Nosso Amor como o Canto dos Passaros

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Vivo estragando tudo. Não sei como evitar.

Definir-me? Como? Só me conheço pelo que não sou.

Alejandro Jodorowsky

Nota: Publicado pelo autor na sua conta do Twitter @alejodorowsky

Existem pessoas para as quais a gente diz bom dia, boa tarde, como vai, feliz natal, feliz isso, feliz aquilo, mas por obrigatoriedade. Porém, há pessoas para as quais a gente diz tudo isso e muito mais, pelo seu valor como ser humano.

Roubar, não resta dúvida, é um crime, e é próprio de quem não tem nenhuma educação. Mas como a maioria das coisas que faz quem não tem nenhuma educação, é desculpável dependendo das circunstâncias. Roubar não é desculpável, por exemplo, se a pessoa está num museu, resolve que um determinado quadro ficaria melhor em sua casa e simplesmente leva o quadro para casa. Mas se a pessoa está morrendo de fome e não tem outro meio de conseguir dinheiro, é desculpável que ela leve o quadro para casa e o coma.

Amizade é como música: duas cordas afinadas sempre no mesmo tom.

Nem me conhece direito e fala mal de mim. Seu sonho de consumo é ser minha amiga, mas como eu sou movida a exigências de caráter, você ficou de fora da minha lista, então vai, continua desdenhando.

Deus aceita igualmente a um pecador que creu em Cristo há somente cinco minutos, como aceita a um santo que O conheceu e amou durante oitenta anos, pois não aceita os homens por algo que eles façam ou sintam, mas única e simplesmente pelo que Cristo fez, e isso está consumado.

Fale com você mesmo como falaria com alguém que ama.

Para enfrentar um inimigo eficazmente é preciso conhecê-lo como ele é na REALIDADE

Você é bonito só por fora, mas o seu coração é horrível como de uma besta. Deveria ver o que na realidade, você é.

A verdade é como poesia. E a maioria das pessoas odeia poesia.

Antes de você, minha vida era como uma noite sem lua. Muito escura, mas haviam estrelas, pontos de luz e de razão. E depois você atravessou meu céu como um meteoro. De repente tudo estava em chamas; havia brilho, havia beleza. Quando você se foi, quando o meteoro caiu no horizonte, tudo ficou negro. Nada mudou, mas meus olhos ficaram cegos pela luz. Não pude mais ver estrelas. E não havia mais razão para nada.

Eu sempre penso que o que precisamos é da luz do sol e de bom tempo e de ar azul como o remédio mais confiável.

Vincent van Gogh

Nota: Trecho de carta a Theo van Gogh, escrita em 29 de setembro de 1888.

É como se alguém tivesse cinco lances de escada a subir e o outro apenas um lance de escadas, mas que é tão alto quanto os cinco do anterior juntos; o primeiro não apenas superará os cinco lances, mas ainda cem e mil outros, ele haverá de ter levado uma vida grandiosa e bem extenuante, mas menhum dos lances que ele subiu haverá de ter tanta importância para ele quanto para o segundo aquele lance único, primeiro, alto, impossível de ser escalado mesmo na reunião de todas as suas forças, o qual ele não conseguirá alcançar e além do qual ele naturalmente não irá subir.

Estrelas comuns brilham somente durante a noite. Mas como você é especial, brilha junto ao Sol e ofusca o brilho de qualquer outra estrela comum durante todo o meu dia.

Hoje em dia, a crítica moderna usa o adjetivo "adulto" como marca de aprovação. Ela é hostil ao que denomina "notalgia" e tem absoluto desprezo pelo que se chama de "Peter Panteísmo". Por isso, em nossa época, se um homem de cinqüenta e três anos admite ainda adorar anões, gigantes, bruxas e animais falantes, é menos provável que ele seja louvado por sua perpétua juventude do que seja ridicularizado e lamentado por seu retardamento mental.

[Mas] os críticos para quem a palavra “adulto” é um termo de aplauso, e não um simples adjetivo descritivo, não são nem podem ser adultos. Preocupar-se em ser adulto ou não, admirar o adulto por ser adulto, corar de vergonha diante da insinuação de que se é infantil: esses são sinais característicos da infância e da adolescência. E, na infância e na adolescência, quando moderados, são sintomas saudáveis. É natural que as coisas novas queiram crescer. Porém, quando se mantém na meia-idade ou mesmo na juventude, essa preocupação em “ser adulto” é um sinal inequívoco de retardamento mental. Quando eu tinha dez anos, eu lia contos de fadas escondido e ficava envergonhado quando me pilhavam. Hoje em dia, com cinqüenta anos, leio-os abertamente. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino, inclusive o medo de ser infantil e o desejo de ser muito adulto.

A visão moderna, a meu ver, envolve uma falsa concepção de crescimento. Somos acusados de retardamento porque não perdemos um gosto que tínhamos na infância. Mas, na verdade, o retardamento consiste não em recusar-se a perder as coisas antigas, mas sim em não aceitar coisas novas. Hoje gosto de vinho branco alemão, coisa de que eu tenho certeza de que não gostaria quando criança; mas não deixei de gostar de limonada. Chamo esse processo de crescimento ou desenvolvimento, porque ele me enriqueceu: se antes eu tinha um único prazer, agora tenho dois. Porém, se eu tivesse de perder o gosto por limonada para admitir o gosto pelo vinho, isso não seria crescimento, mas simples mudança. Hoje em dia já não gosto somente de contos de fadas, mas também de Tolstói, Jane Austen, Trollope, e chamo isso de crescimento; se tivesse precisado deixar de lado os contos de fadas para apreciar os romancistas, não diria que cresci, mas que mudei.

Deus nos fez para engrandecer a Sua grandeza – da mesma forma como telescópios ampliam as estrelas. Ele nos criou para colocar a Sua bondade, Sua verdade, beleza, sabedoria e justiça em exposição. A maior demonstração da glória de Deus vem do mais profundo prazer em tudo o que Ele é. Isto significa que Deus recebe o louvor e nós ganhamos o prazer. Deus nos criou porque Ele é mais glorificado em nós quando estamos mais satisfeitos nEle.

- Devíamos ter mais opções de escolha.
- Como assim?
- Escolher de quem gostar, por exemplo...
- Isso não dá.
- E se desse, o que você faria?
- Ainda assim escolheria você.

Oi, Como Vai Você?

Poucas coisas são tão boas na vida como ler um livro interessante.