Nove Noites de Bernardo Carvalho
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Amar a dor é tentar Deus.
O casamento é o egoísmo a duo.
A prudência é uma arma defensiva que supre ou desarma todas as outras.
A vida, quando é miserável, custa a suportar; se é feliz, é horrível perdê-la. Uma coisa equivale à outra.
Condenamos por ignorantes as gerações pretéritas, e a mesma sentença nos espera nas gerações futuras.
O valor que não tem por fundamento a prudência chama-se temeridade, e as façanhas dos temerários devem atribuir-se mais à sorte do que à coragem.
Beleza, presente de um dia que o Céu nos oferece.
Nos nossos revezes, queremos antes passar por infelizes, do que por imprudentes, ou inábeis.
As dívidas são bonitas nos moços de vinte e cinco anos; mais tarde, ninguém lhas perdoa.
A ciência dos projectos consiste em prever as dificuldades de execução.
O silêncio é o melhor salvo-conduto da mais crassa ignorância como da sabedoria mais profunda.
Antes de atacar um abuso, deve ver-se se é possível arruinar-lhe os alicerces.
A loucura dos que têm êxito é a de se julgarem hábeis.
Há muita gente para quem o receio dos males futuros é mais tormentoso que o sofrimento dos males presentes.
Ordem social é limitação de liberdade; desordem, liberdade ilimitada.
Os ricos pretendem não se admirar com nada, e reconhecem, à primeira vista, numa obra bela o defeito que os dispensará da admiração, um sentimento vulgar.
Ninguém é tão prudente em despender o seu dinheiro, como aquele que melhor conhece as dificuldades de o ganhar honradamente.
Os abusos, como os dentes, nunca se arrancam sem dores.
Quando se envelhece, as irritações transformam-se em tristeza.
A solidão liberta-nos da sujeição das companhias.
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