Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Grandeza é ser grande de dentro para fora, como uma semente rompendo a terra para mostrar seu valor.
A comunicação pode ser uma linguagem escrita ou falada. No entanto, podemos vê-la como um entendimento retórico.
Cultivar a paciência exige um esforço mental sobre-humano, bem como um exercício diário de resiliência.
A há momentos na vida que é como uma Montanha Russa, têm decida, têm subida, têm retas, têm curvas, há algumas que têm até loops... algumas pessoas pagam para entrar e outros rezam para sair.
Lhe vejo cuidar do rosto
Penso; como vai a sua alma.
Se brilha; tudo é resto.
Inquieto o mar se acalma.
Seu rosto; botão, mocidade...
Encanta, atrai e seduz.
A alma é o raio de luz
Reflete o sol da verdade.
Devemos sempre respeitar as diretrizes da natureza divina, assim como as nuances da natureza humana.
ENTRE A PELE E O DESEJO
Teus dedos desbravam minha pele,
mapa que se acende ao toque,
como se cada centímetro fosse segredo,
cada suspiro, uma promessa.
Sinto teu fôlego quente,
sussurrando desejos sem palavras,
e minha pele responde, febril,
ao calor que cresce entre nós.
Teu olhar é chama firme,
me consome inteiro, sem pressa.
Minha pele é tua, estrada e abrigo,
onde te deitas e eu me perco.
Num toque, um universo,
entre os lençóis que nos cobrem,
me entrego, sem medo ou limite,
teu nome escrito em cada poro.
De olhos fechados, somos centelhas,
fogos que não precisam de voz,
e em silêncio, nossos corpos dizem
o que a alma nunca ousou.
Poema- O avião das 09h:
O avião das nove riscou o céu do sertão,
como se fosse um sonho escrito em luz.
De cá, fiquei só de pé, no chão
olhando o sol nascer por trás da cruz.
Leva no ventre um punhado de gente,
cada um com seu rumo, sua fé, seu talvez.
Uns fogem da fome, outros da mente,
outros só buscam o que nunca se fez.
Nunca entrei num avião confesso.
O vento me basta, a terra me entende.
Já viajei sem mapa e sem endereço,
pelos caminhos que o tempo acende.
São Paulo, dizem, é cidade que engole,
de tanto brilho e tanta pressa.
Mas o sertão, mesmo quando dói, consola
é dor bonita, é luta e promessa.
O avião das nove leva esperança,
leva o amor de um povo inteiro.
Lá vai o sonho, lá vai a mudança,
lá vai o futuro num céu estrangeiro.
A mulher na janela enxuga o rosto,
com o mesmo pano que cobre o pão.
E pensa será que ele chega disposto?
Ou volta cansado da ilusão?
O menino corre e aponta o dedo
Olha, mãe, o passarão de ferro!
E o pai responde, num tom de segredo
Quem sabe um dia, filho, eu espero.
O chão é quente, o tempo é lento,
mas o coração arde, pulsa, insiste.
Cada rosto do sertão é um monumento
de quem vive e ainda resiste.
E lá de cima, quem voa não vê,
que o mundo é maior do que o mapa mostra.
O sertão cabe em qualquer nascer,
em qualquer alma que seja nossa.
São Paulo é pedra, fumaça e ponte,
mas também tem gente que sonha e sente.
Enquanto aqui, o sol no horizonte
ensina o homem a ser semente.
O avião das nove virou lembrança,
um risco branco no céu vazio.
Mas dentro de mim ficou a esperança,
como um lampejo, suave e frio.
E eu penso, calado, olhando o ar
um dia, talvez, eu vá também.
Mas se um verso puder me levar,
então eu já voei e fui além.
CICLOS
Na dança dos dias, um ciclo se fecha,
O sol se despede, a lua viceja em sua graça.
Como as marés que beijam a areia na praia,
A vida flui, em constante ebulição, sem pausa.
Nascer, crescer, florescer, morrer,
Um ciclo perpétuo, difícil de entender.
Como as folhas que caem no outono,
Assim também seguimos, em eterno abandono.
A cada fim, um novo começo desponta,
Como a aurora que anuncia a nova jornada.
E nos ciclos da vida, encontramos a magia,
De nos reinventarmos a cada novo dia.
Assim como a lua em sua fase crescente,
Crescemos, evoluímos, seguindo em frente.
E no ciclo sem fim que nos envolve,
Encontramos a essência do que nos resolve.
Na dança dos dias, um ciclo se fecha,
E em cada partida, uma nova ponta se desenha.
Que possamos abraçar cada ciclo vivido,
Com a certeza de que em todos somos nutridos.
Tantas vezes julgamos como se fossemos deuses e senhores de outros seres. Julgamos até a nós,por não sermos a voz que deveria gritar.
É que a gente foi treinado para condenar, mas a pergunta que não quer calar: onde fica o amar?
Nildinha Freitas
