Nostalgia da Infancia Perdida
Solidão Silenciosa
Em quartos vazios, a solidão reside,
Um eco vazio nas paredes canta,
Um coração solitário bate em segredo,
Nas madrugadas longas e malditas.
Palavras não ditas, pensamentos sós,
Um vazio profundo em cada olhar,
Na solidão silenciosa, a alma chora,
Por um abraço, por alguém a amar.
Solidão no Peito
No peito, a solidão tece sua teia,
Uma sensação de vazio e desamparo,
Como uma sombra que nunca se esvanece,
A solidão se torna um constante amparo.
Nas páginas da vida, um capítulo solitário,
Caminhando por estradas desconhecidas,
A solidão é um verso triste no diário,
Um eco de saudade em noites esquecidas.
Sei que sou piegas e nostálgico às vezes, mas qual a razão de viver sem o amor, seja ele fraterno ou afetivo, e sem o poder da sensibilidade de apreciar o autêntico calor humano pulsante naqueles de bom coração.
Vasto quando aberto, parece tão solido de longe, como se pudéssemos caminhar sobre ele. Azul ou verde, intenso, como um sonho dentro de outro sonho. A espuma branca das ondas que aparenta querer nos dissolver na areia. Sabemos que é perigoso quando bravio, e nos arriscamos a nado sob o risco de naufrágio, atraídos ou pelo gosto salgado do caldo ou pelo canto doce da sereia. Selva marinha rasa e profunda, jardim de nuvens distantes, litoral de praias cheias de gente e orlas de solidão. Tempestades no pacífico, calmarias no atlântico, brincar nas águas, fazer amor no oceano. metade da minha alma é feita de nostalgia, a outra de maresia. Maré cheia, maré vazia, como o pulsar de um coração apaixonado, barcos navegando sem destino, tempestades e trovão, tem um pedaço de mar cravado em cada gota da minha biografia.
As lembranças são como vinho de uma boa safra guardadas na garrafa da memória. Vez ou outra, por mero descuido ou propósito a abrimos e nos embriagamos de saudades.
Demorei a entender, mas percebi que não é só o mal que passou a ser visto de forma genérica, nossa própria vida também se tornou assim.
Nos acostumamos com o extraordinário.
Algo novo nos encanta nas primeiras três vezes, e depois… vira ruído de fundo.
Nós mesmos apagamos o brilho das coisas.
Antes, ir ao mercado era quase um evento.
As prateleiras cheias, os rótulos coloridos, o frio da geladeira nos dedos, o som dos carrinhos deslizando; tudo era diferente, quase mágico.
Até mesmo a fila era motivo de conversa e expectativa.
Hoje, mal reparamos.
Não se trata do mercado, é claro.
O ponto é que o que é raro nos encanta, mas o que se repete demais, a gente aprende a ignorar.
E à medida que tudo fica mais acessível, mais automatizado, mais rápido… mais indiferentes nos tornamos.
Vivemos correndo.
Sem tempo para ver o pôr do sol, para rir até tarde, para ouvir com calma quem amamos.
A vida virou repetição.
Virou genérica.
E a culpa?
Não é da tecnologia, nem do progresso.
A culpa é nossa, por vermos tudo à nossa volta evoluir, enquanto deixamos nossa alma estacionada.
Esquecemos de valorizar.
De agradecer.
De viver o hoje como se fosse o único.
O tempo é eterno, mas não para nós.
Não para esses corpos frágeis e passageiros.
A vida não é uma fita que se pode pausar, rebobinar ou regravar.
Ela é agora.
E o agora não é o passado.
"Saudade dos tempos de escola,quando qualquer coisa que eu fizesse não importava..
Hoje os dias passam como horas,e se cochilar um pouco,se passam anos e não conquisto nada."
O café esfria na xícara, enquanto o coração aquece com memórias de um lar que já não existe.
(LilloDahlan)
Já que me fui, espero ter deixado saudades, boas lembranças e amigos pelos caminhos em que passei, pelos amores que vivi e pelas experiências em que vivenciei.
Sereno espírito tenho,
Quando em ti penso
Em que no passado há,
O que hoje não há
Mas se hoje não há,
No que amanhã haverá?
Um espírito remato,
Ou um sequioso ser
Que nunca se farta do hoje,
Em que há em você.
O que em ti há,
De tão longe a conquistar?
Perpétua corrente estás,
Na superstição que há
Não no que em ti há,
Mas no que em mim há...
Sentava-se ao lado, mas sentia-se tão longe, quanto mais presente se apresentava, mais longe estava.
Ainda que a nossa história tenha chegado ao fim, saiba que você fará parte de um dos meus livros e contos favoritos.
📖
Ultimamente você tem se mantido tão perto de mim, quanto os meus pensamentos em você.
Mesmo em orações, a minha mente recorda em ti, é como se a saudade tivesse braços, e a usasse-as para lhe manter perto de mim.
No entanto, prometo-me soltar qualquer lembrança sua, e deixá-lo ir.
Hoje olhei para a lua, e lembrei de você, e a lua lembrou de nós.
Ela está cheia, cheia de recordações de nós dois.
Às vezes, lembro-me de esquecer tantas coisas. Mas, na maioria das vezes, continuo lembrando-as desnecessariamente.
O que mais nos interessa nesta
Vida é sermos felizes, mesmo que
As circunstâncias nos obrigam a ficar
sérios. Precisamos de alguém que nos
apoia, que nos faz sonhar. Alguém que
Nos ensina a ser felizes porque somos
Eternos aprendizes. Precisamos também
De uma mão amiga para nos socorrer,
E de um coração para nos confortar.
Hoje acordei com saudades do mar...
Água salgada, água de coco, água de chuva...
Onda que quebra, brisa que passa...
Protetor solar, maresia, paladar...
Pés na areia, sol de fim de tarde, sombra de árvore...
Sentidos atentos,
Ausência de relógio,
Bate-papo sem cronômetro,
Tempo vaga sem compromisso...
Abri a janela e olhei o asfalto:
"Como vim parar aqui?"
Como se aqui não morasse...
Como se aqui não tivesse nascido.
O tempo passa e não nos damos conta.
Há tempos caminhei sobre a areia.
No que pensava? Com o que sonhava?
Deixei ali os sentidos,
Assumi o cronograma,
Prometi voltar...
Hoje acordei com saudades de mim...
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