Nosso Amor como o Canto dos Passaros
“Deus te enviou como um presente do céu, para me amar e cuidar de mim. Em retribuição, te dou a chave do meu coração — única e irrecuperável para qualquer outro.”
sem vingança pois eu lembro de como era sua relação com seu pai.
sem vingança pois eu lembro de seu medo de abandono.
sem vingança pois eu lembro das suas palavras calorosas.
sem vingança pois você foi a minha primeira referência do amor romântico.
sem vingança pois eu lembro das competições de "eu te amo mais".
sem vingança pois fui eu que pus um ponto final.
podemos substituir por uma vírgula mas sua guarda jamais abaixará.
e assim eu serei seu eterno ponto-continuando.
Carrego, como homem, o fardo silencioso de não sentir; uma armadura que pesa mais do que protege. Mas a vida, implacável e sutil, revela que é preciso sentir, mostrar, viver… antes que eu me desfaça em ecos das memórias de quando o sentir ainda me habitava.
A felicidade é como uma nuvem, movendo-se lentamente no céu.
"E" cada pessoa que enxerga lá terá, o seu próprio vislumbre de uma imagem.
O sacerdócio, para mim, representa exatamente isso, a forma como eu encontrei de falar de Jesus, de anunciar o seu Evangelho, de doar a minha vida, de me entregar por uma causa que é capaz de completar o meu coração, de me preencher.
As Cores da Emoção
Emoção é como o vento: não se vê, mas se sente.
Às vezes, ela chega de mansinho, feito brisa. Outras vezes, é tempestade. Vem sem aviso, sem manual. Pode morar em uma lágrima ou num riso inesperado. Pode aquecer como um abraço ou apertar como um nó no peito.
Há emoções que iluminam — como o amor, a esperança, a alegria. Outras escurecem — como o medo, a raiva ou a tristeza. Mas todas têm algo a dizer. Todas são sinais de que estamos vivos.
Sentir é parte do caminho. É como pintar a vida com todas as cores que existem: o amarelo do entusiasmo, o azul da calma, o vermelho da coragem, o cinza da dúvida. Nenhuma cor é errada. Nenhuma emoção é pequena.
O coração não precisa ser domado. Ele precisa ser escutado.
Porque entender o que se sente é o primeiro passo para cuidar de si — e também dos outros.
“A educação faz parte da vida, dá sentido e indica caminhos, ao passo que, a escolarização é como que um carro, facilita em trajetórias, encurta distancias, mas por mais longe que seja, sempre podemos ir a pé.”
Jailton Silva
A verdade não é subjetiva, é fato, é uma, não existe segunda. Ela é como o Sol e a Lua, porque, por mais dias nublados que existam, mesmo que além da vontade ou interesse de quem quer que seja, sempre volta a aparecer. Ela não é apenas uma palavra, é um poder da natureza.
A verdade não se enfeita e , certamente, se alguém a visse andando por aí estaria nua. Fato é ciência, e a verdade é a elucidação do fato. A ciência nada mais busca que a verdade ainda desconhecida enquanto comprova aquela que já conhecemos.
É obrigação do jornalista trazer a verdade àqueles que ainda não a conhecem, para que todos possam ter a compreensão de que neste mundo não existe religião superior a ela.
Se é possível enganar uma pessoa, um grupo delas, ou até parte de uma nação, por algum tempo, é impossível enganar a todos para sempre.
Quem dissemina notícias falsas pode querer te convencer: "essa pode ser a verdade dele, mas não é a minha." Mal sabe essa parcela da população que mesmo que uma mentira seja contada mil vezes; ela jamais ela se tornará verdade - a história nos mostra isso através da torpe cruel e fútil propaganda nazista.
A verdade não necessita de maquiagens, joias ou enfeites, e nem mesmo de qualquer veste ou traje. Quando ela passa, não passa desapercebida. Todos, mesmo que relutantes ou contrariados, sem exceção, reconhecem a verdade quando a veem.
Bauman que me perdoe, mas pós-verdade é o "cazzo". Ele não teve oportunidade de vislumbrar este início da era da informação e do conhecimento. Penso que talvez a pós-verdade que surgiu - preocupada na vã filosofia deste grande pensador - nada mais foi do que um prenúncio de que os dias nublados estão por findar-se.
A era da informação e do conhecimento, óbvia e lógicamente, também é a era da verdade, e, ela sempre se faz acompanhar da liberdade e da transparência. Se quem tem telhado de vidro não atira pedra no do vizinho, hoje as paredes também são de vidro.
Assis Chateaubriandt dizia que só o real é contraditório, ligeiro que era, já sabia que tudo que é oculto, um dia será revelado. Assim é a história da humanidade. E, se a verdade liberta, liberte e será libertado. Conte a verdade e você também a conhecerá.
Morada da saudade
Há sentimentos que nascem quietos,
mas crescem como tempestade dentro da gente.
E foi assim com você.
Eu nunca senti por ninguém
o que sinto por você.
Não sonhei só com palavras,
não desejei apenas conversas bonitas —
eu quis presença,
caminho,
vida dividida.
Quis a gente junto,
plantando o dia,
colhendo o amanhã.
Enfrentando os ventos,
mas também se aquecendo no sol
dos momentos bons.
Eu sei que daríamos frutos,
daqueles que nascem do cuidado,
da entrega,
do amor sem pressa.
Mas olha como está...
tão difícil, tão longe.
A dor visita,
a saudade faz morada.
As noites vêm com o teu nome,
e quando o dia abre os olhos em mim,
lá está você —
meu primeiro pensamento,
meu silêncio mais alto.
E mais uma vez,
sou abrigo da falta que você faz.
As lembranças, ah, como são fascinantes! Elas não são apenas ecos de um tempo que passou, mas a argamassa que sustenta a construção da nossa identidade.
Vocês se multiplicam como pragas, espalham o caos e depois culpam os deuses por sua dor. Hipócritas. Criaram guerras por orgulho, destruíram vidas por desejo, e ainda ousam falar em justiça?
Ser lembrado por alguém é sempre bom.
Portanto, seja como uma página de um bom livro.Quém ler nunca esquecerá.
A forma como você enxerga o mundo revela a verdade que vive em você. A vida é um reflexo brutal: ela devolve exatamente aquilo que você tem coragem de oferecer.
O peso do silêncio
Dizem que nascemos sozinhos e morremos sozinhos. Dizem isso como se fosse uma verdade fria, científica, quase um aviso. E talvez seja. O que ninguém diz, ou talvez finjam não perceber, é que, entre o começo e o fim, a solidão também aparece. E não é aquela que se resolve com companhia, é outra, a que mora dentro.
Chega uma hora em que o tempo desacelera. As visitas ficam mais raras, os telefonemas cessam, e a casa vai ficando grande demais para quem já viveu nela cheia de vida. Os móveis guardam mais memórias do que utilidade, e a alma, essa danada, começa a tropeçar em lembranças que insistem em não morrer.
Sinto-me como um velho pilão esquecido no canto de uma varanda. Já fui força, já fui utilidade, já fui indispensável. Hoje sou história que quase ninguém pergunta, silêncio que quase ninguém ouve.
As mãos tremem, a visão falha, a juventude se foi, mas o que mais dói é o espaço vazio na rotina, como se o mundo seguisse em frente e eu tivesse ficado preso em algum ontem que não volta.
Conto os dias, sim. Não com tristeza, mas com certa dignidade de quem sabe que ainda está aqui. E se ainda posso escrever, lembrar e sentir, então ainda sou. Mesmo que meio apagado, mesmo que decorativo, ainda sou.
E quem ainda é, ainda pode ser. Nem que seja só abrigo para uma saudade, ou um canto sereno onde a vida, mesmo em silêncio, continua a respirar.
Os momentos são passageiros, mas também se eternizam dentro de você.
Tudo depende de como você absorve o que recebe, seu cérebro é um HD incrível!
O que não presta delete.
HERESIA
Te engulo como quem já morreu de fome. Com os olhos cerrados na vertigem do teu cheiro. Te tomo como anjo que escolhe cair não por pecado, mas por desejo de habitar tua alma, como quem entra sem pedir licença, nu de si mesmo.
Sou ausência que arde sob tua pele. Memória do toque mesmo sem o toque. O silêncio entre nós virou idioma. E tua respiração, confissão.
Cometemos a heresia da carne como quem reza com o corpo. Sem culpa. Sem o peso dos que condenam.
Te envolvo sendo, às vezes febre, às vezes brisa. Num abraço onde o mundo silencia e só resta esse instante: nós. Em transe. Em verdade. Em tudo que não nos cabe.
Se há uma força nisso, é aquela que dilacera e acalma. Que fere com ternura. Que transforma a heresia do desejo carnal em uma forma de permanecer, mesmo quando os corpos se afastam.
Augusto Silva
"Tentar alcançar a justificação por meio das obras da Lei é como tentar curar uma doença terminal com folhas secas."
Não tenho nenhuma preocupação nem nenhuma pretensão de como serei lembrado. É minha vida que está nas fotos e nada mais.
