Parece que o valor das pessoas já não está naquilo que são, mas naquilo que conseguem exibir.


A aparência tornou-se currículo.


A exposição virou moeda.


A vaidade recebeu status de virtude.


E a consciência foi sendo colocada discretamente em segundo plano.


Nesse cenário, a família perde espaço.


Os pais perdem voz.


Os costumes perdem significado.


Os princípios perdem valor.


E o silêncio da consciência vai sendo abafado pelo barulho constante de um mundo que nunca desliga.


Às vezes me pergunto para onde estamos indo.


Talvez a pergunta mais importante seja outra:


O que estaremos deixando para aqueles que virão depois de nós?


Mais seguidores?


Mais imagens?


Mais distrações?


Ou algum legado que realmente valha a pena?


Enquanto não encontramos a resposta, seguimos caminhando entre promessas e aparências, tentando distinguir o verdadeiro do falso, o essencial do supérfluo, a fé da encenação, a amizade do interesse e a consciência da conveniência.


Que Deus tenha misericórdia de nós.


E, mais do que isso, que nos conceda discernimento para não confundirmos brilho com luz, fama com valor, aparência com caráter e religião com amor ao próximo.


Porque, no final das contas, não será a fotografia perfeita que contará nossa história.


Será aquilo que fizemos quando ninguém estava olhando.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa

⁠Nunca julgues pela aparência. Um gesto pode ser tremendamente insignificante, mas imensamente significativo.

Eu nunca fui esquerdista.

Seja generoso o bastante para ser ponte, mas firme o bastante para nunca ser tapete.

Sigo sendo a condução das condições
e das condições a condução.
Do nunca mais ao infinito,
da planta dos pés ao coração.

Você não é um fracassado! Fracasso e ouviu Jesus dizer no final: "Nunca vos conheci ".

"O mundo sempre quer te criticar, mais nunca te endireitar".

Trago em mim marcas da vida que nunca deixarão minha pele, minha vida, minha memória;
Trago feridas abertas que sangram e que jamais cicatrizarão;
Trago malas cheias de desventuras, desconfianças e agruras; mas uma coisa que não trago na minha viagem é a deslealdade ou o mal travestido de bondade….

O mundo pode te acusar de não ser bom e de negligenciar o dom da vida.
Mas o mundo nunca poderá te impedir de viver uma vida feliz...

⁠Não importa quão grande seja a sua dor, a sua dor nunca será maior que a dor dos outros, nem a dor dos outros será maior que a sua dor, mesmo que você esteja na cama sem conseguir se levantar devido a uma doença, mesmo que o seu os problemas são grandes e sua situação é a mais tensa te causando desconforto descuido enquanto você acaba tendo medo de que existam pessoas para te provar que os problemas deles são maiores que os seus sempre haverá pessoas com muito mais dor que você com muito mais problemas do que você o que você sente que seus problemas sempre serão amenizados pelos problemas dos outros, por isso é aconselhável nunca compartilhá-los com outras pessoas e evitar que essas pessoas aumentem seu desânimo com os problemas delas.

Em Algum Lugar
Por Marcio Melo


Há lugares onde estamos
sem nunca deveríamos estar,
mas de lá não saímos.


São lugares que evitamos,
mas neles moramos.


Talvez sejam só isso:
lugares que nunca deixamos.
E onde quer que formos,
eles irão também.
Estarão sempre lá.


Em algum lugar.

Ciclo


Eu me apaixonei
pra não desapaixonar.

Te amei
pra nunca na vida te desamar.

Porque quem se apaixona não deixa
até virar amor.

E quando vira amor, não quer acabar.
E não acaba.

Porque a paixão é o fogo
que esquenta o amor.

Que de paixão nunca falte ao amor,
nem ao amor a paixão que o alimenta.


Marcio Melo

Infância


Brincadeiras que alegraram a infância
que nunca se esquece e trazem boas lembranças.

O jeitinho especial de enrolar o fio no pião,
de desbicar a pipa no céu,
de dar um relo.

A alegria das meninas pulando amarelinha.

O futebol — esse fica até a vida adulta,
paixão nacional.

Ah, infância bonita
de uma alegria espontânea!

Das corridas, do esconde-esconde...
Saudade danada da minha infância.
É uma pena não poder voltar
ao meu tempo de criança
e brincar tudo outra vez.


Marcio Melo