Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Seus cachos são como ondas suaves que envolvem meu coração, cada curva me lembrando do quanto sou apaixonado por você.
Seus lábios, doces como o céu estrelado, fazem de cada beijo no banco da praça um refúgio eterno nas noites escuras, onde o tempo para e só o nosso amor brilha, mais forte que qualquer estrela.
Combatemos a pornografia enquanto mastigamos ou celebramos, desavisados, como se reféns de um acordo tácito, a pornofonia em palavras e canções.
Não para trás...
Da infância à velhice, somos conduzidos pelo tempo, como um riacho que flui incessante, muitas vezes sem refletir, movidos por forças maiores que a nossa própria vontade. Vivemos os dias com a inércia de quem não deseja, e as noites com a hesitação de quem não ousa. Mas por que não retornar? E se o desejo de voltar no tempo e refazer aquela noite, que carrega o peso do arrependimento, se manifestar? Não... a vida insiste em seguir adiante, e, quando menos se espera, já teremos ultrapassado as pedras que moldam o curso do riacho, que se expande e transforma a cada novo verão.
Tentando decifrar os eventos de minha vida, tudo passa velozmente, como árvores desvanecendo-se à margem de um carro em movimento. Meus sonhos perdem o brilho, obscurecidos como um céu nublado de sábado, enquanto minha mente se perde em uma confusão turva e inconstante.
Nos olhos imaculados de uma criatura, o terror do mundo se desenrola como um antigo filme projetado, quadro a quadro. No entanto, ela permanece ali, firme, sem medo e sem fugir. Com uma coragem serena, ela se prepara para o amanhã, onde a luta se transforma em prosperidade e cada desafio enfrentado pavimenta o caminho para um futuro mais esperançoso.
"Como um rio que flui, a vida é um processo de descoberta constante; cada curva traz novas paisagens e profundidades que aguardam para serem exploradas."
Engraçado como algumas pessoas preferem virar as costas para o próprio sangue, trocando laços de verdade por alianças temporárias, onde o interesse fala mais alto do que qualquer vínculo de família. Aqueles que entendem a importância da família são os que verdadeiramente nos seguram, lembrando-nos de que a lealdade e o amor são construídos sobre a história compartilhada, o cuidado mútuo e o respeito. Respeitar nossos laços familiares é reconhecer que, mesmo nas diferenças, existe uma força que nos une e nos sustenta em momentos difíceis.É fundamental nos cercar de quem valoriza nosso próprio sangue, pois esses laços, apesar de suas imperfeições, oferecem um apoio genuíno e duradouro.
Inteligência emocional é saber que cada um dá o que tem, mas o poder está em como reagimos. Não podemos mudar o outro, mas podemos escolher como agir diante das situações. A verdadeira força está em controlar nossas emoções e manter o equilíbrio, independentemente do que recebemos.
Moabe Teles
O medo de se tornar refém dos amantes pode funcionar como inibidor da traição, fazendo com que algumas pessoas valorizem a fidelidade e a segurança de seus relacionamentos.
Vender seu voto é como trair a própria consciência, entregando nas mãos de um ladrão a chave da sua liberdade e o destino de gerações.
Vai passar, calma, respira.
Já isso passa.
Tudo passa, até isso aí passará.
Como os dias que já passaram, passará.
Simplissência
No início, éramos mais simples
E a vida fluía como era de ser
Pode até não parecer
Mas tínhamos tudo que precisávamos.
Então o tempo passa
E as coisas vão ficando mais complicadas
A vida segue a cobrar tempo de todos
Cada um a cobrar ainda mais dos outros
Sem perceber o que é de graça.
E agora, o que se faz?
Seguimos em frente ou olhamos pra trás?
O que de fato nós buscamos?
E se, onde mesmo que erramos?
Porque bem, nem tudo parece estar
Não que antes não havia confronto
Mas há um anseio diferente
Não sei quando mudou, nem como.
Só sei que não se busca algo novo
E o que se busca ainda não está claro
Mas há um caminho nisso tudo
No passado já está o futuro
E nisso o tempo tem passado.
Num olhar inevitável, como a morte e sutil como um ponteiro que se move lentamente nas horas de tédio, a química inicia o seu processo. E, então, ela vem à tona: a paixão, aquela ilusão que não mente, mas queima o coração do pobre ser humano como brasa incandescente, emoção que o pobre coração não consegue explicar, apenas sentir, todavia a mente persiste em conceituar pra depois reduzir em palavras, o que não é hábil de sentir. Ó, pobre mente! Com demasiado orgulho, não consegue abdicar-se da infeliz racionalidade como os sujeitos, tão pobremente, desiludidos.
Haverá um tempo em que o homem vai olhar para o passado e não irá conseguir se identificar como um ser da evolução. Ele irá olhar ao seu redor e não vai conseguir entender o sentido da racionalidade que o levou para onde se encontra.
Desenhávamos o futuro com traços gordos e noites curtas. Adormecíamos juntos, civilizados como nunca mais.
