Nunca Amei Ninguém assim
"Não esperemos pelo reconhecimento ou consideração de ninguém pelo que fazemos ou deixamos de Fazer"
O resultado é a prova, o fruto é a prova, da sabedoria brotada, e com caule e raiz ninguém contradiz.
*"Ninguém nunca terá amor as coisas ou aos animais, porque só é possível amar as pessoas e à Deus"*
AuGuStO SoUtO
Diante uma série de aberrações que terá que se confrontar por aí! Tem que fingir que está tudo bem! Por que está numa terra de ninguém!
Ninguém escraviza a ninguém, se não for pelo bem do seu crescimento e para a edificação daqueles que têm os mesmos propósitos: serem reconhecidos e recompensados por suas atividades.
O Grito Que Ninguém Ouve
Vivemos em constante turbulência,
presos em problemas e assuntos pendentes que exigem solução.
E sempre — ou melhor, quase sempre —
deixamos de nos ouvir.
Nossa mente clama por uma pausa, um descanso.
Não importa o que estejamos fazendo, resolvendo, pensando...
só precisamos parar.
Desacelerar por um instante.
No momento em que estiver pensando em tudo,
simplesmente pense em nada —
nem que seja por uma fração de segundo.
Dê descanso àquele que trabalhou tanto tempo sem parar.
A mente, que tem o poder de te levar à loucura —
mas não levou.
Mesmo quando foi você quem a levou até lá.
Neste vai e vem, sem linha de trem, vai ela encantando, bem. A Débora da praia, não é de ninguém, ela diz que é sua e minha também, a menina safada vai e vem, e quando lhe interessa diz que o ama também.
Comi a torta mesmo não gostando tanto de chocolate, estourei as bolas coloridas que estavam espalhadas pela casa, congelei o camarão, com o pão fiz torradas, peguei a champanhe francesa que comprei a credito e coloquei num despacho contra os egoísmos do mundo. E fui dormir, pois a aniversariante que marcou as oito, não apareceu e nem se justificou, pois esqueceu de nos, muito mais dela e de mim.
O acaso e a sorte só podem completar a minha vida pelas possíveis ideológicas incertezas mas não é digno e nem honrado, pensar neste artificio incerto para complementar meu justo compromisso na vida de ninguém.
E enquanto isso, o tempo passa... Me perco nos dias, me perco nas horas, o tempo escorre em minhas mãos, e nem vejo, sinto me cansado da multidão, sinto me cansado da solidão
O enfermeiro não precisa saber mais que ninguém! Apenas ter a certeza que na hora H, não é quem sabe mais ou quem sabe menos que irá salvar aquela vida; mas sim, quem corrige seu conhecimento todos os dias pela exaustão do treinamento para ter exatidão.
Expliquei-me aos que amava, mas não fui entendido. Então, expliquei-me a mim mesmo — e não me entendi. Olhei para o reflexo no espelho para ver quem eu era e, nos cacos quebrados, só enxergava fragmentos de uma alma ilegível. Olhei para a água do lago, e minha melancolia o perturbou: as ondas fugidias distorceram-me, reafirmando minha ausência no mundo. Então, expliquei-me à existência: ela me ignorou.
Como podem os ventos e a chuva tocar-me a pele? Como pode o sol, ao reluzir-me, criar sombra — se não sou nada e nem ninguém para nada e nem ninguém?
Ninguém me feriu sozinho
por Diane Leite
Eles nunca me traíram.
Nunca me deixaram.
Nunca me gritaram.
Na verdade, sempre estiveram ali.
Presentes.
Afetuosos.
Boas pessoas.
Mas não bastava.
Nunca bastava.
Porque o que eu queria deles
nenhum deles podia dar.
Eu só não sabia disso ainda.
Eu achava que queria amor.
Mas no fundo…
eu queria cura.
Queria que eles tapassem um buraco que sangrava desde a infância.
Queria que eles segurassem a mão da menina ferida que cresceu acreditando que precisava ser perfeita pra ser escolhida.
Queria que eles dissessem: “eu fico”,
quando tudo o que eu mais temia era ser deixada de novo.
Mas como?
Como esperar que um homem adulto, com suas próprias dores,
curasse a ausência de uma mãe,
a fome de afeto,
o medo de abandono
que eu trazia no peito antes mesmo de cruzar o caminho deles?
Eles não foram vilões.
Eles só não eram curadores da minha alma.
E eu os culpei.
Porque era mais fácil achar que eles não sabiam amar
do que admitir que eu não sabia receber.
Então eu terminava.
Sempre eu.
Do nada.
Como se fosse simples.
Como se não doesse.
Como se eu estivesse fugindo deles,
quando, na verdade, eu estava fugindo de mim.
E é por isso que hoje… eu entendo.
Entendo os silêncios que me feriram — porque eram meus também.
Entendo os toques que pareciam rasos — porque eu não sabia me deixar tocar.
Entendo os amores que não me completaram — porque era eu quem faltava.
Hoje, ninguém precisa me curar.
Hoje, sou eu quem curo.
Sou eu quem acolhe a criança esquecida.
Sou eu quem diz: “você é suficiente.”
Sou eu quem fica — inteira, firme, em paz.
Não espero mais que ninguém me preencha.
Porque hoje… eu transbordo.
