Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Cobiço a sua existência,
como os ghuts anseiam
ser inundados pela chuva
para verdejar a flora;
Com discrição de dama,
a curiosidade te namora.
A imaginação viaja longe,
ansiando estar contigo
na Antígua e Barbuda,
sob o sol e sob a lua,
sem pressa nenhuma.
Calipso quero dançar
na beirinha do mar,
sem se preocupar
se haverá alguém
olhando para nos julgar.
Sob a Antigua whitewood
abraçados descansar,
com a certeza de que
não são só juras de amor
que por nós irão passar:
O amor irá nos arrebatar.
Sistemas binários de contato
como estrelas tocar e no fundir
sob o testemunho do Universo:
Buscar o amor infinito e certo,
por mais de mil e uma noites,
assim será, e assim te quero.
Ser consumida como a absoluta
estrela companheira num
pulsar binário de eclipses mútuos,
na Via Láctea dos apegos,
Os dois livres, profundos, despidos
e entre nós sem segredos.
Não é pedir muito...
Não levem como verdade absoluta falas de pessoas que saem revoltadas com os regimes dos países de origem e distorcem a própria cultura para chamar a atenção. Escutem com sabedoria e depois pesquisem se é verdade ou mentira.
Dinheiro, status, diplomas e poder fascinam como rótulos, mas não ajudam quando você percebe que a pessoa tem menos repertório do que um passarinho. Prefiro ficar escutando um passarinho do que escutar gente que fala abobrinha.
O racismo é um mal a ser combatido, mas generalizar um país inteiro como racista nunca trouxe uma solução real. O correto é dizer: há pessoas que ainda não se desfizeram do pensamento colonial racista.
O Solstício de inverno
faria de fato sentido,
se eu tivesse você perto.
Como querer no momento
não tem sido poder:
rendo culto aqui dentro.
A paralaxe estelar
nunca irá alcançar
o que o coração
consegue enxergar:
Não há como negar
De muito amor
inteiro tu és feito.
[Venero o teu jeito.]
Todos os dias tenho desejado
como manda a lei dos namorados:
vir a contar galáxias contidas
nos teus olhos apaixonados.
Compartilhar contigo sonhos
absolutos no banco da praça,
para não pedir à vida mais nada.
Carregar algo de extrema beleza
como o aricá enfeitando o destino,
Criando jardins com terra preta
sendo convencida que é poema.
Buscar preservar a tranquilidade
da época a inocência era intocada,
Mantendo alguma parte preservada
para que o que é indomável liberdade.
Capturar o subtexto que se desfere
para não deixar entrar o que fere,
Deixando por conta da nossa liberdade
indomável para que o melhor se preserve.
Não se deixar levar pelas correntes,
caminhando com todas as coragens.
Como Bochica transformado no Sol
e Huitaca transformada na Lua,
nós seguimos no ritmo da Cumbia;
não deixo jamais de ser toda tua,
e você não deixa de ser todo meu.
Unidos pelo coração e pela música,
tu hás de enfeitar a minha orelha
com uma flor de mayo enquanto leio
sobre a entrega d'alma num poema,
para que na entrega tu te converta.
Quero ir contigo para bem longe,
e até por onde a gente não conheça,
para que falta de amor e de aventura
a gente na vida jamais padeça —
e por tudo a gente sempre se mereça.
Doce existência
e possante ritmo
que brincam comigo,
acendendo o desejo
como acendem
as luzes de uma cidade inteira
diante da vista romântica
de numa lagoa serena.
Flutuou e entregou
tudo nos braços
dos espaços do tempo
como quem descarrega
bagagens em alto mar
até esvaziado ficar.
É algo próprio que tem
pela parte de dentro,
como areia da ampulheta
caindo no tempo.
É sobre a Rússia e a Ucrânia
que estou falando,
e não por capricho ou like.
Só quem carrega a imersão
na herança é quem sabe.
Não tens ideia da bagunça
que fica na cabeça
de quem tem duas de suas
partes tão queridas:
uma matando sem parar
a outra em dias e dias.
Ambas as partes são alvos
do grande teatro de vampiros
que, por decreto amaldiçoado,
pode parar todo o hemisfério.
O nome do Lago Ontário
mudou para Lago América,
e quer também o nome
do Estreito de Ormuz modificado.
Sempre quando sair do eixo,
tem paciência comigo;
é porque muito estou sentindo.
Quem carrega memórias
de guerras sobrevividas
pela própria família sente algo próximo,
como também tivesse vivido.
Como a espada que corta
Este verso maldizente quer:
Que o mal que você fez
Contra um animal de rua
Volte em triplo simplesmente,
Para que o quê você fez seja
- lembrado eternamente -
Como o escudo que protege
Este verso de maldição
Vai colocar juízo na sua cabeça
E também no seu coração!
O poeta é o protetor da Humanidade,
Que tem na poesia a sua artilharia
E nas letras a mais nobre infantaria.
O poeta é o som do violão,
Que toca na tua mão
E no teu pobre coração.
O poeta é o agricultor da espiritualidade,
Que vive de plantar o amor
Na estrada da Humanidade...
Como a porta que se abre para a luz,
Permita-se a claridade!
Lembrem-se muito bem lembradinho:
Que maltrato à animais de rua
Ou qualquer um animal
Vai muito além do crime...,
É expressão escandalosa de crueldade!!!
Tocam no Universo
como uma partitura
as asas do Condor,
não consigo da Lua
e nem das estrelas
que quero só meu
o teu infinito amor.
Inti me presenteou
constelações incas
que lembram no céu
a beleza do teu olhar
e a nobreza do amor
que estou a cativar
neste mundo a girar,
e que insistem parar.
Fortes são as minhas
cordilheiras que criei
para ninguém tentar
tocar em tudo aquilo
que é de inspiração
e na eterna canção
que irá nos embalar.
O amanhecer será
nosso e indomável,
a última ópera fiz
questão de escutar,
e toda hora vivo por
dentro a me preparar
para quando o amor
vier a nos encontrar.
Estratégias para não odiar quem é diferente de você: apenas dê graças a Deus que você não é como ela, procure ter o mínimo contato se for necessário ou não ter contato nenhum.
