Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Pedinte
Não. Não quero ver o dia amanhecer.
O amanhã será como hoje.
Talvez mude o clima,
A chuva,
O sol,
Mas amanhã e outros amanhãs
Serei o mesmo.
Incontestavelmente o mesmo.
Acho que é assim,
Nem bom,
Nem ruim,
Risco do meio.
Amanhã será escuro.
O pão,
Será seco,
A mesa - o beco,
A porta - a pedida.
Meu amanhã será teu hoje,
Pois vivo do que você sobra.
Bons livros são como os bons amigos. Ainda que um dia nos cansemos deles e conheçamos outras histórias, eles estarão sempre lá guardados na estante de casa, à nossa espera; prontos para nos contar as mesmas histórias de outrora, mas de um jeito diferente. É que livros, assim como os amigos, ficam melhores com o passar do tempo...
Nem tudo na vida vai ser como agente quer,por isso temos que esquecer superar ou ao menos fingir que esquecemos
Perene
Sempre haverá tempo
Enquanto houver o tempo
Assim como o próprio tempo
Encarrega-se de guardar
Aqueles momentos que nos fazem bem
Certos momentos...
São únicos e inesquecíveis.
Como vai você?
Madrugada lenta,
Onde escondeste o dia que não chega?
Morto neste colchão,
Abraço o silêncio e a solidão.
Atrasado chega o dia, bocejante,
E pede que me levante.
O hotel se torna borbulhante.
Já sei que a rotina será maçante.
Sem escolhas vou adiante.
Bom dia. Como vai?
Olá. Tudo bem?
As pessoas bem dormidas,
Não sabem da minha vida.
Das esquinas descabidas.
Das péssimas investidas.
À tarde os importunos se multiplicam,
Ficam ainda mais pedantes.
Sem escolhas vou adiante.
Tentando não parecer arrogante.
Boa tarde. Como vai?
Olá. Tudo bem?
A noite outra vez me escolta,
Sábia e cheia de contra indicações.
Sigo cabisbaixo conduzindo minha revolta.
Ainda encontro uma multidão
Chata e sem emoção.
Boa noite. Como vai?
Olá. Tudo bem?
Em fim fico só comigo,
Empalideço a fisionomia.
Deito em meu jazido.
Meu corpo parece
Embalsamado pra aula de anatomia.
Entre paredes melancólicas deste mausoléu.
Refaço minhas angústias.
Minha consciência atrevida,
Pra infernizar ainda mais minha vida,
Pergunta destemida:
Olá. Tudo bem?
Como vai tua vida?
Eu escolhi começar
Assim como escolhi acabar.
Ele escolheu me trair,
e até hoje tenta voltar...
Não suporto mentiras, ser enganada.
eu lembro daquela boneca
lembro dela como gostaria de lembrar
de vc
eu toco aquela boneca como gostaria de lhe tocar
eu vejo outras crianças brincarem com ela
e sinto oque queria sentir ao te ver falar de alguém
eu sei da existência daquela boneca
e sinto que não faria diferencia se ela não existe-se
hoje não faria mais diferença
mais ela foi pra mim que nem vc é hoje
eu amava aquela boneca
adorava brincar com ela
adora dormir com ela
eu brigaria se alguém pegasse ela
eu morreria por ela..
mais assim como aquela boneca vc chegar a ser apenas uma boa lembrança.
Fim de caso
Não adianta tentar,
não há mais como salvar
quando falta o respeito
não tem jeito
o amor já foi desfeito
são os floridos campos largos, acabando
e as mágoas, mais os doloridos caminhos estreitando
pois quando um caso fica assim
é que chegou ao começo do fim...
odair flores
Quando pessoas comuns me chamam de "doido", Mal sabe elas que considero como um elogio pois quer dizer que não sou igual a elas.
E é como o vento,
Apenas se sente quando se passa.
E depois que passou...cadê? Acabou?
Se não aproveitar e direcionar, canalizar, passa!
O vermelho quente dos cabelos encandecidos pelo sol
Lindos olhos azuis que brilham e te guiam como um farol
Para um caminho ainda mais quente e de uma forma diferente
Faz com que eu te ame a cada dia e nunca tire da mente
Aquela imagem do teu corpo nu com formas perfeitas
As linhas feitas de caneta nas pintas que o corpo enfeita.
Frio
Estas pessoas que vivem
Em locais de extremo frio,
Não são como os tropicais.
Não devem ter alma.
São agasalhos movediços.
Que graça terá ficar nu
Numa terra tão gelada.
Como ficar pelos bares
Até alta madrugada.
Devem ter partes atrofiadas.
Vivem muito fechados.
No máximo, São Joaquim,
E tá bom pra mim.
Como vivem sem sorvetes.
No frio extremo não se consome.
Andam tão vestidos que tanto faz
Se for mulher ou se for homem.
“Alzheimer... uma brisa que chega de leve, sutil e branda, como quem não quer incomodar e aos poucos vai invadindo os espaços, soprando cada vez mais forte até se tornar um tornado que de maneira devastadora arrasta e destrói tudo.
E depois, apenas o nada. Retorna então a brisa e a calmaria... eterna.” Luiza Gosuen
O vazio das almas ecoam nos meus ouvidos como uma sinfonia desafinada, tao desafinada que sujerem o desespero, um desespero tão profundo que nem consigo respirar.
