Nosso Amor como o Canto dos Passaros

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A gente dá muita cabeçada até entender como as coisas funcionam. Tem gente que na primeira já acorda. Alguns, como eu, precisam ter quase um pedaço da cabeça arrancado para começar a ter a exata compreensão das coisas. Eu tenho o costume de sofrer muito por esperar dos outros uma atitude que não vem. Pode ser da mãe, do pai, do amigo, do colega de trabalho, do namorado, do mosquito que faz barulho chato no ouvido no meio da noite. Eu espero porque eu faço. Me dou de bandeja, mas nem sempre consigo me perdoar. E preciso entender que as coisas não vão ser como eu quero. Sempre acreditei que a vida era bonita – e ela é. Mas a vida é difícil porque as relações são difíceis. Uma pessoa não é igual a outra. Cada um tem sua história. Cada um faz a sua história. Eu tenho a minha personalidade, você tem a sua. Eu cedo, você cede. E existem também aqueles que nunca querem ceder e pensam que estão sempre certos. Existem diversos tipos de criaturas no mundo e, acredite, é você que escolhe quem quer ter ao lado. Fiz muitas escolhas. A maioria, hoje percebo, foram corretas. Existe um momento, que é mágico, em que você precisa decidir se corre ou se fica. Normalmente, escolho ficar. Hoje eu vejo claramente. Em todas as vezes, assumo sem pudor, a minha vontade era de correr. Mas eu fiquei. Até onde eu conseguia, fiquei. Quando não dava mais eu pulava fora. E falo isso de todas as situações que vivi. Por isso, sou muito corajosa. Teve gente que já duvidou dessa minha força, mas eu enfrento o que vem pela frente, sim. Se uma coisa é importante para mim eu vou até o fim, mesmo que o mundo me diga para não continuar. Entendi que preciso me aceitar mais sem querer buscar coisas que nunca vou ser. Evoluir é importante, mas aceitar quem somos é essencial. Insisto nas escolhas. Você escolhe a vida que quer. Você escolhe as pessoas que quer. Você escolhe o futuro que quer. Eu escolhi o meu. Descobri que a vida não é cor de rosa nem rosa choque. Nem rosa bebê. Nem rosa antigo. A vida tem muitas cores e, definitivamente, não é um conto de fadas. De vez em quando ela é desenho, musical, comédia, drama, ficção científica, suspense, animação, terror. E quer saber? Ainda bem. Sempre gostei de viver todas as emoções possíveis.

Quando se percebe a vida
como um processo
as velhas distinções
entre vitória e derrota
sucesso e fracasso
desaparecem.

Uma pipa no céu...
A vida exige leveza, assim como a viagem. A estrada fica mais bonita quando podemos olhá-la sem o peso de malas nas mãos.

Seguir leve é desafio. Há paradas que nos motivam compras, suplementos que julgamos precisar num tempo que ainda não nos pertence, e que nem sabemos se o teremos.

Temos a pretensão de preparar o futuro. Eu tenho. Talvez você tenha também. É bom que a gente se ocupe de coisas futuras, mas tenho receio que a ocupação seja demasiada. Temo que na honesta tentativa de me projetar, eu me esqueça de ficar no hoje da vida.

Os pesos nascem desta articulação. Coisas do passado, do presente e do futuro. Tudo num tempo só.

Há uma cena que me ensina sobre tudo isso. Vejo o menino e sua pipa que não sobe ao céu. Eu o observo de longe. Ele faz de tudo. Mexe na estrutura, diminui o tamanho da rabiola, e nada. O pequeno recorte de papel colorido, preso na estrutura de alguns feixes de bambú retorcidos se recusa a conhecer as alturas.

O menino se empenha. Sabe muito bem que uma pipa só tem sentido se for feita para voar. Ele acredita no que ouviu. Alguém o ensinou o que é uma pipa, e para que serve. Ele acredita no que viu. Alguém já empinou uma pipa ao seu lado. O que ele agora precisa é repetir o gesto. Ele tenta, mas a pipa está momentaneamente impossibilitada de cumprir a função que possui.

Sem desistir do projeto, o menino continua o seu empenho. Busca soluções. Olha para os amigos que estão ao lado e pede ajuda. Aos poucos eles se juntam e realizam gestos de intervenção...

Por fim, ele tenta mais uma vez. O milagre acontece. Obedecendo ao destino dos ventos, a pipa vai se desprendendo das mãos do menino. A linha que até então estava solta vai se esticando. O que antes estava preso ao chão, aos poucos, bem aos poucos, vai ganhando a imensidão do céu.

O rosto do menino se desprende no mesmo momento em que a pipa inicia a sua subida. O sorriso nasceu, floresceu leve, sem querer futuro, sem querer passado. Sorriso de querer só o presente. As linhas nas mãos. A pipa no céu...

A maioria das pessoas são como os alfinetes: suas cabeças não são o mais importante.

A comida sem tempero é como a vida sem paixão: não tem sabor e desconhece-se o prazer.

A paixão é como uma bebida bem forte, basta uma dose para se embriagar.

Tenho o Corinthians como exemplo de superação, força, garra, luta... Pois eu já vi ele cair sem forças e vi ele se levantando com muita fé e sendo novamente campeão.

“Me fez feliz como ninguém, me faz triste como jamais fui.

Minha vida não saiu como planejei, mas ainda é a minha vida.

Hoje é um dia que começou bom, mas às vezes nem sempre é como agente quer, vários obstáculos, brigas, sentimentos, sorrisos, perdas de pessoas, saudades e muito mais, e com tudo isso a vida nos faz levantar e olhar para que não reptasse os mesmos erros.

Assim como o percurso de um rio, a vida se molda no seu decorrer de acordo com o ambiente.

Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.
(Heterônimo de Fernando Pessoa)

Não vejo as atuais mulheres feministas como guerreiras. Eu as vejo como mulheres mal amadas, que sentem a necessidade de pisar nos homens, para se sentirem superiores.

Mais uma série de “meninas como eu”... (caramba, gostei disso hein).
Bom, meninas como eu, saem com a família, mas deixam o coração e a cabeça junto com o homem de sua vida. Meninas como eu passam frio às 01:00am, porque isso faz com que ela se sinta mais perto dele, o que consequentemente nos deixa mais seguras, e mais protegidas, talvez o frio que passamos na frente do pc, seja mais acolhedor do que a falsa sensação de calor que o cobertor e a cama solitária pode proporcionar...
Meninas como eu, perderiam noites de sono, deixariam de comer, de estudar ou qualquer outra coisa importante, só pra ouvir aquela bronca gostosa que só ele sabe dar. Meninas como eu, sentem vontade de provocar até a última gota para que ele perca a paciência e grite bem alto “Eu te amo, será que dá pra você se comportar?!”, porém, meninas como eu perdem a coragem porque sabemos que isso não os faz sentir bem.
Meninas como eu, choram só de pensar em passar um dia longe deles, de perder aquele homem doce que cuida da gente como nenhum outro, e nos enche de carinho.
Meninas como eu, enchem os olhos de lágrimas ao ouvir Jewel - You were meant for me ou Owl City - Vanilla Twilight, porque tem uma melodia QUASE tão encantadora quanto o som da risada dele.
Meninas como eu, perdem horas ensaiando o que dizer quando estiver olhando nos olhos dele, mesmo tendo a absoluta certeza de que nada do que foi ensaiado vai ser lembrado, e que mesmo sabendo o que dizer, ele vai precisar me lembrar de que se eu não respirar, vou morrer.
Meninas como eu, tentam ser discretas, tentam não dizer que o som da voz dele faz com que os pêlos da nuca se arrepiem e por alguma razão que eu ainda desconheço, (ou não) a respiração muda, os batimentos cardíacos aumentam, e o calor invade a alma pra mostrar o quanto ele é especial.
Talvez os homens nem se dêem conta, mas meninas como eu, adoramos a censura de suas palavras, as bobagens que eles falam, que mesmo quando não tem sentido algum, rimos deliciosamente. Adoramos quando eles se prontificam a ficar bem pertinho quando estamos carentes, e necessitamos de palavras doces e românticas o tempo todo.
Estou com sono, eu queria dormir, mas só consigo depois de ficar aproximadamente uma hora ouvindo o som da voz dele, invadindo o meu interior, e dizendo várias vezes que me ama, tanto quanto eu o amo e que sem mim, não dá.
Meninas como eu, precisam de uma dose extra de amor todos os dias, ao acordar, e um porre de amor antes de dormir, porque isso faz com que eu me sinta mais viva a cada segundo, principalmente os que ele está ao meu “lado”.

E se eu errar? Ah, arquiva aí como experiência.

Assim como o vento retira delicadamente as folhas secas das árvores para que novas possam ocupar o lugar, o tempo leva as lembranças que não fazem mais sentido na nossa vida para podermos vivenciar novas experiências.

Se ao menos houvesse uma invenção que engarrafasse uma memória, como aroma. E que nunca esmaecesse, nunca azedasse. E que, se a pessoa quisesse, poderia desarrolhar a garrafa e seria como viver aquele momento todo outra vez.

Neste momento o mundo está tomando um chá e vendo como estamos sendo trouxas.

Uma alma vil, que cita as coisas santas, é como o biltre de sorriso ameno, ou uma bela maçã podre por dentro. Como é belo o exterior da falsidade!

A filosofia de Parmênides se apresenta como um contraste entre a verdade e a aparência. A aparência é percebida pelos sentidos que nos mostram o ser e o não ser e nos levam a diversos erros. Já a verdade somente pode ser buscada pela razão, que para Parmênides demonstra que não podemos pensar o não ser, pois não podemos pensar sem que esse pensar seja sobre algo. Pensar sobre nada é não pensar, da mesma forma que dizer nada é não dizer. Somente podemos pensar e expressar o que pensamos através de um objeto e esse objeto já é algo, já é um ser. Ele conclui que o ser é e não pode não ser e através dessa ideia ele expressa sua principal tese filosófica que vai dirigir toda sua investigação racional. Ele cria assim os principais fundamentos da ontologia que é vista como metafísica pois o ser não é somente o ser da natureza, mas também o ser do homem e das suas ações, e mais ainda, é o ser de qualquer coisa que possa ser pensada.
(de A filosofia de Parmênides)