Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Como eu quisesse falar para disfarçar o meu estado, chamei algumas palavras cá de dentro, mas elas encheram minha boca sem poder sair nenhuma.
Talvez seja mais como o que você falou antes, rachaduras em todos nós. Como se cada um tivesse começado como um navio inteiramente à prova d’água. Mas as coisas vão acontecendo… as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos… e nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros. E o navio começa a rachar em determinados lugares. E então, quando o navio racha, o final é inevitável. Quando começa a chover dentro do Osprey, ele nunca vai voltar a ser o que era. Mas ainda há um tempo entre o momento em que as rachaduras começam a se abrir e o momento em que nós nos rompemos por completo. E é nesse intervalo que conseguimos enxergar uns aos outros, porque vemos além de nós mesmos, através de nossas rachaduras, e vemos dentro dos outros através das rachaduras deles. Quando foi que nos olhamos cara a cara? Não até que você tivesse visto através das minhas rachaduras, e eu, das suas. Antes disso, estávamos apenas observando a ideia que fazíamos um do outro, tipo olhando para sua persiana sem nunca enxergar o quarto lá dentro. Mas, uma vez que o navio se racha, a luz consegue entrar. E a luz consegue sai.
(Quentin Jacobsen - Cidades de Papel)
Não há dor maior do que ter de dizer adeus aos que amamos. Nem há saudade tão eterna como aquela que nasce com o luto. Por isso oro a Deus para que lhe conceda conforto e força nesta hora tão difícil. Receba as minhas sinceras condolências.
Minhas lembranças estão desmoronando como folhas de flores secas
Na ponta do meus dedos e debaixo dos meus pés e nas minhas costas
Assim como perseguir borboletas ou imaginar nos sonhos
O futuro começa neste instante!
Precisamos definir oque deve ser feito neste momento;
E como estabelecer uma firme base
No exato local em que estamos.
É importante vencer aqui e agora!
O que difere os animais dos humanos, é que eles sofrem todo tipo decepção como nós, e ainda assim permanecem puros
É absurdo não aceitarmos a vida como ela é, deixarmo-nos dominar pelo passado. Há que lutar para viver melhor, muito melhor.
A ansiedade causa 'nós'
e 'entrenós' na garganta,
um mar de reboliço
no estômago,
como se estivesse sempre a velejar.
O enjôo é constante
e a terra nunca está à vista.
E eu sinto você me esquecer como eu costumava sentir você respirar
Olhar cara a cara
No conforto do que somos
E assumir-se como se é,
Sem dor, mimo ou escapismo.
Abrir a mente para o progresso
O coração para o gesto
As mãos para somar.
Ser forte para se amar,
Como quem concede á natureza
A luz da consciência de ser
Na pauta regular da realidade
Pois todos aqueles
Que fogem de si,
No fatalismo dos encontros,
Acabam por se ver assustado
Na face indiferente dos outros...
