Nove Noites de Bernardo Carvalho
A razão é, eminentemente, senso das proporções. Quando ele falta, a incerteza resultante busca um alívio postiço imitando símbolos convencionais de equilíbrio, moderação, justiça e até bondade. Aí o fosso entre o sentimento subjetivo e a realidade objetiva pode aprofundar-se até dimensões abissais, tornando-se tanto mais intransponível quanto mais a alma se sente segura de poder atravessá-lo com a ajuda das muletas simbólicas que lhe dão a impressão enganosa de estar de acordo com o senso comum da humanidade.
Um intelectual público é, por definição, o sujeito capaz de apreender e articular num relance a multiplicidade de perspectivas de qualquer fenômeno social em vez de impor a ele as limitações da sua própria formação profissional e ainda se achar, por isso, o mais qualificado dos opinadores.
Muitos não entendem esta coisa tão simples: Colaboro com uma política que está moralmente certa sem presumir que ela seja estrategicamente sábia.
Os assuntos sobre os quais tenho opiniões claras e definidas são aqueles de que tratei nos meus LIVROS E CURSOS DE FILOSOFIA. No resto, ou tenho opiniões casuais, relativas e provisórias, ou não tenho nenhuma. Enfatizando psicoticamente esta parte e suprimindo sistematicamente o conteúdo da minha obra filosófica, o jornalismo marrom-cocô da Fôia, da Veja etc. cria em torno da mim um farelo de malentendidos, dando a impressão de que essa poeira fecal de sua invenção é o 'pensamento do Olavo de Carvalho'.
Onde há liberdade de imprensa, a distribuição do espaço na mídia acompanha a divisão das preferências ideológicas entre a população. No Brasil, a opinião majoritária da população está TOTALMENTE EXCLUÍDA da grande mídia. Isso é liberdade de expressão?
Um filósofo tem de ser julgado pelas afirmações básicas que constituem o fundamento da sua filosofia, não sobre opiniões de passagem (em geral orais e improvisadas) sobre assuntos laterais.
Os meus atacantes invertem isso porque NÃO SÃO CAPAZES DE LER A MINHA OBRA FILOSÓFICA, muito menos de tentar apreender a figura do conjunto.
Qualquer crítica a opiniões laterais emitidas por um filósofo ou escritor tem de ser ao menos respeitosa ao ponto de reconhecer que detalhes menores e de ocasião não desmerecem o conjunto de uma obra.
Estudando a obra do Otto Maria Carpeaux, descobri dezenas de opiniões erradas aqui e ali. Vocês conseguem me imaginar falando dele, por essa razão, com ares de desprezo superior?
Os que se metem a meus críticos são bárbaros, selvagens iletrados que ignoram até as regras mais óbvias da ética intelectual.
Nunca fui tímido por natureza, mas entre os vinte e os vinte e poucos anos tive um período de timidez porque estava com todos os dentes estragados, não tinha dinheiro para consertá-los, parecia um mendigo e julgava que a coisa mais sensata a fazer com a minha cara era escondê-la. Por isso compreendo perfeitamente o fenômeno da timidez Ela tira você da corrente da vida e o espreme num canto escuro onde tudo só acontece em pensamento e nada se realiza. Ela esmigalha oportunidades como se fossem minhocas em que você pisa no caminho. Ela afasta você do que você quer e povoa a sua vida de tudo o que você não quer. Da timidez à depressão e da depressão ao ressentimento o caminho é bem curto. Os tímidos estão entre os alimentos preferidos do diabo. Ele os mastiga como chicletes e joga fora a borrachinha insossa que sobra no fim. Se você tem a tentação da timidez, largue disso imediatamente. Comece a fazer tudo o que você teme que vai cobri-lo de ridículo. É melhor pagar mico do que ser um mico.
“É natural no ser humano o desejo de conhecer.” Quando li pela primeira vez esta sentença inicial da Metafísica de Aristóteles, mais de quarenta anos atrás, ela me pareceu um grosso exagero.
Precisei viajar um bocado pelo mundo para me dar conta de que Aristóteles se referia à natureza humana em geral e não à cabeça dos brasileiros. De fato, o traço mais conspícuo da mente dos nossos compatriotas era o desprezo soberano pelo conhecimento, acompanhado de um neurótico temor reverencial aos seus símbolos exteriores: diplomas, cargos, espaço na mídia.
Aristóteles tinha razão: o desejo de conhecer é inato. O Brasil é que havia falhado em desenvolver nos seus filhos a consciência da natureza humana, preferindo substituí-la por um arremedo grotesco de sabedoria infusa.
O aprendizado é impossível sem o direito de errar e sem uma longa tolerância para com o estado de dúvida. Mais ainda: não é possível o sujeito orientar-se no meio de uma controvérsia sem conceder a ambos os lados uma credibilidade inicial sem reservas, sem medo, sem a mínima prevenção interior, por mais oculta que seja. Só assim a verdade acabará aparecendo por si mesma. O verdadeiro homem de ciência aposta sempre em todos os cavalos, e aplaude incondicionalmente o vencedor, qualquer que seja. A isenção não é desinteresse, distanciamento frio: é paixão pela verdade desconhecida, é amor à ideia mesma da verdade, sem pressupor qual seja o conteúdo dela em cada caso particular.
A isenção não é desinteresse, distanciamento frio: é paixão pela verdade desconhecida, é amor à ideia mesma da verdade, sem pressupor qual seja o conteúdo dela em cada caso particular.
Não há nada mais estúpido do que a convicção geral da nossa classe letrada de que não existe imparcialidade, de que todas as ideias são preconcebidas, de que tudo no mundo é subjetivismo e ideologia.
Nenhuma crença prévia, por mais sublime que seja o seu conteúdo, vale esse momento em que a inteligência se reconhece no inteligível. Quem não viveu isso não sabe como a felicidade humana é mais intensa, mais luminosa e mais duradoura que todas as alegrias animais.
Perguntaram-me uma vez, num debate, como definia a honestidade intelectual. Sem pestanejar, respondi: é você não fingir que sabe aquilo que não sabe, nem que não sabe aquilo que sabe perfeitamente bem. Se sei, sei que sei. Se não sei, sei que não sei. Isto é tudo. Saber que sabe é saber; saber que não sabe é também saber.
Todas as neuroses, todas as psicoses, todas as mutilações da psique humana se resumem, no fundo, a uma recusa de saber. São uma revolta contra a inteligência. Revoltas contra a inteligência — psicoses, portanto, à sua maneira — são também as ideologias e filosofias que negam ou limitam artificiosamente o poder do conhecimento humano, subordinando-o à autoridade, ao condicionamento social, ao beneplácito do consenso acadêmico, aos fins políticos de um partido, ou, pior ainda, subjugando a inteligência enquanto tal a uma de suas operações ou aspectos, seja a razão, seja o sentimento, seja o interesse prático ou qualquer outra coisa.
A palavra 'ciência' tem, no mínimo, três sentidos usuais:
1- Antes de tudo, ela designa o IDEAL de um conhecimento verdadeiro, auto-evidente ou provado, ou, para usar um termo grego, 'apodíctico', ou seja, indestrutível.
2 - Designa a atividade real dos cientistas, a qual visa à realização desse ideal mas, na maioria dos casos, tem de se contentar com resultados que ficam bem abaixo dele. Quando se dá a esses resultados o valor absoluto do ideal que eles não alcançam, aí já começa a vigarice científica.
3 - A classe profissional dos cientistas e professores universitários de ciências, empenhada em sugar verbas de pesquisa estatais e privadas e elevar-se aos mais altos postos de poder e prestígio no mundo.
Só os que permanecem fiéis ao IDEAL representam o valor da ciência. Todos os outros (a maioria esmagadora) são um bando de picaretas e mentirosos.
A personalidade intelectual só pode ser compreendida desde outra personalidade intelectual: o diálogo com indivíduos desprovidos dela é uma transmissão sem receptor, a ocasião de mal entendidos e sofrimentos sem fim.
Dispensa do teu dia a dia pessoas que estão acostumadas a empurrar a vida com a barriga e a arrumar uma desculpa pra tudo!
Depois do amor próprio, este é o segundo segredo para a felicidade e as boas conquistas!
Ótima terça-feira!
Ògun por nós sempre!
#Oyanitiatiiná
Deus em sua plena consciência e perfeição criou a mulher!
Rainha por natureza!
Forte, guerreira e batalhadora por vocação!
Mulher não aprende a ser forte, mulher já nasce sendo!
O que a mulher aprende é com o passar do tempo confiar mais em si, acreditar no talento que possui e a deixar as dores desta vida passar!
Ninguém ensina a ser mulher!
Por isso, valorize a mulher que há dentro de você!
Se ame e se respeite com toda a força que tiver dentro da sua alma!
Mulher não é flor que se cheire? Não mesmo! Mulher é flor forte, flor livre, flor que se cuida, se ama!
Mulher não é fruto que se ganha, mulher é fruto que se merece ter ou não!
Que toda mulher tenha consciência da grandeza e da nobreza do seu ser, e a importância do seu existir!
Toda mulher é protegida por outra mulher!
Quanto a isso ninguém pode nada!
É a lei da natureza!
A natureza da mulher!
Que nós nunca esqueçamos a força deste sagrado feminino que carregamos dentro de nós!
Com mulher, ninguém pode! ♥️
#Oyanitiatiiná🔥
Antes de pensar em caminhos abertos, verifique primeiro se estás aberto(a) a recebê-los!
Para quem cultiva o negativismo de forma constante e diária, não há solução milagrosa nem Òrisá certo para abençoar!
Òrisá abre caminho sim, mas temos nossa porcentagem de contribuição a fazer, e devemos também acima de tudo merecer as bênçãos que tanto desejamos ter em nossas vidas!
Ir atrás, ir em busca de forma contínua!
Tem pessoas que vão em busca de uma forma muito passageira, igual Páscoa, Natal, ano novo. Eventos que todos sabem que acontecem 1 vez por ano!
Evoluir, lutar e buscar uma melhoria é algo que deve ser feito de forma diária, sempre, o ano todo! E não de temporada!
De nada adianta você tentar 1 mês por ano e os 11 meses restantes esperar de braços cruzados!
Para as coisas acontecerem é preciso estar em movimento!
Que o nosso dia seja belo!
Que possamos estar abertos aos caminhos prósperos que tanto almejamos!
#Oyanitiatiiná🔥
