Nunca Chore por Ninguem
Se a vida te der limões, jogue-os nos olhos de quem te deu essa frase motivacional idiota. Ninguém faz limonada com o peso do mundo nas costas.
Não confio em quem tem todas as respostas, pois o mundo é feito de perguntas que ninguém ousa formular.
O amor que se estende a todos não alcança ninguém; é uma moeda inflacionada que perdeu o seu valor de compra.
Ninguém precisa vender a alma ao diabo.
Basta doá-la voluntariamente: pregue o ódio, pratique racismo, machismo, elitismo, homofobia e, como bônus, explore a fé dos outros para ficar rico. O inferno agradece o trabalho voluntário!
Ninguém está na nossa vida por acaso...mesmo que virtualmente! Somos nós que escolhemos, atraímos ou afastamos.
Não se tornem dependentes de nada, nem ninguém! Só somos felizes sem apego, livres, para seguir a vontade de Deus! Porque senão, estamos sempre a caminhar com muletas, faltando, caímos de novo.
Não queiras ser quem tu não és!
Tu não precisas de ser igual a ninguém, não te deixes cegar pela Luz dos outros, tu tens luz própria, acende-a e preocupa-te por mantê-la acesa.
Deixa que os outros brilhem e iluminem o teu caminho, apenas, quando a tua luz esteja enfraquecida e não te esqueças, mostra gratidão e humildade.
A vida é um amontoado de despedidas, onde ninguém sabe qual é a derradeira.
A vida, em essência, é uma sucessão de chegadas e partidas.
Um amontoado de despedidas silenciosas que se acumulam, quase sempre sem aviso.
Nunca sabemos qual abraço será o último, qual conversa não se repetirá, nem qual olhar se prenderá eternamente na memória.
Talvez seja justamente essa incerteza que valorize o instante — a consciência de que ele é frágil, transitório, irrepetível.
Por isso, a vida nos convida a viver cada encontro com reverência, cada presença com gratidão e cada despedida com a delicadeza de quem entende que até a separação faz parte do milagre de existir.
No fim, não é a derradeira despedida que mais importa, mas sim a intensidade dos encontros que a antecedem.
Sem naufragar no abismo das próprias misérias, ninguém conseguiria comemorar o infortúnio de alguém.
Mas, se parar para pensar, essa comemoração revela mais sobre o vazio de quem celebra do que sobre o destino de quem caiu.
É como se a dor alheia funcionasse como anestesia momentânea para a própria carência.
No entanto, a alegria construída sobre a queda do outro é sempre frágil: dura pouco, envenena devagar e nunca preenche.
A verdadeira libertação não está em aplaudir a ruína do outro, mas em resistir ao impulso de medir a própria vida pela infelicidade alheia.
Quase todo mundo lendo — quase ninguém interpretando. Seria um começo admirável, se o fim não negasse os meios.
