Nove Noites de Bernardo Carvalho
Depende de quem nosso reencontro?
Re-beijo,
Replanejamento das nossas vidas no futuro,
Re-abraço,
Repensar em tudo que nos fazia bem e procurar outras tantas coisas que possam nos fazer bem também.
Me olho agora no espelho e vejo um rosto desfigurado,
Tanto choro e angústia,
Tanto arrependimento das coisas que fiz de mal e das que deixei de fazer pelo nosso bem.
Me dói e surto,
Grito,
Entro num alvoroço sem fim querendo que dentro desse abismo seco e escuro nasça uma plantinha verdinha com três folhas, e que a partir dela saia uma árvore e desta árvore outras tantas árvores e que se prolifere e que cresça uma floresta e que o sol renasça nesse abismo seco e escuro e ele se torne vida novamente.
Me dói tanto,
É como se pegassem um alicate de unhas e cortasse cada válvula do meu coração e abrissem meu tórax e o retirassem com as mãos sujas de ódio enquanto eu assisto tudo amarrado, imobilizado, mas de olhos abertos e consciente.
Isso arde, amor, arde.
Arde como se pegassem uma navalha e saíssem raspando toda a pele do meu corpo.
Eu me desespero e olho tudo em desordem,
Eu queria tanto poder ajeitar tudo isso.
Repor de novo nossas fotos no Instagram,
Recolocar aquele nosso anel de compromisso.
Eu me vejo nu,
Ensanguentado,
Sem rumo nesse deserto que ficou minha vida.
Eu te amo ainda, e esse ainda é eterno.
Quem escolhe uma amizade perde um amor, assim como na matemática; não há como encontrar o X e o Y ao mesmo tempo
Atualmente vivemos em constante pressão, enfrentando uma batalha a cada dia. As demandas são inúmeras, com atividades amontoadas com tempo previsto e se possível para ontem. Indiscutivelmente o estresse está sendo nosso companheiro inseparável.
Acomodados!
Espero o tempo passar,
chegar, mudar, curar.
Mas o tempo
o que ele pode fazer?
Se eu não agir,
Não escolher,
Não me levantar,
Permanecerei a mesma
vendo a vida passar
sentada aqui neste sofá.
Bailarina dos sonhos!
Minha amiga bailarina
suas mãos parecem asas abertas
querendo voar.
Que bailarina linda
sua dança me fez despertar
me fez ver que os sonhos
podem se tornar realidade.
Bailarina que nos seus passos
traz unção e enche de cura o meu coração!
Bailarina cheia de luz
nos seus giros aprendi
que as voltas da minha vida
me fazem mais forte!
Dois irmãos
Somos unidos por uma aliança
feita de sangue
impossível de quebrar.
Os momentos e circunstâncias
nos fazem mais fortes
e mais unidos!
Nós não podemos
escolher nossos irmãos
e Deus me deu os melhores.
Eu tenho dois tesouros
dois professores e amigos
tão iguais e tão diferentes
dois irmãos!
LIBRAS
Língua de mãos
que fala ao coração.
Sem voz
sem som,
mas com movimentos
e expressões
que tomam forma
e trazem comunicação,união e
Inclusão!
O Poeta e a Inspiração
Se o Poeta sente
quer então escrever
fala do que sente
e por quem sente.
Poeta que faz do silêncio
uma inspiração!
E com a caneta no papel
descreve seu coração.
Poeta que faz da dor
uma experiência
que rima com persistência,
que faz da desilusão
um dueto com a superação.
Poeta que ama amar
que gosta de sentir,
e que tudo faz rimar e inspirar!
Origem
Sabes do que sou feita
pois tu me fizeste.
Mesmo que as circunstâncias
me façam quebrar
só tu podes refazer!
Sou feita de barro
mas tu Senhor és feito de amor
por isso só tu sabes quem eu sou!
Nós seres humanos somos como uma simples pena, para onde o vento soprar para lá estaremos sendo direcionados, o que vai determinar a direção é quem está a soprar sobre nossa vida. Qual é o vento que está a soprar sobre sua vida?
Quando estiveres com medo, não o alimente, deixe-o morrer faminto. Passamos diariamente por testes ... Pensem na grandiosidade de Deus.
A gente é muito besta mesmo,sofre,chora,fica cheia de esperança.
Enquanto o outro tá lá se lixando para sua existência, sendo feliz como se você nunca houvesse existido.
Não se deixe afetar pelas sombras do outro. Seja luz que ilumina a sua estrada e a dos outros também.
Eu disse que choraria pela última vez, mas não desceu uma lágrima...
A contestação do óbvio nos dá força para seguir em frente, ferida ainda porém mais forte.
É isso, vida que segue e segue linda.
Ópera inconsciente
Num minueto inconstante, me desfaço de essências e pensamentos de essências.
Mais próximo da visão opaca,
Distante mesmo da lucidez do Direito Civil,
Encontro minhas vãs filosofias.
Me deturpo em falácias corajosas,
Me sinto nelas como que num axioma de pensamento absoluto.
Eu e o quê do mundo?
Eu e o quê disso que chamam poesia?
Eu e tudo como essência que preenche o nada.
Me sento à margem dos olhos que confiam sua verdade intocável a qualquer um que respire,
Que me dizem qualquer coisa que seja sincera e mesquinha.
Mistura de archés que causam o mundo este cataclisma que é,
Archés e Religiões e Sociologias perdidas na ilusão e filosofias do cume de uma ágora moderna e demagoga.
Minueto tocado e dançado como Funk que é,
Como Funk e como toda esta boa música que se faz hoje em dia.
Minuetos e Sinfonias do destino e do aquém.
Minimamente se encontra um retrato de jovens leitores pelos criados-mudos das vielas urbanas de hoje, encontra-se vestígios da demência.
Eu que não me escuto, estou me escutando.
Eu que não me curto, estou me encurtando.
Eu que não me gosto me amo me adoro, estou me exaltando.
Num narciso de Vênus eu me vejo nu e molhado, jogado às ruas esperando Afrodite vir me buscar para n'alto mar me crucificar e depois de minha morte eu vir a ser lavado e remido de vinho por Dionisio.
Me olho de longe como quem olha moça bonita passar pela rua e a cobiça endeuzando-a.
Não há nada que possa me pisar, senão eu mesmo.
E os que se sabem próximos a mim, nada sabem de mim.
Aqueles que de longe me vêem num intervalo de uma piscada de olhos, sabem mais que eu mesmo sobre mim.
Ó, mácula!
Morri ontem e hoje estou podre por ter nascido.
