Nosso Amor So Aumenta
Desde que se apossaram
do mar da Bolívia,
Eu estava lá só que
ninguém me via,
Bem no meio antiga
da tropa eu havia
sido escrita e escondida.
Fui revelada só agora
que não vou me contentar,
Enquanto não me devolverem
o General, a tropa e o mar,
Não vou parar um só dia
de espalhar a minha poesia
por todo e qualquer lugar.
Nasci sul-americana
e nenhum de vocês
a mim não me engana.
Estou espalhada pelo ar,
nasci na serra e cresci
bem no meio do mar.
Não sei quem começou,
só sei que não devia
ter nem começado,
os meus pertences foram
espalhados e o meu abrigo
foi brutalmente incendiado.
Fugi da Ditadura para ir
para Pacaraima para
ultrapassar muito
além do nervoso,
agora estou aqui
sem sequer reagir,
e sem nenhuma ação
por aquilo que não
tem perdão por
causa de gente
sem amor no coração.
Só sei que tenho que ir,
porque tenho um
futuro para construir,
não foi por escolha,
mas foi por circunstância
insuportável a me exigir.
Acontece que já
nem mais sei
se posso sobre
este assunto falar,
só que é bem mais
forte do que eu,
e assim indo deitar
sigo na poesia
de raciocinar:
num movimento
se faz necessário
só um porta-voz
para que a mensagem
não seja distorcida,
o líder assim indicou
o maestro da sinfonia,
a militância como
orquestra de cordas
deve estar em sintonia.
Não se deve falar
pelo General,
Se deve falar
do General,
Não se deve usar
do General a imagem
em hipótese alguma
nem para se gabar,
nem para falar mal,
e nem para tirar vantagem.
Sim, falo em nome da poesia
sou da Pátria vizinha,
porque ao General que está
preso a História deve plena
continência e liberdade,
e todos nós devemos à
ele integral humanidade.
Eu só sei de uma coisa:
enquanto continuarem
com essa história boba
de intransigência tola,
jamais descansarei.
Não haverá trégua
de clamar a misericórdia
em nome do irrenunciável
e justo apego à terra.
Essa criancice de quem
começou me esgota,
e entendo que todos
começaram porque não
estou vendo ninguém
com iniciativa corajosa
de renunciar ao ódio como
propôs o procurador.
Não vou arredar mesmo
que no momento mal
consiga andar e ao pódio
não posso tão cedo pelas
minhas pernas chegar.
O não regenerado não consegue por si só se libertar dos desejos pecaminosos, ele sempre estará inclinado para hábitos, pensamentos e atitudes que o destroem e o separam de Deus. O pecado é o padrão habitual e a identidade de uma pessoa não regenerada.
Rodeio de Dia
Rodeio de dia convida
a vida a ser resolvida,
e para quem está só
de passagem a passear
para as belezas desta
nossa terra apreciar.
Rodeio de dia acena
para as dificuldades
de ir e vir por aqui,
mesmo com os desafios
amo morar nesta
linda e amorosa cidade
do Médio Vale do Itajaí.
Rodeio de dia esbanja
charme independente
do clima e da estação,
é sempre a joia mais
linda de Santa Catarina
que habita no coração.
Rodeio Silenciosa
Nesta Rodeio silenciosa
onde só ouço os pássaros
e os cães da vizinhança
neste momento latindo,
voo nas asas do silêncio
até onde a esperança
tem feito generoso abrigo.
Minha Rodeio silenciosa
e joia catarinense amorosa,
és tu minha fortaleza
e meu refúgio do mundo
onde a paz não tem feito
para muitos mais sentido.
Nesta Rodeio silenciosa
que me abraça generosa
mesmo com as flores azuis
do tempo se fechando
e se abrindo sobre a cidade,
aqui desfruto da poética liberdade.
Minha Rodeio silenciosa,
onde as pétalas do céu
se desmancham ora fortes
e ora brandas sobre nós;
tu me encanta tal como
o sol e a chuva dançam
sobre o Médio Vale do Itajaí,
é assim que jamais me canso de ti.
Ninguém deve ter vergonha da própria idade. Só sei que forçar a barra para tentar aparentar a idade que não tem envelhece ainda mais, embora a natureza seja inevitável. O quê engrandece o ser humano não é aparência física, e sim como ele se porta diante da vida e o amor que transmite ao próximo.
Abril é poesia
que pode ser
escrita por você,
É só querer
se inspirar e a paz
buscar que você
tanto deseja estar.
Por enquanto é
só por telepatia,
Fiz um bonito
ninho para você
na minha poesia,
Amanhã seremos
um para o outro
a mais absoluta
e doce companhia.
Mondaí
Amada Mondaí amada,
dizem que teu nome
em tupi-guarani é roubar água,
Só sei que Ernesto já
te conhecia e nasceste Porto Feliz.
Amada Mondaí amada,
a tua estrada de Ferro
nasceu para ser ligada
com o Rio Grande do Sul,
paraíso terreno deste nosso Sul
Amada Mondaí amada,
só sei que quanto mais
te amo mais desejo-te amada,
cidade adorada do nosso
Extremo Oeste de Santa Catarina
és a minha poesia favorita.
Amada Mondaí amada,
do Rio das Antas no Rio Uruguai
até o Ribeirão Laju,
sinta-se por tudo o quê és
por mim eternamente adorada.
Amada Mondaí amada,
as consequências da Coluna Prestes
não foi por mim esquecida,
a fortaleza sua foi pela circunstância
reafirmada depois de todo o sucedido.
Amada Mondaí amada,
até a foz do riacho
que deságua no Rio Uruguai
bem na Ilha do Pão de Açúcar,
sinta-se por cada grão teu
por mim eternamente venerada.
Amada Mondaí amada,
pela tuas origens alemãs e italianas,
gente imigrante que chegou
para erguer a Pátria Brasileira
e aqui deixou as suas heranças,
sinta-se plenamente por
mim eternamente reconhecida.
Rodeio Sublime
Você me ama em silêncio,
moro com arte em Rodeio
e escrevo poemas diários
soltos pelo Médio Vale do Itajaí
para fisgar o seu coração
com este rodeense poemário.
Sou eu o teu Ano Novo
mesmo que você não me veja,
eis-me como o sussurro
do Rio Itajaí-Açu
e a tranquilidade da arrozeira.
Você me cativa com devoção
moro com poesia em Rodeio,
você por enquanto ainda não
veio e me endereça o coração.
(Sou eu quem escreveu este
Poemário para a nossa Rodeio
sublime e amor mais que perfeito).
Passou o Natal,
passou o Ano Novo,
tudo está igual;
só não passa
o desgosto que
continua infernal
e não passam
o ódio e o rancor
por vício habitual.
Estou sem crer
que houve um
indulto surreal;
Já era tempo
de abandonar
o apego por tudo
o quê é brutal.
Inunda de medo
o quê pode vir
acontecer com
o Tenente Coronel,
com a tropa
e com o General
preso injustamente
que continua vítima
de atraso processual.
Estou sem crer
que houve um
indulto surreal;
O Ano Novo chegou
e para os presos
de consciência
tudo continua igual.
Como poetisa de muitas luas
fundei a minha pátria
na América do Sul profunda
onde só no teu coração
tenho a mais doce morada,
e tua alma só ficará sossegada
quando entre meus braços
você se pôr como o sol
entre as estrelas para descansar.
As botas gaúchas
fazem percussão,
A Dança dos Facões
é só por tradição
no ritmo do coração
estalando as emoções,
Você é absoluto
e não precisa jamais
de nenhuma competição;
Meu pedaço de bom
caminho, poesia e paixão.
Meus sarandeios
e teus sapateios,
Você indo para lá
e eu indo para cá
só na Rancheira
de Carreirinha
com a gauchada,
Você sabe que
estou apaixonada,
e te querendo
mais do que poesia,
Eu sei que sou
a tua amadinha
e você não sabe
mais me deixar sozinha.
Meu lindo Samba-Enredo,
confesso que na vida
só tenho um único medo:
Se eu me enredar em ti
talvez nunca mais consiga
encontrar o meu endereço.
