Nosso Amor como o Canto dos Passaros
MEU AMOR É UMA FLOR
Morena da cor do pecado
Eu tenho o maior orgulho de você
Uma verdadeira flor você é
Amo-te de verdade
Minha vida não teria sentido sem você
O meu coração é só festa se estou com você
Rosa, uma rosa encantadora
É você, meu amor
Um dia, acredito, estaremos juntos
Mesmo que tenha que esperar
Aguardarei pacientemente por esse dia
Feliz vou ficar quando esse dia chegar
Loucamente pretendo te amar
O tempo, sei, passará de repente
Rezarei para que não
Amor
Ao amor de Pai não se iguala;
O amor de mais ninguém;
Só outro se lhe compara;
O amor da nossa Mãe.
Vizinho do Amor
Ela está do meu lado,
Sempre contente.
Eu carrego este fardo,
De só olhá-la, simplesmente.
Fico pensando se tenho chance,
Porém não tenho coragem de dizer.
A olho de relance,
Sem nem mesmo perceber.
Difícil entender
Este sentimento insólito,
Que já começa arder.
Vida de flor,
Que no fim sempre falece.
Por que foges de mim, meu amor?
Cada canção de amor abre a ferida que não vê fim. Cada fração da dor agora é chuva que cai em mim, mas tudo vai passar como tudo passa.
Há uma poesia que anda pelos ventos
Escrito nas estrelas para mim
De uma amor viajante
Que caminha sob as águas
Voa nas nuvens
A minha procura
Não vê o tempo
Não conta as horas
Apenas aguarda o momento esperado
Há um poema escrito nas estrelas
Desse amor viajante
Que mesmo distante
Há de vir de encontro a mim...
Contrastes
A antítese do novo e do obsoleto,
O Amor e a Paz, o ódio e a Carnificina,
O que o homem ama e o que o homem abomina,
Tudo convém para o homem ser completo!
O ângulo obtuso, pois, e o ângulo reto,
Uma feição humana e outra divina
São como a eximenina e a endimenina
Que servem ambas para o mesmo feto!
Eu sei tudo isto mais do que o Eclesiastes!
Por justaposição destes contrastes,
junta-se um hemisfério a outro hemisfério,
As alegrias juntam-se as tristezas,
E o carpinteiro que fabrica as mesas
Faz também os caixões do cemitério!
"De repente… o amor"
E de repente.
As primeiras palavras vieram.
E elas?
Já não eram mais mistérios…
… nem tão pouco…
... eram mais anonimato.
Elas…
… as palavras.
Elas juntaram os nossos olhares…
… e os nossos desejos.
E elas?
Foram se estendendo ao longo dos dias.
Transformando os nossos sonhos…
… e desenhando novos horizontes.
E de repente.
Nós passamos a viver uma história.
E ela?
Já não é mais história.
Não!
Pois ela deu um grande salto.
Aliás!
Um imenso salto...
… para o mundo da realidade.
E quer saber?
Como é suave essa nova realidade.
E de repente.
Os nossos sorrisos…
… os mais belos e sinceros.
Eles se misturaram de tal maneira…
… de tal forma.
Assim!
Sutilmente …
… e sem sombra de timidez.
Foi de um jeito tão sereno.
Que eu até me pego sorrindo sozinho.
E de repente.
De repente era isso o que faltava.
Sim amor!
Era você quem faltava.
Para abrilhantar os meus dias…
… e me empurrar para uma vida nova.
E de repente!
E de repente somos nós.
Do jeito que a cor do céu nos desenhou.
Cheio de brilhos…
… e mergulhados no amor.
Admilson
09/07/2020
…tanto o amor quanto a cura verdadeira florescem não na tentativa de controlar ou mudar o que está fora de nós, mas na aceitação, compreensão e trabalho interno.
Soneto do amor platônico
Foi na tua ausência que senti
Onde existia você, ficou a dor
Razão pela qual “Je suis ici”
A cumprir mecanicamente meu papel de ator
Tentando não ser apenas um número
Entre tantos moribundos, reconheço meu vazio
Meu amor, desatento, na madrugada de frio
Eu não sei em que rua entro
Rondo, ando, paro e fico
Ganho tempo, mas nada muda
Ouço o vento de melancolia, me ajuda?
Lugar nenhum é seguro com sua ida
Poucos são os espaços para o amor
Entre tantos desejos, a sua volta é a mais querida
Você sabe que está apaixonado quando vê o mundo nos olhos dela. E os olhos dela em todos os cantos do mundo.
Não roube os meu desejos mais secretos. Deixe-os guardados e calmos no canto que os escondi. Deixe os meus suspiros e arrependimentos em tranqüilidade aparente. Não é a hora exata? Não somos exatos! A exatidão me aborrece. A compreensão me deprime. Sua solidão me enlouquece.
Descrevo que era Realmente Naquele Tempo a Cidade da Bahia
A cada canto um grande conselheiro,
que nos quer governar cabana, e vinha,
não sabem governar sua cozinha,
e podem governar o mundo inteiro.
Em cada porta um freqüentado olheiro,
que a vida do vizinho, e da vizinha
pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,
para a levar à Praça, e ao Terreiro.
Muitos mulatos desavergonhados,
trazidos pelos pés os homens nobres,
posta nas palmas toda a picardia.
Estupendas usuras nos mercados,
todos, os que não furtam, muito pobres,
e eis aqui a cidade da Bahia.
Aí eu tomo um banho bem quente, pra te espantar da minha pele. E canto bem alto, pra te espantar da minha alma. E escovo minha língua bem forte, pra separar seu gosto do meu. E quase vomito, pra parir você do meu fígado.
O Poeta da Roça
Sou fio das mata, cantô da mão grosa
Trabaio na roça, de inverno e de estio
A minha chupana é tapada de barro
Só fumo cigarro de paia de mio
Sou poeta das brenha, não faço o papé
De argum menestrê, ou errante cantô
Que veve vagando, com sua viola
Cantando, pachola, à percura de amô
Não tenho sabença, pois nunca estudei
Apenas eu seio o meu nome assiná
Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre
E o fio do pobre não pode estudá
Meu verso rastero, singelo e sem graça
Não entra na praça, no rico salão
Meu verso só entra no campo da roça e dos eito
E às vezes, recordando feliz mocidade
Canto uma sodade que mora em meu peito
Me deixe só!
Me deixe aqui, no canto, em companhia de mim mesma!
ouvindo meu silencio falar de coisas que calei...
Me deixe ir... com meus pensamentos tao longe, que nem
me encontre mas aqui.
Me deixe ali, sem rumo, ou direçao, vendo a vida passar vazia,
observada pela janela...
olha la...é a felicidade, me acenando a mao,
dizendo: adeus!
ela vai se afastando, e
agora esta tao longe, que ja nao posso alcança-la.
e esses muros sao tao altos!
como derruba-los, se o que os mantem de pé, sao as minha fraquezas?
Me deixe assim, buscando respostas, para oq nao tem razao.
fazendo da vida um jogo, de regras confusas,
onde parece que o objetivo é perder...
se perder de tudo e de todos, na tentativa de um
um dia se encontrar...
