Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Sentado em um canto eu me encanto com as lembranças de um passado não tão distante e caio aos prantos.
Aqui neste bar, sentado num canto isolado, eu vejo pessoas bebendo vinho, cerveja, pinga e fumando cigarros. Todas fazendo a mesma coisa e com o mesmo objetivo: afogar a dor e a solidão. Eu inclusive sou uma delas.
E o canto daquela guitarra estrangeira era um lamento choroso e dolorido, eram vozes magoadas, mais tristes do que uma oração em alto-mar, quando a tempestade agita as negras asas homicidas, e as gaivotas doidejam assanhadas, cortando a treva com os seus gemidos pressagos, tontas como se estivessem fechadas dentro de uma abóboda de chumbo.
" Danço, canto , me mostro para os outros da forma mais poetica, e perfeita de se mostrar ! Uso a linguagem da alma, do corpo, da mente e do olhar. Em silêncio me entrego, me desnudo, falo dos meus sentimentos e emoções, ao som de uma orquestra, de um piano, de um violino ou de um violão.Rodopiano sinto o fogo da paixão, da sedução...música e dança é como o encotro das ondas e o mar !
Escrevo e declamo no riso e no pranto,
espalho poesia por tudo que é canto,
por essa estrada escolhi caminhar.
Só paro no dia em que Deus me parar,
dizendo: – “Meu filho, venha aqui em cima
mostrar para os anjos como é que faz rima
cantando galope na beira do mar.”
Nota: Trecho do poema Galope à beira-mar.
...MaisChega uma hora que a realidade te espreme num canto, te dá um tapa na cara e te pergunta: "o que é que você está fazendo aqui?"
Verso – O Canto do Lambe-Sujo
No brilho do dia que nasce apressado,
Negro tinta, sorriso estampado.
A dança, o grito, a espada no ar,
É o povo que canta, é o tempo a girar.
No peito, a força de quem já venceu,
No som do tambor, um passado viveu.
Boneca que dança, princesa que vem,
Histórias contadas por mais de cem.
No Rio Real, a alma se lava,
Em riso, em canto, em água sagrada.
O chão treme forte, o batuque não erra,
Lambe-Sujo resiste, é raiz, é terra!
Então chega a noite profunda
O som do seu canto
Com um passo de cada vez
Traz a manhã escarlate
O amanhecer está passando
E, quando a lua adormece
A luz azul, que comigo permanecia
Desaparece
Não é justo você fazer isso comigo, em um minuto eu estava quieta no meu canto e dai você apareceu e mudou a minha vida e depois foi embora sem ao menos se despedi
Vão encontrar mil maneiras de te rotular. E em todo o canto, sempre tem alguém que quer roubar o seu lugar.
Quando o canto e a música forem preocupação de muitos, poucos restarão para preocupar-se com a tristeza, com o desamor, com a discórdia. Que o som das vozes ecoe o mais distante possível numa mensagem de cultura, amor e paz.
Simplicidade
Gosto das coisas simples da vida...
Do nascer e pôr do sol,
Do canto dos pássaros, ao amanhecer,
Do cheiro da chuva na terra molhada,
Do barulho da chuva no telhado,
De um céu estrelado,
Das fases da lua,
Do barulho das ondas do mar,
De olhar a paisagem, enquanto viajo,
De ouvir histórias contadas pelos mais velhos,
Do olhar e sorriso de uma criança,
De um abraço sincero,
De um olhar que não precisa de palavras...
E creio, que é em cada uma dessas coisas que Deus se revela todos os dias a nós.
Uiva o Lobo
Em um canto triste
Odes a sua amada
A lua
O que nasceu no etéreo
Não deve ser consumado
Mas consome
Brilha a lua
Como quem diz:
Não chore. Sou sua.
O lobo não entende
Não pode. A dor cega.
Sofre ele. Sofre ela.
E o Lobo uiva...
Cada um deles sabe muito bem, em algum canto de sua alma, que o suicídio, embora seja uma fuga, é uma fuga mesquinha e ilegítima, e que é mais nobre e belo deixar se abater pela vida do que por sua própria mão.
Tem dias ...
Que a gente não precisa
de palavras
Apenas de um canto
de aconchego
de uma paz ...
Onde silenciosamente
e com calma ...
Conversamos com a
nossa alma
sem dor
sem pranto
sem aquele peso a mais.
Não, eu não tenho mais medo de ser largada, trocada, deixada no canto da sala quando o trabalho dele o impedir de vir me ver. Eu não tenho mais medo de ser aquela a qual ele busca conforto nas horas vagas. Aquela a qual ele olha nos olhos buscando olhos alheios. Meus medos mudaram. São medos novos eu diria. É isso o que me aterroriza, afinal. Tenho medo porque meus olhos acompanham as palavras por ele escritas. Medo porque eu tenho mudado sem ele sequer ter me feito algum pedido. Medo porque eu nunca quis me sentir tão próxima de alguém como quero me sentir dele. Na verdade, eu nunca quis estar na vida de alguém como eu desejo permanecer na dele. Medo porque no final das contas eu o amo, e sinto que ele me ama também. Medo pela dificuldade em usar a palavra “amor” face a face com ele. Medo pela dificuldade em citá-la quando estamos ao telefone. Medo pela distância oceânica em que nos encontramos após tantas conversas. Medo por me entregar para ele da forma que nunca quis me entregar a ninguém. Medo por querer ele grudado em mim, embora eu abomine essa prática insuportável dos casais. Medo por dizer e fazer coisas as quais eu repudiaria em pessoas apaixonadas. Medo por estar escrevendo esse texto. Medo porque ele derreteu o gelo que protegia meu coração, fazendo com que a água transbordasse pelos meus olhos. Medo porque quanto mais eu estou dentro, mais o sinto fora. Medo porque eu nunca senti por alguém essa imensidão que sinto por ele. Mais medo ainda de me perder dentro dela.
Aromas!
Em meu canto...
Um café
acompanhada
de mim mesma!
Um cheirinho
de dama da noite,
misturado ao
cheiro bom do
café quentinho.
Trouxe-me uma
boa emoção,
não sei de onde...
Chovia lá fora!
