Nunca Desconfie de Mim tenho Carater

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"" Somente meu amor tiraria de mim sorrisos de felicidade, todos os outros são falsos...

Pra você que gosta de mim, um beijo, flores e bom dia, pra você que não gosta apenas flores e um bom dia...

Frustrei-me demais ao procurar apenas de mim no outro. Não enxerquei a ele. Não enxerguei que era outro. Não enxerguei que a verdadeira beleza da relação é apreciar suas diferenças mais profundas e acolhê-las por inteiro.

Eu não queria voltar no tempo. Eu só queria que tudo tivesse sido real, porque para mim, foi um belo sonho, onde poucas cenas, me fazem escrever milhões de vezes sobre a mesma coisa.


Curta história?




Ela é tão longa, que se eterniza todos os dias em cada palavra que escrevo.

[19/3 14:38] Alinny de Mello: Ela ligava pra mim, chorando
[19/3 14:39] Alinny de Mello: Ela queria ser a esposa dele.


Se não tem aliança, nem um pedido de compromisso, não é casamento.

18/11/2017


No sonho eu caminhava alguns passos, enquanto muito sangue saia de dentro de mim pela boca.
Cada passo, era sangue que não se podia medir, não era tosse. Simplesmente esguinchava de dentro da minha boca.
O chão estava alagado, todo vermelho, do sangue mais vermelho que eu já pude ver.
Talvez eu tivesse derramado já alguns copos de sangue, que meu corpo já não tinha forças pra ficar em pé.
Só lembro da minha mãe desesperada e pedindo ajuda para o meu pai.
Tudo o que ele iria fazer era ligar para o hospital.
E realmente ligou, mas foi tarde demais, eu perdia tanto sangue que só lembro de não conseguir respirar mais e caí ao chão.
Morri novamente no sonho.
A respiração era impossível. Fiquei sem fôlego, e finalmente dei adeus a vida.
Acordei sem entender nada novamente.
Depois dormi de novo, lembro que sonhei com a morte da minha avó, mãe da minha mãe.
Minha mãe ao receber a notícia, chorava muito.
Só sei que acordei novamente, e não consegui mais dormir porque já era dia.
Quantos pesadelos.
Parece filme de terror, ou conspiração demoníaca.
Mas, Deus está comigo.
Nada pode acontecer quando ele estiver sempre sendo meu guardião, e meu pai eterno.




Em 28 de julho de 2024, tive um colapso séptico que me levou a morte, mas consegui ressurgir.


3 cistos hemorrágicos, corpo em decomposição por dentro, apodrecendo de tanta inflamação.


A cirurgia de emergência me salvou, mas deixou muitas sequelas também.


Em pleno 2026, passei por outra cirurgia e estou me recuperando há 11 dias.


O meu corpo ainda pede socorro, mas estou á salva.


Nunca duvide dos recados dos seus sonhos.


Eu sempre soube que havia algo errado e nunca duvidei deles.




Cuide - se!! ❤️

Há um ruído antigo em mim — não sei se nasce do peito ou das paredes internas. Um som que pergunta, sem mover a boca, se minha presença é respiro ou incômodo. Não pergunto aos outros; pergunto ao silêncio. E ele sempre responde: depende.

Depende de quê?
Talvez da sombra que ainda carrego — essa que aprendeu a duvidar do que é oferecido com ternura, como se o afeto tivesse validade curta.

E não é por falta de amor; não faltou.
É que, em algum ponto sensível da minha história, aprendi que tudo pode virar silêncio sem aviso. Cresci assim: não desconfiado das pessoas, mas das marés. Meio alerta, meio cético, inteiro faminto do que é seguro.

Há em mim um eco que hesita diante do amor mais evidente — não por falta de provas, mas por excesso de memória. Uma parte minha vigia a porta mesmo quando não há perigo.

E o curioso é que eu sei que sou querido.
Mas há uma porção antiga — leal às dores que sobreviveram — que pergunta: “e se for só gentileza?”

Às vezes imagino que essa dúvida é um animal. Mora em mim. Cheira o amor antes de deixá-lo entrar. Rosna quando alguém chega perto demais — não por recusa, mas por medo de desmanchar.

E a cura?
Talvez seja deixar esse animal cansar.
Permitir que o amor chegue devagar, até o corpo entender que não é ameaça: é colo.
Ou aceitar que essa dúvida é profundidade — alguns de nós amam em camadas, e o afeto precisa atravessar labirintos para chegar ao centro.

E no meu centro existe um lugar que sempre soube que sou amado.
Mas às vezes ele cochila — e o mundo fica estrangeiro.

Basta um olhar verdadeiro para tudo despertar.

E eu lembro, mesmo que por instantes:
não estou sendo tolerado, há morada nos amores que me abraçam.

(“O lugar onde o amor cochila”)

Tem gente que olha para mim hoje, tomando café, rindo de alguma bobagem da vida, e pensa que eu sempre fui assim, meio serena, meio resolvida, como se tivesse nascido pronta. Eu quase rio sozinha porque, se a vida fosse um livro, o pessoal só está vendo a última página, aquela em que a protagonista aparece com o cabelo arrumado e a alma aparentemente organizada. O que ninguém imagina é o capítulo inteiro de infância e adolescência que parecia mais um teste de resistência do que uma vida de verdade.

Eu cresci com meus irmãos dentro de um ambiente que não era casa, era uma espécie de clima pesado que andava pelos cômodos como se tivesse endereço fixo. A gente era criança tentando entender o mundo enquanto lidava com dois adultos completamente desequilibrados emocionalmente. Um pai violento que tinha uma habilidade curiosa de transformar qualquer coisa em culpa nossa. Se chovia, era culpa nossa. Se o dia estava silencioso demais, também. Existia sempre uma justificativa pronta para gritos, ameaças e aquelas situações que fazem a infância envelhecer antes da hora.

Do outro lado estava uma mãe que, em algum ponto da história, deixou de ser só alguém com medo e acabou virando parte do problema. Isso é uma coisa que a gente demora anos para compreender, porque criança sempre tenta salvar a imagem dos pais dentro da própria cabeça. Só que chega um momento em que a realidade se senta na mesa e diz com toda calma do mundo que o silêncio também machuca. Ela teve chances de sair, teve ajuda, teve portas abertas. Mas o medo e uma certa doutrina rígida que dizia para suportar tudo acabaram fazendo com que ela se juntasse a ele de um jeito que doía ainda mais. A gente deixou de ser filho e virou inimigo dentro da própria casa.

É estranho contar isso hoje porque, quando as pessoas nos veem, veem adultos que trabalham, conversam, seguem a vida. Não existe marca visível na testa dizendo sobrevivente de um caos familiar. Mas nós sabemos. Entre nós, irmãos, existe um tipo de olhar que dispensa explicação. A gente sabe exatamente de onde o outro saiu. Crescemos quase como quem atravessa um campo minado emocional, aprendendo a sobreviver antes de aprender coisas simples da vida.

Houve momentos em que parecia que aquilo ia nos transformar em estatística, em mais um daqueles casos que as pessoas comentam na televisão com cara de surpresa e depois esquecem no intervalo comercial. A pressão psicológica constante, as agressões, as ameaças, tudo isso cria uma sensação estranha de viver dentro de um lugar que não deveria existir para crianças. Era como estar preso em um tipo de campo de concentração familiar, onde o objetivo parecia ser nos quebrar por dentro até a gente acreditar que realmente éramos os vilões que eles diziam.

Só que existe uma coisa curiosa sobre o ser humano. Às vezes a tentativa de destruição acaba criando exatamente o oposto. Hoje, quando olho para mim e para meus irmãos, vejo pessoas que conseguiram sair das amarras de dois narcisistas que fizeram de tudo para controlar nossas vidas. E não foi uma fuga cinematográfica, cheia de trilha sonora heroica. Foi lenta, silenciosa, cheia de decisões difíceis, medo, noites pensando se aquilo tudo realmente estava acabando.

Quem nos vê agora não imagina metade das batalhas que aconteceram antes desse momento. Mas nós sabemos. E existe uma dignidade muito silenciosa em sobreviver a algo que quase nos apagou do mundo. A gente não virou o que eles diziam que viraríamos. Não nos transformamos na história distorcida que tentaram escrever sobre nós.

No fim das contas, quando sento para pensar nisso tudo, percebo uma coisa curiosa. Sobreviver não é só continuar respirando. Sobreviver é olhar para trás e perceber que, apesar de tudo que tentaram plantar dentro da gente, ainda existe humanidade, ainda existe vontade de viver, ainda existe futuro. E isso, sinceramente, é algo que ninguém que viveu uma infância tranquila consegue entender completamente.

Mas nós entendemos. E isso já diz muita coisa.


ALINNY DE MELLO



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Adeus vozinha.


Maria Clarice Alves de Amorim,
Em vida, era tudo para mim.
Nessa madrugada ela partiu e nem
se despediu.
Todos juntos choramos a sua falta.
Que pena amiga que não podes ver,
as lágrimas rolar pelo nosso rosto.
Até hoje, sentimos a sua falta.
Por muitos anos tivemos momentos alegres ao seu lado.
Você era simples e humildes, sempre pronta para servir.
Sua filha e seu filho juntos, com suas netas e nora; ainda choram a sua falta.


Adeus vozinha que o Senhor te recompense por tudo de bom, que aqui fizestes.
Pelo carinho que destes a sua filha, filho e netas.
Obrigado pelo seu carinho minha querida, vozinha.
Descanse em paz, no Vale da Saudade, minha grande amiga de verdade.

⁠Para a maioria, estar sozinho é um inferno e um cárcere;mas para mim, que com o pensamento voo alto, é um paraíso e um refúgio sacrossanto.

Na morte, desejo me desprender de mim — partir, enfim, para reencontrar minha mãe

⁠Pai, faz em mim a tua vontade.

Não sou apenas uma. Posso eu dizer não para mim. Posso eu escolher quem não afetar.⁠

As pessoas pensam que estão ferindo a mim, mas na verdade estão ferindo a si mesmas.

Todas as vezes que me ponho em dúvidas, é como se estivesse ferindo a mim mesma.

Era a mim que precisava conhecer.

Meu Deus! Por que ainda habitam as dúvidas em mim?

Não diz nada sobre mim. Diz sobre o incômodo dela ao ver alguém que ela achava inferior ocupando um espaço que ela talvez nunca teve coragem de tentar.

⁠EM MIM

Só agora, no fim, serei
O ser que não fui,
Porque errei no escolher
Da sorte, por não saber
Que ela só flui
A quem tem a coragem
De viver,
Sem querer entender
Se a vida é quadrada
Ou redonda
Como o mundo
Profundo
Entre a areia dourada,
A terra e o mar
E aquela onda malvada
Que nos arrebatou
E na tragédia nos levou,
Para um poço sem fundo.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 15-10-2023)

A dor da saudade em mim, ordena-me silêncio, reflexão e as luzes apagadas.
Tudo no escuro...




Carlos De Castro